Mais uma aula de Braille foi realizada, nesta quarta-feira, em Lorena. Iniciamos Às atividades com a entrega da cópia das palavras em Braille, feita pelas alunas na aula anterior e corrigida por mim. Destaquei os erros mais comuns e peculiares à escrita Braille, com demonstrações no braillete e leitura do texto.
Em seguida, um novo conteúdo foi apresentado: o Sinal de Maiúsculo, também com exemplos e demonstrações no braillete. Trata-se de um símbolo acessório e exclusivo do código Braille.
Sabemos que para a escrita e aplicação do código Braille à Língua Portuguesa, quase todos os sinais conservam sua significação original. Porém em alguns casos essas representações utilizam-se de símbolos exclusivos do código Braille, como é o caso da representação de letra maiúscula. Assim, para que uma determinada letra seja compreendida num dado contexto, como início de frases, substantivos próprios, entre outros, que necessite utilizar letras grafadas em maiúsculo, temos um sinal acessório que será acrescentado antes da letra, sem qualquer equivalência com algum sinal grafado em tinta.
Em seguida entreguei a cada aluna uma lista de palavras solicitando para que fossem transcritas apenas aquelas, cuja primeira letra estivesse representada em maiúscula. Para as demais palavras da seqüência, sugeri a leitura silenciosa. Encerramos essa atividade com a cópia em Braille das palavras transcritas, utilizando reglete e punção.
Para finalizar os trabalhos, distribui três caça-palavras em Braille. O desafio era encontrar as palavras, divididas por temas nos tabuleiros, e que estariam dispostas em diferentes posições.
Até quarta-feira que vem!
TEXTO REPUBLICADO - Erros Mais Comuns em Textos Braille:
* Pontos a mais ou a menos em letras, o que não caracteriza erros ortográficos;
* Palavras juntas, sem intervalo de "celas" vazias;
* Palavras separadas por dois ou mais espaços;
* Espaços no meio de palavras, que ficam interrompidas;
* Troca de posição de letras na mesma palavra;
* Letras em espelho, ou seja, inversão dos pontos que compõe o símbolo;
* Repetição ou letras a mais em uma mesma palavra;
* Falta de letras em uma palavra;
* Existência de letras ou sinais estranhos em uma palavra;
* Empastelamento de linhas (quando se escreve uma linha por cima da outra);
* Pontos danificados ou rasgados devido a força empregada para marcá-los;
* Pontos mal apagados.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Aula em Lorena: cópia de palavras - uma nova experiência
Nesta semana, as atividades do curso de Braille em Lorena exigiram muita concentração e, por isso, não foi possível publicar, em tempo real, o que estávamos produzindo. Venho, então, relatar quais foram as propostas da semana.
Para cada atividade pretendemos atingir um determinado objetivo e, desta forma, o foco tende a seguir diferentes direções, apesar da semelhança e relação entre as tarefas. Num primeiro momento a abordagem estava direcionada a reescrita que, significa "ler" cada palavra e escrevê-la por meio da grafia convencional. Essa ação de reescrita é realizada, geralmente, em um espaço determinado ou em uma folha a parte. Para a reescrita utilizamos modelos, aqueles já conseguidos por meio da observação e análise das letras, das construções dos esquemas associativos e perceptivos, atribuindo significados visuais às combinações. A reescrita pretende levar o "leitor" a uma compreensão das formas e agrupar letras conforme for descobrindo as palavras. Quando se faz a "reescrita" e em seguida é solicitada a escrita dessas mesmas palavras em Braille, utilizando reglete e punção, a ação se mostra mais facilitada, porque, nesse momento, a tendência é fazer o processo inverso, isto é, "ler" a palavra grafada em tinta e decodifica-la para o Braille, com uso de modelos em uma tabela de letras.
Já num segundo momento, o foco foi a "transcrição" de um grupo com muitas palavras. A quantidade de palavras e de variações de letras de diferentes séries de sinais é fator decisivo para a continuidade do processo. Durante a transcrição precisamos demonstrar suas peculiaridades como, por exemplo, realiza-la acima de cada palavra, seguindo fielmente a escrita em Braille e utilizando letra cursiva, entre outras dicas já citadas neste blog. Ao solicitar a "escrita" dessas mesmas palavras em Braille, torna-se possível a visualização, tanto da grafia em tinta quanto da grafia em Braille, o que amplia muito as possibilidades de interpretação. Neste caso, o modelo é a própria palavra em Braille, cujas letras já estão agrupadas, cabendo ao aluno apenas a noção de reversibilidade.
Durante nossa última aula, realizada quarta-feira, dia 18/08, o foco foi a cópia de palavras. Apresentei uma lista de palavras em Braille e solicitei que copiassem essa lista de palavras, utilizando reglete e punção, porém sem transcrevê-las nem reescrevê-las. Assim, deveriam olhar e reproduzir fielmente , mediante o modelo, o que estava escrito.
Para quem imagina que a tarefa é fácil... posso afirmar que não é nada fácil fazer cópias sem valer-se de qualquer recurso da grafia em tinta, seja ela transcrição ou reescrita. Começamos aí a etapa da valorização do que chamamos "pensar em Braille". Não consiste em um simples ato mecânico de cópia, mas antes de qualquer coisa, é preciso compreender e ler o que está escrito para não cometer erros comuns, como espelhar letras, ausência e excesso de letras em uma mesma palavras, falta ou presença de espaços desnecessários...
Foi uma experiência que exigiu bastante dedicação e concentração, mas que encerrou um ciclo muito importante para darmos continuidade ao processo.
Até quarta-feira, com mais desafios...
Abraços
Descrição de imagem: Folha branca com palavras em Braille (escritas com fonte em negro).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Postagem em tempo Real: Aula em Lorena

Hoje tem postagem em tempo real no meu blog. Enquanto alunas realizam atividades durante o curso de Braille, publico nossa aula de hoje. Após entregar atividade já corrigida e explicar quais os critérios utilizados para sinalizar os erros na escrita, nossos trabalhos tem como foco principal a 2ª série de sinais, cujas letras foram apresentadas por meio de uma tabela e, identificando uma a uma por meio de construções no Braillete, o que permitiu uma leitura compartilhada e o entendimento da lógica desse código. A partir da 2ª série de sinais é possível compreender melhor cada combinação, pois o desenho dos sinais que, são mais definidos, tomam forma e significado. Sempre tendo como matriz às dez primeiras letras do alfabeto, às palavras da atividade apresentada contemplou, agora, as duas séries de sinais estudadas, com ressalva para duas letras da 3ª série de sinais. A atividade consiste em transcrever um grupo de palavras reproduzidas pela fonte Braille, ou seja, Braille em negro. Após essa transcrição, algumas perguntas foram respondidas e, na seqüência, escreveram palavras utilizando reglete e punção.
Parabéns às meninas que estão vencendo cada etapa. Interessante as falas iniciais de que "não vão conseguir" e que, depois de concluirem as tarefas, percebem os avanços no processo.
E hoje tivemos visita de uma aluna que se formou na turma de Grafia Braille 2009. Conversando com as meninas, ela descreveu quais foram as sensações ao iniciar o curso e, depois, quando concluiu às atividades, incentivando-as em suas descobertas.
Parabéns!
Nos encontramos na próxima semana...
Descrição de Imagem: Mão das alunas fazendo a transcrição do Braille em negro.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Curso de Braille em Lorena: braillete e reglete X escrita e leitura




Nesta quarta-feira, dia 04 de agosto, retomamos às atividades do curso Grafia Braille em Lorena. Foi a hora de revisar conteúdos abordados, como a 1ª série de sinais e a estrutura da "cela" Braille. Em seguida o trabalho foi desenvolvido em duplas ou trios. Estes receberam brailletes e pinos para reproduzirem o alfabeto e algumas palavras. As brailletes foram trocadas para que os outros grupos pudessem fazer a leitura. Na segunda rodada, os grupos escreveram e a leitura foi compartilhada, feita coletivamente por todas as alunas. Essa interação revela a importância que tal atividade exerce no processo de construção das noções de leitura em Braille. É importante oferecer diferentes materiais e ir, aos poucos, aumentando o grau de dificuldade. Trabalhar os movimentos de encaixe/desencaixe faz com que habilidades próprias desta escrita sejam desenvolvidas no seu tempo.
Após essa familiaridade com as letras e suas representações imagéticas, partimos para um trabalho com o foco na leitura e reescrita, realizado individualmente, porém podendo contar com a ajuda compartilhada do colega de grupo. Apresentei 3 atividades com palavras formadas a partir das letras "a b c d e f g h i j". Em cada uma das atividades, deveriam cumprir o roteiro indicado pelo enunciado e fazer a reescrita das palavras que foram apresentadas pelo Braille em negro, para tinta. Logo em seguida, a correção foi feita pela professora e a parte mais "emocionante" da aula estaria por vir: momento da escrita com reglete e punção.
