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quarta-feira, 29 de julho de 2015
Concurso Empresa Inclusiva em Caraguatatuba
terça-feira, 23 de junho de 2015
A Pré-Conferência dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Caraguatatuba
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Finalizando Curso de Ubatuba
Cada turma de professores é única; cada curso tem um gostinho especial. A gente aprende a compreender que uma formação jamais será igual a outra porque cada singularidade faz com que o coletivo incorpore novas necessidades, porque surgem novas dúvidas e o objetivo é que muitos esclarecimentos venham trazer um conhecimento contextualizado.
Desde 2007, quando fiz a primeira formação em Grafia Braille, aprendi a me despedir sem ir embora. Aprendi que nunca mais serei a mesma e que é inevitável afastar-me de uma realidade que acolheu a deficiência visual como algo que merece atenção, carinho e respeito.
São desafios que vamos desvendando juntos(as) com uma única finalidade: atendimento especializado ao aluno com deficiência visual. eu me orgulho demais de também ser personagem de tantas histórias e através de tantas mãos poder multiplicar essas informações, transformando-as em ações efetivas.
Hoje foi o dia de dizer "muito obrigada" a turma de Ubatuba. Finalizamos nossa formação em Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes". Durante sete lindos meses estivemos reunidas, aprendendo, ensinando e crescendo acima de tudo.
Meu agradecimento a cada cursista que esteve presente nas aulas, meu reconhecimento à Secretaria Municipal de Educação e o meu "até breve", porque uma formação continuada não se encerra com a entrega do diploma, mas sim permanece viva na essência de cada professor junto ao seu aluno com deficiência visual.
Felicidade é o que melhor define esse momento, apesar da saudade que já é forte...
Ubatuba, conte sempre comigo!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Feliz Natal
Vivi um 2014 incrível e especial. Muitos sonhos realizados, desafios superados e mais 365 passos guiados pela fé, com amor e confiança. Não existe um recomeço pra quem já tem uma história e eu tenho orgulho em dizer que a beleza dessa história está nos atores que chegam e permanecem nas cenas mais queridas da nossa vida.
Que o verdadeiro espírito do Natal consiga morada no seu coração, porque o Natal é todo dia, em cada gesto, em cada ação. Está num abraço, numa palavra amiga, ou apenas na presença daqueles que amamos.
Aos meus eternos atores mais que especiais, aos que chegaram pra fazer do meu 2014 mais colorido e a todos os meus amigos e familiares desejo que "Papai do Céu" leve a estrela mais brilhante para iluminar cada passo percorrido. Que o amor seja o companheiro eterno, que a saúde, a felicidade, a prosperidade, a fé e a coragem caibam dentro do embrulho com o laço mais bonito e apertado, assim como um abraço que simboliza todo o meu carinho e minha eterna gratidão.
Obrigada por ter feito o meu ano tão especial e que 2015 seja o melhor ano de nossas vidas.
Feliz Natal
Ho! Ho! Ho!
Luciane Molina
Descrição da imagem para pessoas com deficiência visual: fotografia de uma mandala com pedaços de fitas coloridas penduradas em todo o contorno do círculo. No centro tem um espírito Santo e flores vermelhas ao seu redor.
Peça que acabou de ser confeccionada pelas mãos de Lucia Molina.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Dia do Cego, dia de santa Luzia: meu agradecimento
Se eu sou capaz de sentir o delicioso perfume das flores espalhadas pelo caminho, foi também porque eu ousei tocar seus espinhos. Faço questão de agradecer com vários sorrisos no rosto, porque eu estou sendo quem exatamente planejei ser.
Hoje também é o dia nacional do cego. Mais do que uma bandeira levantada para a inclusão, a deficiência visual faz parte da minha essência, é meu estilo de vida. Meus olhos são o meu maior troféu, porque eu não dependo deles pra fazer qualquer julgamento, nem será a falta dessa função a justificativa para que eu não alcance os meus objetivos. Temos que aprender que somos muito mais do que nossos olhos são capazes de enxergar e esse é o maior legado de uma vida inteirinha.
Tenho motivos suficientes pra comemorar essa data e para agradecer incansavelmente
Viva santa Luzia!