Apresentei os instrumentos, fornecendo dicas sobre o seu uso correto, encaixe da folha, pressão para marcar os pontos e, principalmente, destacando o conceito de reversibilidade, já que a escrita manual é feita da direita para a esquerda.
Solicitei algumas atividades, orientando para a realização das mesmas.
Os resultados foram muito positivos. Acabo de corrigir todas as produções e observei que há um envolvimento de todas as alunas nessas construções.
Semana que vem tem mais!
Descrição de imagem:
Foto 1: Imagem de braillete de madeira; palavras escritas com pinos, representando letras do código Braille.
Foto : Imagem da professora orientando quanto ao uso do reglete.
Fotos 3 e 4: Alunas escrevendo com reglete e punção.
"TECNOVISÃO" Conectando você ao mundo!!!
A Tecnovisão é uma empresa web criada para oferecer produtos para maior acessibilidade aos deficientes visuais, como leitores de ecrã para computadores e celulares, medidores de temperatura falantes, relógio falantes entre outros. Além de comercializarmos essa linha de produtos, ainda disponibilizamos alguns parceiros como cursos da Luciane Molina e a Editora Escala com sua revista Sentidos em áudio.
Venha conhecer nosso site e nossos produtos:
Ou envie um email para tecnovisao@tecnovisao.net, Você também pode nos seguir pelo twitter :
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Inscrições abertas para curso Grafia Braille à distância

Gpec - Educação a distância
Pouco a pouco.....transformando a educação
Associada a ABED
(Associação Brasileira de Educação à Distância)
Formação Continuada: Grafia Braille "Semeando Leitores e Escritores Competentes" - 120hs
Autora e Professora: Luciane Maria Molina Barbosa
Vídeo de Apresentação do Curso
Inscrições Abertas – Início em 16 de Agosto
GPEC - GRUPO DE PRODUÇÃO EM EDUCAÇÃO & CULTURA LTDA
Tel/Fax. 11 - 3782-0635
sábado, 24 de julho de 2010
Curso Grafia Braille à distância: relato de um aluno
É com muita alegria que trago o texto abaixo, escrito por Ariovaldo Vieira, um aluno do curso Grafia Braille que ministro à distância. Ontem foi nossa última interação por meio de um chat. As sensações se fundem, num misto de alegria e tristeza, de felicidade e saudade... Mais uma turma de multiplicadores entra em “campo”! A 1ª turma do curso de Grafia Braille "Semeando Leitores e Escritores Competentes" à distância foi um sucesso e está sendo muito gratificante viver esse momento. O curso chegou ao final, porém digo que ele não acaba por aqui. Este momento será apenas o início de um novo ciclo, de uma nova jornada rumo à inclusão. São os multiplicadores que colocarão em prática todos os conhecimentos adquiridos até aqui e outros, muitos ainda, que conquistarão pelo caminho... É gratificante saber que durante toda nossa trajetória, pudemos ensinar, aprender, compartilhar, construir e reconstruir significados tão reais e, ao mesmo tempo, tão essenciais para a qualidade da educação. Agradeço a Gpeconline, agradeço aos alunos e alunas que estiveram conosco desde abril e continuarão pra sempre em nossos corações. Um grande abraço: profª. Luciane Molina
“Se o tempo não para, na voz e na poesia do poeta Cazuza, na vida real é assim também e o nosso curso chegou ao fim. Claro que o curso acabou, no entanto, seus ensinamentos iremos carregar até o fim de nossas vidas.
Quando Louis Braille criou o sistema de leitura, que doravante recebeu seu nome, abriu caminho entre o mundo das incertezas e a era das conquistas. Anjos enviados por Deus, ele foi um desses anjos que Deus envia para a Terra apenas para mostrar às pessoas que não importa a limitação de cada um, o que realmente importa é a nossa vontade e fé em superar obstáculos e acreditar num mundo cada vez melhor.
Durante as lições do nosso curso em muitas oportunidades me emocionei, chorei e me enchi de alegria, isso porque a cada nova descoberta, a cada novo entendimento, pude perceber que aqueles pequenos pontinhos perdidos no Universo têm vida e representam letras, frases, histórias, números e poesias. Que emoção eu senti quando li minha primeira frase em Braille! Voltei no tempo, voltei, voltei e me lembrei da primeira frase que li na Cartilha Caminho Suave. Para mim, uma criança na ocasião, isso em 1967 e numa cadeira de rodas, num mundo excludente, foi uma vitória que para sempre ficará guardado em minha memória.
Agora leio artigos em Braille, os pontinhos ganharam vida e formas para mim, tudo ficou claro. Meu anjo nessa descoberta foi a professora Luciane, que com sua paciência, carinho e alguns puxões de orelha, me fez persistir e acreditar que eu poderia superar mais esse obstáculo, e eu consegui, ou melhor, todos nós conseguimos!
E os amigos do curso? A Rosa ficou como minha amiga para sempre, ela e todos os outros. Era uma simbiose, todos ajudando todos. O mundo seria tão melhor assim... quantas histórias dos amigos do curso, mães de crianças cegas, professores, educadores... cada um com sua trajetória de vida, de conquistas e algumas derrotas, assim é a vida. Ninguém ganha o tempo todo e ninguém perde a vida inteira, o que fica para sempre em nossos corações são as conquistas. E a conquista do conhecimento é o bem maior que Deus nos dá.
Agora fica a saudade da professora, da espera da abertura de um novo conhecimento, dos chats, da professora brava, dos amigos... enfim, a vida segue seu curso.
Obrigado professora Luciane pela oportunidade que a senhora nos deu para entender e ver com clareza os pontinhos, obrigado a todos os amigos do curso e que Deus continue nos dando força e coragem para continuarmos trabalhando em inclusão, assim poderemos construir um mundo melhor onde a diversidade humana esteja sempre presente.
A poesia é a forma de expressão mais linda do ser humano, através dela expressamos nosso amor, nossa vida, nossas ternuras, amarguras e tudo que queremos, assim a poesia Utopia do escritor uruguaio Eduardo Galeano sempre me acompanha, principalmente quando algum obstáculo se mostra quase intransponível para mim, leiam um trecho abaixo dessa linda poesia:
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".
Um beijo a todos e um beijo especial na minha professora Luciane Molina.
Ari Vieira”
ATENÇÃO: Inscrições abertas para 2ª turma do curso Grafia Braille: “Semeando leitores e escritores competentes”, 120 horas. Início em 16 de agosto de 2010. Maiores informações no site: www.gpeconline.com.br
Ou pelos e-mails: gpeconline@gpeconline.com.br; braillu@uol.com.br.
DESCRIÇÃO DE IMAGEM: Foto do aluno Ariovaldo Vieira, autor deste texto.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A "Cela" Braille

Cela ou Célula Braille - Espaço retangular onde se produz um símbolo braille. De uma "cela" damos origem a todos os símbolos possíveis para representar letras do alfabeto, códigos matemáticos, numerais, sinais de pontuação, simbologia química, musical e informática, totalizando 64 combinações.
Os pontos são dispostos em duas colunas verticais, com três pontos cada. De cima para baixo podemos fazer a contagem dos pontos nº. 1, nº. 2, nº. 3, nº. 4, nº. 5 e nº. 6.
Descrição de imagem: uma "cela" Braille preenchida com os 6 círculos numerados conforme organização dos pontos.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Aula em Lorena: o Alfabraille




Acabo de chegar da aula de grafia Braille que ministro em Lorena. Como não postei nada sobre a aula passada, sintetizarei aqui os acontecimentos das duas aulas.
Durante a aula ocorrida na semana passada, trabalhamos aspectos referentes a importância do ato da leitura e como "aprender" Braille contribui para o desenvolvimento do deficiente visual e sua leitura do mundo, já que toda e qualquer informação será captada pelos outros sentidos. Conhecer o mundo através das letras representa redescobrir e recriar novas possibilidades de ação e interação com o meio e com o outro. Múltiplos sentidos dão espaço a esse novo aprendizado, sobretudo quando utiliza-se as mãos para tocar e sentir, além das experiências de executar as tarefas e ler, o que antes só era possível com ajuda de ledores. Falamos também sobre a importância de se democratizar o conhecimento do Braille entre profissionais da educação e familiares da pessoa com deficiência, pois poderá ser compreendido em suas manifestações escritas e, compreender o que lhe chega por meio das palavras. É importante que o deficiente visual não se sinta isolado do mundo a sua volta, por utilizar um método de leitura tátil e escrita "desconhecido" de muitos a sua volta. Torna-se urgente incentivar o uso e aplicação deste método e promover o conhecimento e interação do deficiente visual com outras pessoas que venham a conhecer o método Braille. É pra isso que o curso veio formar os "multiplicadores" dessas informações.
Para demonstrar a importância de se estabelecer essa interação entre cegos e videntes por meio do código Braille, finalizei a aula com a leitura de um texto de reflexão e a proposta de uma atividade escrita para que, em grupo, registrassem suas opiniões. Foi um momento bastante rico para a reflexão sobre nosso papel enquanto profissionais e cidadãos para promover a inclusão do deficiente visual.
Já hoje, a proposta foi uma aula mais dinâmica. Apresentei alguns conceitos a respeito do código Braille, que envolveu conceituação básica sobre combinações de pontos, quantidade de sinais, estudo da "cela" Braille, compreendendo suas partes, posição, distribuição, numeração e contagem dos pontos. Durante a apresentação fizemos algumas atividades de reconhecimento de pontos e criação de esquemas associativos, já que utilizaremos a técnica de associar cada combinação a uma imagem mental. Para melhor representar as combinações e facilitar os estudos, cada aluna construiu um "alfabraille". A dinâmica envolveu a confecção do material utilizando E.V.A. e tampinhas de garrafa. Após a oficina realizamos atividades coletivas com esquemas associativos e reconhecimento de pontos, comparações e análise detalhada dos sinais, aprendizado das primeiras letras (matrizes do código: a b c d e f g h i j) e em grupo, escrita de algumas palavras utilizando essas 10 primeiras letras no alfabraille.
Estamos de férias. Agora os estudos continuam com atividades programadas para dar seqüência ao aprendizado. Nos encontramos em agosto. Até lá!!!!
Descrição de imagens: Fotos do alfabraille sendo confeccionado. Alunas recortando E.V.A.; colando as partes; alfabraille pronto, já com as tampinhas para representar os pontos na “cela” Braille.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Dicas de Relacionamento com Deficientes Visuais
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Define-se, abaixo, em linhas gerais, um modo de tratamento "adequado" às interações entre deficientes visuais e sociedade. Mas não tenha receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
* Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar e, principalmente, no que está ocorrendo ao seu redor: descreva as cenas relevantes.
* Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.
* Não se dirija ao deficiente visual como "cego" ou "ceguinho e não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.
* O deficiente visual quer ser tratado com igualdade; não existe sexto-sentido ou compensação da natureza. o que existe é o desenvolvimento de recursos latentes e uso dos outros sentidos.
* Se encontrar algum deficiente visual que precise de ajuda, identifique-se, faça-o perceber que você está falando com ele e ofereça auxílio.
* Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Recomenda-se que o guia fique meio passo a frente, evitando os obstáculos. À medida que se encontrarem degraus, meios-fios, postes, floreiras, lixeiras e outros obstáculos, deve-se informar antecipadamente ao deficiente visual. Em passagem estreita, colocar o braço para trás, de modo que ele perceba seu movimento e possa segui-lo.
* Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da mesma, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
* Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias e posições: a sua esquerda, daqui mais ou menos 3 passos, uns 5 metros a sua frente...
* Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
* Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua identificação.
* Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, evitando que continue conversando sem a presença do interlocutor.
* Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.
* Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.
* Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito perigosos para ela.
* Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas. Recorrem a utilização de outros recursos e ferramentas que ofereçam-lhe a oportunidade de participação, como gravação das aulas, materiais ampliados, código Braille, lupas, entre outros.
* Caso o material não esteja disponível no formato adequado, o docente deverá fornecer elementos referentes ao conteúdo que irá ser trabalhado.
* Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
* Quando utilizar o quadro ou qualquer recurso visual, o docente deverá ler o que está escrito para que, o estudante, tenha noção do que está sendo apresentado.
* Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc.
* Atividades realizadas oralmente nem sempre atingem o resultado proposto. Lembre-se que o deficiente visual utiliza o Sistema Braille para o acesso ao conhecimento (leitura e escrita) e, por isso, não deve ser considerado analfabeto.
* Utilize sempre materiais diversos, como sucata, plástico, papel, isopor,, pinos, texturas, etc, para apresentar os conceitos. Na ausência da visão, todas as informações precisam do tato para serem interpretadas.
* Elabore sua aula de forma que todos possam participar das atividades, inclusive o aluno com deficiência visual: isso é "INCLUSÃO".
Define-se, abaixo, em linhas gerais, um modo de tratamento "adequado" às interações entre deficientes visuais e sociedade. Mas não tenha receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
* Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar e, principalmente, no que está ocorrendo ao seu redor: descreva as cenas relevantes.
* Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.
* Não se dirija ao deficiente visual como "cego" ou "ceguinho e não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.
* O deficiente visual quer ser tratado com igualdade; não existe sexto-sentido ou compensação da natureza. o que existe é o desenvolvimento de recursos latentes e uso dos outros sentidos.
* Se encontrar algum deficiente visual que precise de ajuda, identifique-se, faça-o perceber que você está falando com ele e ofereça auxílio.
* Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Recomenda-se que o guia fique meio passo a frente, evitando os obstáculos. À medida que se encontrarem degraus, meios-fios, postes, floreiras, lixeiras e outros obstáculos, deve-se informar antecipadamente ao deficiente visual. Em passagem estreita, colocar o braço para trás, de modo que ele perceba seu movimento e possa segui-lo.
* Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da mesma, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
* Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias e posições: a sua esquerda, daqui mais ou menos 3 passos, uns 5 metros a sua frente...
* Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
* Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua identificação.
* Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, evitando que continue conversando sem a presença do interlocutor.
* Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.
* Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.
* Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito perigosos para ela.
* Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas. Recorrem a utilização de outros recursos e ferramentas que ofereçam-lhe a oportunidade de participação, como gravação das aulas, materiais ampliados, código Braille, lupas, entre outros.
* Caso o material não esteja disponível no formato adequado, o docente deverá fornecer elementos referentes ao conteúdo que irá ser trabalhado.
* Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
* Quando utilizar o quadro ou qualquer recurso visual, o docente deverá ler o que está escrito para que, o estudante, tenha noção do que está sendo apresentado.
* Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc.
* Atividades realizadas oralmente nem sempre atingem o resultado proposto. Lembre-se que o deficiente visual utiliza o Sistema Braille para o acesso ao conhecimento (leitura e escrita) e, por isso, não deve ser considerado analfabeto.
* Utilize sempre materiais diversos, como sucata, plástico, papel, isopor,, pinos, texturas, etc, para apresentar os conceitos. Na ausência da visão, todas as informações precisam do tato para serem interpretadas.
* Elabore sua aula de forma que todos possam participar das atividades, inclusive o aluno com deficiência visual: isso é "INCLUSÃO".
Orientação e Mobilidade para Deficientes Visuais
Orientação e Mobilidade é a área da educação especial voltada a educação e a reabilitação de pessoas com deficiência visual, sejam por problemas congênitos ou adquiridos. Utiliza-se para isto os sentidos remanescentes, tais como: tato, olfato, audição, visão residual, pontos de referência, pistas no decorrer do trajeto, bengala longa, cão guia, mapa braille, etc.
A visão atua como um importante estímulo a movimentação, facilitando a percepção do ambiente ao formar conceitos de posição, forma, cor, altura e peso dos objetos, bem como tomar consciência de si.
A ausência de visão aliada ao não conhecimento da organização dos objetos e pessoas no ambiente dificulta o deslocamento e a locomoção destas pessoas.
A educação dos deficientes visuais deve valer-se de técnicas e recursos de Orientação e Mobilidade, objetivando a exploração do mundo e facilitando sua mobilidade(que envolve aspectos intelectuais e perceptivos) e locomoção(envolvendo os fatores físicos).
Essa orientação refere-se à habilidade do indivíduo para reconhecer o ambiente e o relacionamento espacial que o leva de um lugar para o outro, numa interação indivíduo-ambiente, no qual ambos são influenciados.
A Orientação e Mobilidade tem o objetivo de proporcionar ao deficiente visual autonomia na locomoção, auto-confiança, aumento da auto-estima e independência, elementos estes, facilitadores na sua integração social.
As estratégias e recursos mais utilizados na Orientação e Mobilidade são o guia vidente, a auto-proteção, a bengala e o cão-guia.
A visão atua como um importante estímulo a movimentação, facilitando a percepção do ambiente ao formar conceitos de posição, forma, cor, altura e peso dos objetos, bem como tomar consciência de si.
A ausência de visão aliada ao não conhecimento da organização dos objetos e pessoas no ambiente dificulta o deslocamento e a locomoção destas pessoas.
A educação dos deficientes visuais deve valer-se de técnicas e recursos de Orientação e Mobilidade, objetivando a exploração do mundo e facilitando sua mobilidade(que envolve aspectos intelectuais e perceptivos) e locomoção(envolvendo os fatores físicos).
Essa orientação refere-se à habilidade do indivíduo para reconhecer o ambiente e o relacionamento espacial que o leva de um lugar para o outro, numa interação indivíduo-ambiente, no qual ambos são influenciados.