#DiaDoCego
#SantaLuzia
#ObrigadaSantaLu
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Teatro Cego em Caraguatatuba
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Teclados de computador para cegos: com Braille ou não?
terça-feira, 4 de novembro de 2014
As Placas de sinalização Braille e o Conceito de sustentabilidade
domingo, 2 de novembro de 2014
Educação Inclusiva é transversal
domingo, 26 de outubro de 2014
Experiência ao votar no segundo turno
sábado, 25 de outubro de 2014
O Meu Muito Obrigada a uma Turma Tão Especial!
Logo no primeiro dia de aula fiz questão de reforçar que o aprendizado do soroban envolvia construções conceituais que tem como base o concreto. No soroban eu não escrevo um símbolo para representar uma quantidade; eu escrevo a própria quantidade. Entender esse elemento concreto e desconstruir o signo numérico faz parte da complexidade do processo. Trabalhar o movimento de dedos, as regras dos complementares e as operações foram descobertas mágicas e, ao mesmo tempo, muito divertidas.
Nas aulas, era comum que a concentração desse lugar para o riso; que as dificuldades fossem superadas com uma doze de otimismo; que a cada nova fórmula descoberta fosse comemorada com vontade de ir muito mais além.
Nossos encontros foram leves, apesar da seriedade que o assunto merecesse. Pagamos muitos "micos", incluindo eu, a professora, afinal, que graça teria se tudo fosse tão certinho, dentro de um rigor que de nada representa a personalidade desse grupo. Eu não sou a mesma de quando começamos e tenho certeza que vocês também não são. convivemos, interagimos e aprendemos a ser melhores com as diferenças dos outros, respeitando aquilo que cada um ofereceu. Aprendemos muito mais do que cálculos, aprendemos o significado de amor. fizemos tudo com muito amor!
Vocês levaram os estudos muito à sério, muito mais além do que eu esperei. Estudamos soroban sem dizer "chega" e cumprimos o cronograma antes do final. Afinal, a verdade é que pra gente não existe um final!
Faço questão de dizer o que já disse pessoalmente pra vocês. Receber o diploma não significa que terminamos, mas sim que devemos continuar. Demos um upgrade no Braille e constatamos que é possível criar estratégias para ampliar e fortalecer a educação inclusiva, seja através da escrita e leitura, seja através da matemática.
Somamos esforços; subtraímos dificuldades; multiplicamos conhecimento e dividimos experiências. Dentro do que era possível, ultrapassamos cada limite para provar que vocês fazem a diferença por onde passam.
Das tarefas para serem realizadas em casa, vocês fizeram grandes encontros e grupos de estudo. Essa fórmula deu muito certo porque vocês aproveitaram cada desafio transformando-o
Nossos encontros escreveram um capítulo da minha história, embora meu caderno não seja tãããão bem anotado quanto o da Vanessa. Afinal Vanessa, como você anotou tudo, tem como contar pra gente quantas vezes eu respirei aliviada depois de uma conta bem realizada? E a Claudinha, sempre comportada, mas que nem piscava pra não perder nenhum movimento de contas? às vezes se chacoalhava na cadeira de tanto rir dos "micos" alheios. A Elaine, bem digo que será minha sucessora, com muito prazer, porque ela enxerga bem lá longe. A Cida, que mesmo com a intensiva campanha não criou uma conta no facebook, mas estudou direitinho. André, o nosso "Clássico", que apesar do livrinho de tabuada, conseguia virar o soroban ao contrário... deixei a Dora por último, porque eu estava tentando olhar bem dentro dos olhos dela para decifrar as incógnitas que permeavam seu pensamento. As caras e bocas que ela fazia, até eu conseguia enxergar. Ela quase tinha uma parada respiratória, cada vez que arregalava os olhos, torcia levemente o pescoço pro lado e levantava uma das sobrancelhas com a boca quase aberta de surpresa!
A saudade já toma conta dos nossos sábados, embora o boneco do Papai Noel que ganhei de presente os represente aqui na minha sala vazia. Espero que nossos sábados sejam preenchidos muito em breve com a presença de vocês novamente por aqui. Agradeço, do fundo do coração, por vocês terem a coragem suficiente para mudar o mundo!