A Orientação e Mobilidade tem o objetivo de proporcionar ao deficiente visual autonomia na locomoção, auto-confiança, aumento da auto-estima e independência, elementos estes, facilitadores na sua integração social.
As estratégias e recursos mais utilizados na Orientação e Mobilidade são o guia vidente, a auto-proteção, a bengala e o cão-guia.
Informações Básicas
Considere-se que o sistema visual detecta e integra de forma instantânea e imediata mais de 80% dos estímulos no ambiente. As pessoas com deficiência visual necessitam de um ambiente estimulador, de mediadores e condições favoráveis à exploração de seu referencial perceptivo particular. No mais, não são diferentes de seus colegas que enxergam.
Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. As informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais freqüência para decodificar e guardar na memória as informações. Sem a visão, os outros sentidos passam a receber a informação de forma intermitente, fugidia e fragmentária.
O desenvolvimento aguçado da audição, do tato, do olfato e do paladar é resultante da ativação contínua desses sentidos por força da necessidade. Portanto, não é um fenômeno extraordinário ou um efeito compensatório. Os sentidos remanescentes funcionam de forma complementar e não isolada.
Cada pessoa desenvolve processos particulares de codificação que formam imagens mentais. A habilidade para compreender, interpretar e assimilar a informação será ampliada de acordo com a pluralidade das experiências, a variedade e qualidade do material, a clareza, a simplicidade e a forma como o comportamento exploratório é estimulado e desenvolvido.
Lembramos que a configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por pessoas cegas, tal como ocorre com os que enxergam. Por isso, é necessário possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. A coleta de informações se dará de forma processual e analítica, através da exploração do espaço concreto e do trajeto que irá fazer.
Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. As informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais freqüência para decodificar e guardar na memória as informações. Sem a visão, os outros sentidos passam a receber a informação de forma intermitente, fugidia e fragmentária.
O desenvolvimento aguçado da audição, do tato, do olfato e do paladar é resultante da ativação contínua desses sentidos por força da necessidade. Portanto, não é um fenômeno extraordinário ou um efeito compensatório. Os sentidos remanescentes funcionam de forma complementar e não isolada.
Cada pessoa desenvolve processos particulares de codificação que formam imagens mentais. A habilidade para compreender, interpretar e assimilar a informação será ampliada de acordo com a pluralidade das experiências, a variedade e qualidade do material, a clareza, a simplicidade e a forma como o comportamento exploratório é estimulado e desenvolvido.
Lembramos que a configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por pessoas cegas, tal como ocorre com os que enxergam. Por isso, é necessário possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. A coleta de informações se dará de forma processual e analítica, através da exploração do espaço concreto e do trajeto que irá fazer.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sancionada Lei que Institui Dia Nacional do Braille: LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010.
LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010.
Institui o Dia Nacional do Sistema Braille.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Sistema Braille, a ser celebrado, anualmente, em 8 de abril.
Art. 2o No Dia Nacional do Sistema Braille, as entidades públicas e privadas realizarão eventos destinados a reverenciar a memória de Louis Braille, divulgando e destacando a importância do seu sistema na educação, habilitação, reabilitação e profissionalização da pessoa cega, por meio de ações que:
I – fortaleçam o debate social acerca dos direitos da pessoa cega e a sua plena integração na sociedade;
II – promovam a inserção da pessoa cega no mercado de trabalho;
III – difundam orientações sobre a prevenção da cegueira;
IV – difundam informações sobre a acessibilidade material, à informação e à comunicação, pela aplicação de novas tecnologias;
V – incentivem a produção de textos em Braille;
VI – promovam a capacitação de profissionais para atuarem na educação, habilitação e reabilitação da pessoa cega, bem como na editoração de textos em Braille.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 21 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
José Gomes Temporão
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.6.2010
Institui o Dia Nacional do Sistema Braille.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Sistema Braille, a ser celebrado, anualmente, em 8 de abril.
Art. 2o No Dia Nacional do Sistema Braille, as entidades públicas e privadas realizarão eventos destinados a reverenciar a memória de Louis Braille, divulgando e destacando a importância do seu sistema na educação, habilitação, reabilitação e profissionalização da pessoa cega, por meio de ações que:
I – fortaleçam o debate social acerca dos direitos da pessoa cega e a sua plena integração na sociedade;
II – promovam a inserção da pessoa cega no mercado de trabalho;
III – difundam orientações sobre a prevenção da cegueira;
IV – difundam informações sobre a acessibilidade material, à informação e à comunicação, pela aplicação de novas tecnologias;
V – incentivem a produção de textos em Braille;
VI – promovam a capacitação de profissionais para atuarem na educação, habilitação e reabilitação da pessoa cega, bem como na editoração de textos em Braille.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 21 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
José Gomes Temporão
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.6.2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Curso de Grafia Braille em Lorena: turma 2010
Durante todo esse período que estive ausente do Blog, dediquei-me às atividades voltadas a formação de professores. O curso à distância de Grafia Braille e o contato com os cursistas tem criado oportunidades muito ricas de compartilhar experiências e conhecimentos levados para várias partes do país.
Ontem, dia 16/06, Após já ter tido um primeiro contato com as alunas num momento anterior, dei início à primeira aula de Grafia Braille em Lorena, curso presencial que ministro por meio do Centro Interdisciplinar de assistência Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Durante essa aula entreguei as pastas para cada aluna, contendo o material teórico para o curso. Conheci um pouco de cada "profissional" ali presente e suas expectativas com relação ao curso e, em seguida apresentei as propostas: objetivos, conteúdos, estratégias, recursos e processo de avaliação, bem como todo o cronograma dos encontros, que terminarão em novembro. Durante a exposição várias perguntas surgiram e, numa roda de conversas, tive a oportunidade de transmitir alguns conceitos e informações básicas a respeito da deficiência visual:
* Como relacionar-se com deficientes visuais: quebrar mitos e começar a enxergar o outro com foco na "diversidade" e não nas "diferenças";
* Terminologias apropriadas: deixar de utilizar "portador" e "necessidades especiais", passando a considerar como apropriado o termo Pessoa com deficiência a partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
* Definição: Quem são as pessoas com deficiência visual (cegueira e baixa visão), como identificar?;
* Censo sobre pessoas com deficiência: análise dos dados referentes às pessoas com deficiência visual;
* Informações básicas: formas adaptativas e alternativas para o contato com o mundo a partir dos sentidos remanescentes e a construção de esquemas mentais associativos e percepções;
* Sobre o Sistema Braille: diferença entre código e linguagem, processo de transcrição e importância da informação escrita para o deficiente visual;
* Dentre outras informações sobre direitos das pessoas com deficiência, tais como, vagas em concursos, provas, descrição de imagens, adaptação curricular, vagas de estacionamento reservadas, etc.
Importante destacar que o curso foi todo reformulado com conteúdos dinâmicos e atualizados para atender Às necessidades de uma formação, com o foco na "inclusão" escolar do aluno com deficiência visual, cujos profissionais serão capazes de compreender todo o processo de construção simbólica e conceitual, todo o processo de alfabetização em Braille. A novidade deste ano está no módulo de áudio-descrição, com proposta de construção de roteiro escrito e a mobilização para utilizar este recurso em sala de aula.
Até a próxima!
Ontem, dia 16/06, Após já ter tido um primeiro contato com as alunas num momento anterior, dei início à primeira aula de Grafia Braille em Lorena, curso presencial que ministro por meio do Centro Interdisciplinar de assistência Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Durante essa aula entreguei as pastas para cada aluna, contendo o material teórico para o curso. Conheci um pouco de cada "profissional" ali presente e suas expectativas com relação ao curso e, em seguida apresentei as propostas: objetivos, conteúdos, estratégias, recursos e processo de avaliação, bem como todo o cronograma dos encontros, que terminarão em novembro. Durante a exposição várias perguntas surgiram e, numa roda de conversas, tive a oportunidade de transmitir alguns conceitos e informações básicas a respeito da deficiência visual:
* Como relacionar-se com deficientes visuais: quebrar mitos e começar a enxergar o outro com foco na "diversidade" e não nas "diferenças";
* Terminologias apropriadas: deixar de utilizar "portador" e "necessidades especiais", passando a considerar como apropriado o termo Pessoa com deficiência a partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
* Definição: Quem são as pessoas com deficiência visual (cegueira e baixa visão), como identificar?;
* Censo sobre pessoas com deficiência: análise dos dados referentes às pessoas com deficiência visual;
* Informações básicas: formas adaptativas e alternativas para o contato com o mundo a partir dos sentidos remanescentes e a construção de esquemas mentais associativos e percepções;
* Sobre o Sistema Braille: diferença entre código e linguagem, processo de transcrição e importância da informação escrita para o deficiente visual;
* Dentre outras informações sobre direitos das pessoas com deficiência, tais como, vagas em concursos, provas, descrição de imagens, adaptação curricular, vagas de estacionamento reservadas, etc.
Importante destacar que o curso foi todo reformulado com conteúdos dinâmicos e atualizados para atender Às necessidades de uma formação, com o foco na "inclusão" escolar do aluno com deficiência visual, cujos profissionais serão capazes de compreender todo o processo de construção simbólica e conceitual, todo o processo de alfabetização em Braille. A novidade deste ano está no módulo de áudio-descrição, com proposta de construção de roteiro escrito e a mobilização para utilizar este recurso em sala de aula.
Até a próxima!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Profissional do CIAE é entrevistada pela CIVIAM

05/05/2010 08h34m
Profissional do CIAE é entrevistada pela CIVIAM
Deficientes visuais, sem dúvida, foram os maiores beneficiados pelo surgimento do Sistema Braille, há quase 200 anos. Um código que permite o acesso à informação por meio da escrita e leitura dos caracteres em relevo, feita pelo tato da ponta dos dedos.
Para divulgar o Sistema Braille entre os profissionais da educação, familiares de pessoas com deficiência visual e demais interessados, a professora e, também usuária do Braille como seu meio natural de escrita e leitura, Luciane Maria Molina Barbosa, do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE) tem executado algumas ações no sentido de promover essa acessibilidade à informação para quem “vê” com os dedos.
Neste ano foi uma das entrevistadas pela CIVIAM, uma empresa que dentre suas atribuições voltadas à pessoa com deficiência, possui uma Gráfica para a produção editorial de livros e impressos em Braille, visando incentivar a inclusão do deficiente.
A entrevista concedida por Luciane foi publicada em um panfleto de divulgação, em versão impressa em Braille e em caracteres convencionais, distribuído pela CIVIAM em seu stand na IX REATECH, feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, evento realizado entre os dias 15 e 18 de abril, em São Paulo.
A respeito do uso, aplicação e difusão da escrita em Braille, Luciane destaca em sua entrevista que “Os benefícios da escrita Braille vão além de uma mera alfabetização ou do aprendizado de um código. Seus benefícios passam, sobretudo pela aceitação e pelo preparo da sociedade em considerar que o deficiente visual também é capaz de ler e de ser lido por outros.” Continua, ainda, ressaltando a importância da democratização do Braille para que seja um instrumento conhecido amplamente, “É fato que quando existir um maior domínio deste código por um grande número de pessoas, familiares, profissionais e quando o uso e aplicação do Braille não for restrito apenas a uma minoria, os cegos terão mais respeitados seus direitos...”
Termina sua participação afirmando que, mesmo com o aparecimento das novas tecnologias, o Braille não pode ser substituído por meios digitalizados ou da leitura em áudio “Nem sempre a informação em áudio será suficiente para consultar a grafia das palavras, identificar regras ortográficas e gramaticais, elaborar um conceito e sua aprendizagem a partir do manuseio de tabelas e gráficos, verificar a disposição do texto no papel, fazer seus próprios registros.”
Com isso é possível afirmar que por meio do Braille o deficiente visual será capaz de tocar o mundo pela ponta dos dedos, viajar por lugares antes inatingíveis e, principalmente, escrever sua própria história de inclusão e participação social.
Fonte: http://www.lorena.sp.gov.br/noticia.php?idnoti=3823
Descrição da Imagem: foto da capa do panfleto de divulgação com o logo da CIVIAM; panfleto escrito em Braille e com caracteres convencionais em tinta.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Palestra na UNISAL: formação oficina pedagógica

Demonstrar a importância de cada ação na busca por uma educação inclusiva, requer, não apenas a informação técnica e/ou teórica sobre essa atuação. É preciso, acima de tudo, vivenciar experiências e práticas que permitam reconhecer naquele aluno, um potencial infinito de possibilidades a ser explorada, desenvolvida e estimulada. Com a finalidade de esclarecer informações a respeito da alfabetização Braille, realizei nesta quinta-feira, dia 08/04, uma palestra para alunas de pedagogia (estagiárias do 2º e 3º ano) que freqüentam a oficina pedagógica da UNISAL, em Lorena. Nessa ocasião conversamos a respeito da prática em sala de aula e técnicas de alfabetização para deficientes visuais. Durante essa "roda de conversa" pude demonstrar, na prática, algumas situações de escrita e leitura, técnicas e materiais utilizados neste processo. Compartilhei experiências e falei sobre a importância da capacitação dos professores para atuarem em classes regulares com alunos que tenham deficiência visual. Alguns temas abordados:
* O QUE É BRAILLE? Braille é o nome dado a um sistema de escrita e leitura através de pontos em relevo que podem ser identificados pelo tato.
* Deficientes visuais precisam receber um treinamento específico para a estimulação tátil, fase que antecede a alfabetização formal. Esse treino faz com que o cego utilize as mãos para explorar e analisar as partes e formular um conceito do "todo", contrário do que ocorre com o sentido globalizante da visão.
* QUEM INVENTOU O SISTEMA BRAILLE? O sistema Braille tem o nome do seu inventor. Ele se chamava Louis Braille e nasceu na França, no ano de 1809. Com três anos de idade ele brincava na oficina do seu pai quando feriu o olho. Pouco mais tarde, quando tinha cinco anos, perdeu totalmente a visão devido à complicações do ferimento e à falta de recursos médicos na época. Continuou a estudar até os dez anos na sua cidade e depois mudou-se para o Instituto Real de Jovens Cegos em Paris, onde também foi professor. Trabalhou muito para criar uma escrita que pudesse ser lida pelos deficientes visuais e com apenas quinze anos de idade a sua invenção já estava pronta. Para fazer os pontos em relevo do sistema Braille ele usou uma régua e o mesmo instrumento que lhe feriu o olho. Louis Braille morreu de tuberculose em 1852 e naquela época ninguém acreditava que seu sistema pudesse dar certo. O sistema de Louis Braille foi lentamente se espalhando pelo mundo, sendo até hoje utilizado por deficientes visuais para todo tipo de escrita e de leitura.
* QUEM UTILIZA O SISTEMA BRAILLE? O sistema Braille é utilizado por deficientes visuais que podem ser: cegos ou de baixa visão.
* QUEM ENXERGA TAMBÉM CONSEGUE APRENDER O BRAILLE? Os videntes, pessoas que enxergam, aprendem o Braille em cursos específicos voltados para a capacitação em Grafia Braille. Porém a leitura do Braille é feita a partir da significação visual, ou seja, com os olhos. Nestes cursos esses profissionais também aprendem a desenvolver técnicas para o ensino de deficientes visuais.
* COMO O BRAILLE É FORMADO? O Braille é formado por seis (6) pontos em relevo. Este conjunto de pontos é chamado de “cela” Braille, pois a partir destes seis pontos podemos escrever as letras do alfabeto (maiúsculas e minúsculas), letras acentuadas, números, sinais de pontuação, símbolos de matemática e outros. A combinação entre esses pontos resulta em 64 sinais que podem aparecer isolados ou combinados. Demonstração realizada com alfabraille, uma "cela" Braille em escala ampliada, com círculos para encaixe.
* COMO O BRAILLE É PRODUZIDO? Utilizando os instrumentos REGLETE E PUNÇÃO, comparados ao caderno e caneta dos deficientes visuais. Neste caso a escrita é manual, furando um ponto de cada vez. O papel utilizado possui uma gramatura especial, sendo mais grosso para a marcação dos pontos em relevo sem perfurá-lo. A escrita, neste caso, acontece da direita para a esquerda.
* COMO O BRAILLE É LIDO? A leitura do Braille é feita pelo tato da ponta dos dedos. Ao passar lentamente os dedos sobre o relevo podemos identificar um desenho e de acordo co a posição de cada ponto conseguimos saber o que está escrito.
* LIVROS EM BRAILLE: São produzidos em larga escala em imprensas ou por meio da utilização de impressoras Braille. Geralmente para cada 8 linhas em tinta resulta em 1 página transcrita em Braille. Existem livros adaptados especificamente para deficientes visuais e livros com versão Braille e tinta num mesmo exemplar, estes últimos também apresentam versão ampliada para baixa visão. É bastante comum encontrar produções com escrita Braille nas duas faces do papel, denominado "Braille Interponto".
* ALFABETIZAÇÃO: destina-se aquelas pessoas que nasceram cegas e que precisam de todo acompanhamento próprio da alfabetização, um trabalho de estimulação tátil,incluindo reconhecimento das letras em relevo.
* REABILITAÇÃO:destina-se a pessoas que perderam a visão depois de uma determinada fase da vida e muitas vezes foram alfabetizadas em tinta. Requer um trabalho individualizado e personalizado, seguindo etapas de estimulação e treino da percepção tátil.
Além destes temas, os mais centrais, outros foram abordados por meio de perguntas e respostas durante a exposição. Agradeço pela participação dos estudantes e pelo convite para essa palestra/aula. Mais algumas sementinhas plantadas... aguardo comentários e sugestões!