Um abraço apertado a cada um e parabéns por mais essa etapa!
Amo vocês!
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Reportagem Jornal O Vale
terça-feira, 30 de setembro de 2014
III Fórum de Inclusão aconteceu em Pindamonhangaba
| Inserir nome do álbum aqui Este álbum possui 6 fotos e estará disponível no OneDrive até 29/12/2014. | ||||
Relato de Experiência no III Fórum de Inclusão em Pindamonhangaba
Vencer é ultrapassar com o olhar além daquilo que se pode ver
Luciane Maria Molina Barbosa
Tocar nas figuras, ouvir as imagens, sentir o aroma e o sabor das cores foi algo extremamente natural pra mim desde muito cedo. Foi através dos "olhos" de alguém que fui construindo meu vasto repertório de imagens e me interessando por tudo aquilo que faz parte do mundo real, sem que me excluíssem das atividades comuns. Sempre freqüentei o ensino regular, mesmo em uma época que falar sobre "inclusão" era utopia. Quebrei todos os protocolos e nunca fui a "aluna especial" aos olhos daqueles professores e colegas de classe. Meus pais sempre foram os heróis de uma história que ainda está em construção, porque continuam a caminhada comigo num ato de doação pela causa da pessoa com deficiência visual. Apesar de ter conseguido ser alfabetizada em tinta, com uso de potentes lupas e letras extremamente ampliadas, num certo momento já não conseguia ler nem escrever. Até aprender o Sistema Braille, com 12 anos de idade, apenas lia e escrevia mais pelos "olhos" e "vozes" que eram emprestadas gentilmente, ora dos meus pais, ora dos colegas de classe e professores. A visão cada vez menor não reduziu minhas perspectivas de acesso ao conhecimento. Alimentar-me com informação tornou-se algo vital. Aprendi o sistema Braille em quatro meses e o mundo transformara em letras, palavras, sentenças, histórias infinitas, lidas por meio do meu próprio esforço. Escolhi como carreira o magistério e formei-me pedagoga. A ausência de profissionais habilitados para o ensino do Braille em minha região despertou o meu interesse em contribuir para que as pessoas cegas deixassem o conformismo e se libertassem da prisão intelectual a qual estavam submetidas. Através da educação eu poderia comunicar e informar, ensinar e transformar realidades por onde pisasse. Nunca consegui enxergar os limites apesar da cegueira; ultrapassar barreiras significa enxergar potencialidades onde a sociedade rotula incapacidades. Minha trajetória profissional teve início com a alfabetização e reabilitação de pessoas cegas. Mais tarde, porém, percebi que a inclusão não é um processo isolado, dentro de um espaço exclusivo e sem desafios. Passei a formar professores e outros profissionais para atenderem pessoas cegas ou com baixa visão no ensino regular. Tornei-me palestrante, consultora e uma estudiosa incansável. Em quase quatorze anos de atuação na educação especial e inclusiva, sinto-me grata por cada desafio encontrado, por cada "olhar" positivo de surpresa ou de reprovação recebido, porque a beleza da vida é compartilhar conhecimento, realizar sonhos e ultrapassar as barreiras visíveis, e até mesmo as invisíveis, embora tenhamos a certeza de que perceber o mundo através dos sentidos seja algo mágico e, ao mesmo tempo, um ato de coragem que aprendemos diariamente. A inclusão é construída na coletividade, por isso, permita-se adentrar nesse espaço tão desafiador; permita-se atravessar essa estrada, porque juntos podemos enxergar ainda mais longe!
* Pedagoga e pessoa com deficiência visual. Especialista em atendimento Educacional especializado (UNESP). Pós-graduanda pela UNIFEI em Tecnologias, Formação de Professores e Sociedade.
Atua há mais de 13 anos com educação especial e inclusiva, com trabalhos voltados à alfabetização Braille, tecnologia assistiva, audiodescrição e formação de professores. Vencedora do IV Prêmio Sentidos (2011)do IV Prêmio Ações Inclusivas (2013), palestrante e colunista. Mantém o blog www.braillu.com