Descrição da imagem: Uma mesa com livros; atrás, eu mostrando uma apostila em Braille.
Curso Capacita Professores para Atuarem em Escola Regular com Alunos com Deficiência
Curso capacita professores da Rede Municipal de Lorena
Aulas começaram nesta quarta-feira, 07/04
Com o objetivo de oferecer suporte teórico e prático aos profissionais da rede regular de ensino, a Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE), sob coordenação de Elisabete M. B. S. Ferreira, oferece, pelo terceiro ano, o curso de Inclusão Escolar Módulo I, ministrado pela professora Débora Rodrigues, e o curso de Inclusão Módulo II, voltado ao ensino da Grafia Braille e à Orientação/Mobilidade, ministrado pelas professoras Luciane Molina e Maria Lúcia Marcondes, respectivamente.
Os módulos I e II terão duração de 90 horas cada. As aulas acontecerão todas às quartas-feiras, das 19h às 22h, na Casa de Cultura, com inicio nesta quarta, 07/04.
Aulas começaram nesta quarta-feira, 07/04
Com o objetivo de oferecer suporte teórico e prático aos profissionais da rede regular de ensino, a Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE), sob coordenação de Elisabete M. B. S. Ferreira, oferece, pelo terceiro ano, o curso de Inclusão Escolar Módulo I, ministrado pela professora Débora Rodrigues, e o curso de Inclusão Módulo II, voltado ao ensino da Grafia Braille e à Orientação/Mobilidade, ministrado pelas professoras Luciane Molina e Maria Lúcia Marcondes, respectivamente.
Os módulos I e II terão duração de 90 horas cada. As aulas acontecerão todas às quartas-feiras, das 19h às 22h, na Casa de Cultura, com inicio nesta quarta, 07/04.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Cartões de visita em Braille: divulgação
Vale a pena divulgar o trabalho desenvolvido por uma amiga que, certamente, será últil pra tanta gente. Confira e personalize seu cartão de visita... segue divulgação:
“Você já imaginou possuir cartões de visita personalizados, escritos em Braille, como aqueles que você recebe de pessoas que enxergam? Com o objetivo de facilitar a comunicação rápida de informações pessoais entre pessoas que enxergam e deficientes visuais, estou confeccionando estes cartões. Dando especial atenção ao valor estético, com um trabalho de qualidade, feito para pessoas que apreciam o Braille e tem neste sistema uma porta para a escrita e a leitura. Agora, você também poderá distribuir seus cartões de visita e divulgar seu trabalho, seus contatos pessoais para que sejam lidos também por deficientes visuais e pessoas que enxergam.”
Contatos
e-mail/msn: julianagrando@terra.com.br
“Você já imaginou possuir cartões de visita personalizados, escritos em Braille, como aqueles que você recebe de pessoas que enxergam? Com o objetivo de facilitar a comunicação rápida de informações pessoais entre pessoas que enxergam e deficientes visuais, estou confeccionando estes cartões. Dando especial atenção ao valor estético, com um trabalho de qualidade, feito para pessoas que apreciam o Braille e tem neste sistema uma porta para a escrita e a leitura. Agora, você também poderá distribuir seus cartões de visita e divulgar seu trabalho, seus contatos pessoais para que sejam lidos também por deficientes visuais e pessoas que enxergam.”
Contatos
e-mail/msn: julianagrando@terra.com.br
domingo, 28 de março de 2010
Curso à Distância de Grafia Braille "Semeando Leitores e Escritores Competentes" - 120 horas
Confira as informações do curso. As inscrições já estão abertas e as aulas começam em abril
Formação Continuada
Clique Aqui e confira
Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes"
Autora e Professora: Luciane Maria Molina Barbosa
Inscrições Abertas
Início em Abril
Descrição
É cada vez mais forte a presença de alunos com deficiência visual em escolas regulares. O professor compromissado com uma educação de qualidade, muitas vezes, não se sente preparado para atender, de forma plena, as necessidades inerentes dessa ausência da visão e, por isso, investe seus esforços na procura de um caminho que lhe proporcione suporte para esse atendimento, já que não podemos considerar a alegação de que não existem profissionais para tal trabalho, o que caracterizaria discriminação, preconceito e exclusão.
Ao tentar empregar um conjunto de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade, o homem utiliza a linguagem como sendo a capacidade de comunicar-se por meio de uma língua. Toda essa atividade comunicativa revela a necessidade de estabelecer um contato mais direto com as regras que a língua oferece. No caso dos deficientes visuais, cujo contato com a palavra escrita fica comprometido, como podemos viabilizar essa comunicação partindo da necessidade de empregar uma linguagem acessível às suas condições? De que forma podemos garantir a sua inclusão educacional, profissional e social por meio da utilização de ferramentas que os permitem exercer, plenamente, sua atividade comunicativa e de alfabetização?
Em atendimento a Portaria nº. 2.678;02 MEC, que aprova diretrizes e normas para o uso, ensino, produção e a difusão do Sistema Braille em todas as modalidades do ensino, compreendendo o Projeto da Grafia Braille para Língua Portuguesa, este curso vem cumprir o papel de difundir o conhecimento do Sistema Braille entre os profissionais da educação e saúde, visando uma ação inclusiva no trato com deficientes visuais.
Objetivos
Capacitar professores/multiplicadores do Sistema Braille e a utilização de recursos básicos para leitura e escrita, discutindo sua utilização por pessoas com deficiência visual, bem como os benefícios na sua Inclusão sócio-educacional.
Serão abordados:
- Dados sobre cegueira e baixa visão - dados estatísticos;
- Dicas de relacionamento com deficientes visuais - dinâmica;
- Jogos e materiais adaptados;
- Visão Histórica do Sistema Braille - Criação aos dias de hoje;
- Código Braille - Simbologia, estrutura e aplicação;
- Técnicas de escrita e leitura;
- Transcrição Braille;
- Adaptação de aulas e materiais;
- Áudio-descrição na sala de aula - oficina e elaboração de roteiro escrito;
- Formas de leitura - o áudio-livro e o livro falado.
Público
Pedagogos, psicopedagogos, professores, educadores, coordenadores pedagógicos, diretores de escolas, pais, estudantes de pedagogia e licenciaturas, estagiários na área de educação, fonoaudiólogos, estudantes de fonoaudiologia, terapeutas ocupacionais, arteterapeutas, psicólogos, estudantes de psicologia e demais profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto.
Conteúdo Programático
120 horas
Módulo 01 - A Escola Inclusiva e o Deficiente Visual
Abordagem teórica sobre Deficiência visual e sua definição; dados estatísticos; preparo e capacitação dos professores para atender a essa realidade; o Braille como recursos de inclusão social das pessoas com deficiência visual; a escola, a família e o deficiente visual.
Módulo 02 - Acessibilidade e Deficiência visual
Dicas de relacionamento com deficientes visuais: dinâmica de convivência; avaliação de experiências no convívio com deficientes visuais; breve noção sobre orientação e mobilidade.
Módulo 03 - Sistema Braille: um pouco de história
Histórico do Sistema Braille: da criação aos dias de hoje; reconhecimento do seu valor para a Educação dos Cegos; o Braille e suas diversas realidades: conquistas e desafios.
Módulo 04 - Sistema Braille: primeiros aprendizados
Abordagem sobre fase preparatória, técnicas de escrita, leitura, transcrição e produção de materiais em Braille; como conduzir o aprendizado do código Braille entre os alunos com deficiência visual; recursos que favorecem o processo de alfabetização Braille: materiais e jogos adaptados; técnicas de ensino; primeiras orientações: "cela" Braille e estrutura do código; a fonte Braille como recurso para professores.
Módulo 05 - Sistema Braille: o alfabeto
As três séries de sinais; Braille em negro: leitura e transcrição; atividades práticas de leitura de letras e palavras.
Módulo 06 - Sistema Braille: mais representações
Outras simbolizações e códigos: letra maiúscula e acentuação. Atividades práticas de leitura e transcrição; caça-palavras e outros jogos.
Módulo 07 - Sistema Braille: o texto
Aprendizado dos sinais de pontuação: frases e textos; atividades práticas de leitura e transcrição; normas técnicas para produção de textos em Braille: título, estrutura de parágrafo e poemas.
Módulo 08 - Sistema Braille: Tabela de Sinais
Outros sinais: simbolização matemática e da informática; a Grafia Braille para Língua Portuguesa: portaria e legislação; atividades práticas de leitura e transcrição.
Módulo 09 - A áudio-descrição e a Educação: elaboração de roteiro escrito
Sobre áudio-descrição: o que é, para quem se destina e como funciona; áudio-descrição na sala de aula como recurso de acessibilidade; exemplos de áudio-descrição; como elaborar um roteiro escrito e a áudio-descrição formal.
Módulo 10 - Formas de Leitura: Vantagens e desvantagens
As diferentes formas de acesso ao livro: o livro em Braille, o livro em áudio e o livro digital; o Braille convivendo com as tecnologias; diferença entre livro falado e áudio-livros; exemplos de livros acessíveis: o desenho universal na literatura; a lei do livro e direitos autorais.
O inscrito receberá uma apostila contendo todos os módulos e materiais após o encerramento do curso.
Coordenação e Tutoria
Autora e Professora - Luciane Maria Molina Barbosa - Pedagoga especializada em Grafia Braille. Deficiente visual, também possui experiência como usuária deste código de leitura tátil e escrita. Pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Atuação no Atendimento Educacional Especializado para deficientes visuais em processo de alfabetização e reabilitação (Lorena - 2002 a 2009). Pedagoga da Equipe de Inclusão do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE), da Secretaria Municipal de Educação de Lorena. Professora de cursos de capacitação para professores em Grafia Braille, informática com DosVOX e oficinas de áudio-descrição pelo SENAI (Lorena - 2007), NTE - RJ (Plataforma on-line: São Pedro da Aldeia, RJ - 2006 /2007), UNESP (Guaratinguetá - 2007/2008/2009), Secretaria Municipal de Educação (Lorena - 2009/2010),, Parcerias com escolas particulares para formação continuada de professores (Guaratinguetá 2010). Palestrante sobre temas relacionados à inclusão escolar do deficiente visual e seu processo de alfabetização. Autora de artigos apresentados em congressos sobre Educação Inclusiva e publicados em livros, revistas e em sites de educação. Mantém um blog: www.braillu.com.
Apoio - Professora Me. Patricia Limaverde Nascimento
Mestre em Educação:Currículo pela PUC-SP, Bióloga (CRBio1 61128/01-D), possui 14 anos de experiência em coordenação e direção pedagógica. Foi orientanda de Maria Cândida Moraes e desenvolve projetos de assessoria pedagógica em escolas particulares e públicas. Trabalha na formação de professores da rede privada e pública sempre voltada para as inovações em didática e abordagens curriculares. Já apresentou seus trabalhos de educação transdisciplinar em diferentes estados no Brasil e também na Espanha, em Barcelona. Autora de 3 coleções de livros didáticos de educação infantil e co-autora de 4 coleções de livros didáticos de ensino fundamental. Já ministrou cursos sobre Transdisciplinaridade, Trabalho com Projetos em sala de aula, além de cursos nas áreas de matemática e semiótica aplicada no currículo de educação infantil e de ensino fundamental. Recebeu, em maio de 2006, o prêmio de Melhor Experiência em Educação Humanitária no Congresso Latino-Americano de Educação Humanitária realizado no Memorial da América Latina em São Paulo. Atualmente também é docente da UCB em Brasília-Df.
Suporte de Relacionamento - Gisela Zampelli
Suporte técnico 1 - Avate
Suporte técnico 2 - Janaina Corrêa
Carga Horária e Horário do curso
A carga horária estimada para esse curso é de 120 horas/aula, divididas entre estudos e interação online e pesquisas offline. O horário de estudos é estabelecido pelo próprio participante, de acordo com sua disponibilidade.
Requisitos Necessários
Computador com acesso a internet. É necessário ao inscrito saber navegar pela internet, fazer download de arquivos e enviar e-mail. Temos também um fóruns de discussão dentro do curso onde estas ferramentas serão muito utilizadas. Todos os inscritos receberão o Manual do Aluno por e-mail, de fácil entendimento para navegar na área do curso e utilizar todas as ferramentas disponíveis.
Além disso, disponibilizamos um suporte técnico por e-mail, telefone e por skype para auxiliar os inscritos na navegação.
Avaliação e Certificação
O curso possui uma série de atividades avaliativas propostas como:
1. Realização de atividades interativas de acompanhamento;
2. Reflexão das leituras complementares e vídeos indicados;
3. Atividades de auto-avaliação da unidade didática;
4. Participação nas listas e no fórum de discussão (A avaliação dessa participação será feita em função do conteúdo e da relevância das mensagens).
O resultado das avaliações será expresso em porcentagem, em escala de 0 a 100%. Os alunos que conquistarem 75% das metas do curso, obterão a certificação. Todas as atividades serão realizadas on-line.
Após conquistar 75% das metas do curso, o participante receberá por e-mail seu certificado digital, registrado internamente pela GPEC e enviado por e-mail. O participante poderá imprimir seu certificado na sua própria impressora. Neste certificado constará: nome do curso, nome do participante, carga horária, assinatura digitalizada do(a) professor(a) do curso, dados da empresa GPEC (CNPJ, endereço), e o código de registro do certificado.
Caso o participante queira solicitar um certificado impresso, este será emitido via correio, mediante pagamento de uma taxa de impressão e postagem. Este certificado será impresso em papel especial, terá todos os itens do certificado digital acima citados e mais outros itens como: conteúdo programático, carimbo da empresa e selo de autenticidade.
O certificado da Gpec tem validade para fins curriculares e em provas de títulos, como certificado de atualização/aperfeiçoamento, respeitando a carga horária descrita. A GPEC oferece seus cursos on-line para todo o Brasil e seus certificados são amplamente aceitos.
Valor
Este curso possui um investimento total de R$ 150,00 (Cento e cinqüenta Reais)
Formas de Inscrição e Pagamento
Temos três opções de inscrição e pagamento:
1- Parcelado no cartão de crédito (Cartão VISA - MASTER, Dinners, Hipercard, Aura e American Express);
2- À vista através de pagamento on-line ou Boleto Bancário;
(O pagamento é realizado através do PagSeguro, que aceita cartões de crédito, débito automático em conta ou boleto bancário. Esse tipo de pagamento é totalmente seguro, garantido pela UOL.
Para se inscrever, acesse nosso site: www.gpeconline.com.br e localize o curso em nossa página.
Você encontrará um banner do Pag Seguro. Clique no banner: Pagar com Pag Seguro. Abrirá uma janela de formulário.
Após digitar o Cep, clique em ok, pois automaticamente aparecerá o seu endereço e as opções de pagamento para realizar a sua inscrição.
A sua inscrição será efetivada e o código de acesso enviado por e-mail , junto com o manual do aluno.
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O pagamento realizado pelo PagSeguro é rápido, simples e super-seguro. Assim que efetuar o pagamento você receberá o comprovante da ordem de serviço por e-mail).
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(para esta opção, você deverá enviar por e-mail: Nome completo, Endereço completo, CEP e CPF. Este boleto permite efetuar o pagamento em qualquer agência bancária e em casas lotéricas).
Qualquer dúvida ou maiores esclarecimentos, envie um e-mail para: gpec@gpeconline.com.br.
Equipe GPEC
Tel/Fax. 11 - 3782-0635 e 8603-710
Formação Continuada
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Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes"
Autora e Professora: Luciane Maria Molina Barbosa
Inscrições Abertas
Início em Abril
Descrição
É cada vez mais forte a presença de alunos com deficiência visual em escolas regulares. O professor compromissado com uma educação de qualidade, muitas vezes, não se sente preparado para atender, de forma plena, as necessidades inerentes dessa ausência da visão e, por isso, investe seus esforços na procura de um caminho que lhe proporcione suporte para esse atendimento, já que não podemos considerar a alegação de que não existem profissionais para tal trabalho, o que caracterizaria discriminação, preconceito e exclusão.
Ao tentar empregar um conjunto de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade, o homem utiliza a linguagem como sendo a capacidade de comunicar-se por meio de uma língua. Toda essa atividade comunicativa revela a necessidade de estabelecer um contato mais direto com as regras que a língua oferece. No caso dos deficientes visuais, cujo contato com a palavra escrita fica comprometido, como podemos viabilizar essa comunicação partindo da necessidade de empregar uma linguagem acessível às suas condições? De que forma podemos garantir a sua inclusão educacional, profissional e social por meio da utilização de ferramentas que os permitem exercer, plenamente, sua atividade comunicativa e de alfabetização?
Em atendimento a Portaria nº. 2.678;02 MEC, que aprova diretrizes e normas para o uso, ensino, produção e a difusão do Sistema Braille em todas as modalidades do ensino, compreendendo o Projeto da Grafia Braille para Língua Portuguesa, este curso vem cumprir o papel de difundir o conhecimento do Sistema Braille entre os profissionais da educação e saúde, visando uma ação inclusiva no trato com deficientes visuais.
Objetivos
Capacitar professores/multiplicadores do Sistema Braille e a utilização de recursos básicos para leitura e escrita, discutindo sua utilização por pessoas com deficiência visual, bem como os benefícios na sua Inclusão sócio-educacional.
Serão abordados:
- Dados sobre cegueira e baixa visão - dados estatísticos;
- Dicas de relacionamento com deficientes visuais - dinâmica;
- Jogos e materiais adaptados;
- Visão Histórica do Sistema Braille - Criação aos dias de hoje;
- Código Braille - Simbologia, estrutura e aplicação;
- Técnicas de escrita e leitura;
- Transcrição Braille;
- Adaptação de aulas e materiais;
- Áudio-descrição na sala de aula - oficina e elaboração de roteiro escrito;
- Formas de leitura - o áudio-livro e o livro falado.
Público
Pedagogos, psicopedagogos, professores, educadores, coordenadores pedagógicos, diretores de escolas, pais, estudantes de pedagogia e licenciaturas, estagiários na área de educação, fonoaudiólogos, estudantes de fonoaudiologia, terapeutas ocupacionais, arteterapeutas, psicólogos, estudantes de psicologia e demais profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto.
Conteúdo Programático
120 horas
Módulo 01 - A Escola Inclusiva e o Deficiente Visual
Abordagem teórica sobre Deficiência visual e sua definição; dados estatísticos; preparo e capacitação dos professores para atender a essa realidade; o Braille como recursos de inclusão social das pessoas com deficiência visual; a escola, a família e o deficiente visual.
Módulo 02 - Acessibilidade e Deficiência visual
Dicas de relacionamento com deficientes visuais: dinâmica de convivência; avaliação de experiências no convívio com deficientes visuais; breve noção sobre orientação e mobilidade.
Módulo 03 - Sistema Braille: um pouco de história
Histórico do Sistema Braille: da criação aos dias de hoje; reconhecimento do seu valor para a Educação dos Cegos; o Braille e suas diversas realidades: conquistas e desafios.
Módulo 04 - Sistema Braille: primeiros aprendizados
Abordagem sobre fase preparatória, técnicas de escrita, leitura, transcrição e produção de materiais em Braille; como conduzir o aprendizado do código Braille entre os alunos com deficiência visual; recursos que favorecem o processo de alfabetização Braille: materiais e jogos adaptados; técnicas de ensino; primeiras orientações: "cela" Braille e estrutura do código; a fonte Braille como recurso para professores.
Módulo 05 - Sistema Braille: o alfabeto
As três séries de sinais; Braille em negro: leitura e transcrição; atividades práticas de leitura de letras e palavras.
Módulo 06 - Sistema Braille: mais representações
Outras simbolizações e códigos: letra maiúscula e acentuação. Atividades práticas de leitura e transcrição; caça-palavras e outros jogos.
Módulo 07 - Sistema Braille: o texto
Aprendizado dos sinais de pontuação: frases e textos; atividades práticas de leitura e transcrição; normas técnicas para produção de textos em Braille: título, estrutura de parágrafo e poemas.
Módulo 08 - Sistema Braille: Tabela de Sinais
Outros sinais: simbolização matemática e da informática; a Grafia Braille para Língua Portuguesa: portaria e legislação; atividades práticas de leitura e transcrição.
Módulo 09 - A áudio-descrição e a Educação: elaboração de roteiro escrito
Sobre áudio-descrição: o que é, para quem se destina e como funciona; áudio-descrição na sala de aula como recurso de acessibilidade; exemplos de áudio-descrição; como elaborar um roteiro escrito e a áudio-descrição formal.
Módulo 10 - Formas de Leitura: Vantagens e desvantagens
As diferentes formas de acesso ao livro: o livro em Braille, o livro em áudio e o livro digital; o Braille convivendo com as tecnologias; diferença entre livro falado e áudio-livros; exemplos de livros acessíveis: o desenho universal na literatura; a lei do livro e direitos autorais.
O inscrito receberá uma apostila contendo todos os módulos e materiais após o encerramento do curso.
Coordenação e Tutoria
Autora e Professora - Luciane Maria Molina Barbosa - Pedagoga especializada em Grafia Braille. Deficiente visual, também possui experiência como usuária deste código de leitura tátil e escrita. Pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Atuação no Atendimento Educacional Especializado para deficientes visuais em processo de alfabetização e reabilitação (Lorena - 2002 a 2009). Pedagoga da Equipe de Inclusão do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE), da Secretaria Municipal de Educação de Lorena. Professora de cursos de capacitação para professores em Grafia Braille, informática com DosVOX e oficinas de áudio-descrição pelo SENAI (Lorena - 2007), NTE - RJ (Plataforma on-line: São Pedro da Aldeia, RJ - 2006 /2007), UNESP (Guaratinguetá - 2007/2008/2009), Secretaria Municipal de Educação (Lorena - 2009/2010),, Parcerias com escolas particulares para formação continuada de professores (Guaratinguetá 2010). Palestrante sobre temas relacionados à inclusão escolar do deficiente visual e seu processo de alfabetização. Autora de artigos apresentados em congressos sobre Educação Inclusiva e publicados em livros, revistas e em sites de educação. Mantém um blog: www.braillu.com.
Apoio - Professora Me. Patricia Limaverde Nascimento
Mestre em Educação:Currículo pela PUC-SP, Bióloga (CRBio1 61128/01-D), possui 14 anos de experiência em coordenação e direção pedagógica. Foi orientanda de Maria Cândida Moraes e desenvolve projetos de assessoria pedagógica em escolas particulares e públicas. Trabalha na formação de professores da rede privada e pública sempre voltada para as inovações em didática e abordagens curriculares. Já apresentou seus trabalhos de educação transdisciplinar em diferentes estados no Brasil e também na Espanha, em Barcelona. Autora de 3 coleções de livros didáticos de educação infantil e co-autora de 4 coleções de livros didáticos de ensino fundamental. Já ministrou cursos sobre Transdisciplinaridade, Trabalho com Projetos em sala de aula, além de cursos nas áreas de matemática e semiótica aplicada no currículo de educação infantil e de ensino fundamental. Recebeu, em maio de 2006, o prêmio de Melhor Experiência em Educação Humanitária no Congresso Latino-Americano de Educação Humanitária realizado no Memorial da América Latina em São Paulo. Atualmente também é docente da UCB em Brasília-Df.
Suporte de Relacionamento - Gisela Zampelli
Suporte técnico 1 - Avate
Suporte técnico 2 - Janaina Corrêa
Carga Horária e Horário do curso
A carga horária estimada para esse curso é de 120 horas/aula, divididas entre estudos e interação online e pesquisas offline. O horário de estudos é estabelecido pelo próprio participante, de acordo com sua disponibilidade.
Requisitos Necessários
Computador com acesso a internet. É necessário ao inscrito saber navegar pela internet, fazer download de arquivos e enviar e-mail. Temos também um fóruns de discussão dentro do curso onde estas ferramentas serão muito utilizadas. Todos os inscritos receberão o Manual do Aluno por e-mail, de fácil entendimento para navegar na área do curso e utilizar todas as ferramentas disponíveis.
Além disso, disponibilizamos um suporte técnico por e-mail, telefone e por skype para auxiliar os inscritos na navegação.
Avaliação e Certificação
O curso possui uma série de atividades avaliativas propostas como:
1. Realização de atividades interativas de acompanhamento;
2. Reflexão das leituras complementares e vídeos indicados;
3. Atividades de auto-avaliação da unidade didática;
4. Participação nas listas e no fórum de discussão (A avaliação dessa participação será feita em função do conteúdo e da relevância das mensagens).
O resultado das avaliações será expresso em porcentagem, em escala de 0 a 100%. Os alunos que conquistarem 75% das metas do curso, obterão a certificação. Todas as atividades serão realizadas on-line.
Após conquistar 75% das metas do curso, o participante receberá por e-mail seu certificado digital, registrado internamente pela GPEC e enviado por e-mail. O participante poderá imprimir seu certificado na sua própria impressora. Neste certificado constará: nome do curso, nome do participante, carga horária, assinatura digitalizada do(a) professor(a) do curso, dados da empresa GPEC (CNPJ, endereço), e o código de registro do certificado.
Caso o participante queira solicitar um certificado impresso, este será emitido via correio, mediante pagamento de uma taxa de impressão e postagem. Este certificado será impresso em papel especial, terá todos os itens do certificado digital acima citados e mais outros itens como: conteúdo programático, carimbo da empresa e selo de autenticidade.
O certificado da Gpec tem validade para fins curriculares e em provas de títulos, como certificado de atualização/aperfeiçoamento, respeitando a carga horária descrita. A GPEC oferece seus cursos on-line para todo o Brasil e seus certificados são amplamente aceitos.
Valor
Este curso possui um investimento total de R$ 150,00 (Cento e cinqüenta Reais)
Formas de Inscrição e Pagamento
Temos três opções de inscrição e pagamento:
1- Parcelado no cartão de crédito (Cartão VISA - MASTER, Dinners, Hipercard, Aura e American Express);
2- À vista através de pagamento on-line ou Boleto Bancário;
(O pagamento é realizado através do PagSeguro, que aceita cartões de crédito, débito automático em conta ou boleto bancário. Esse tipo de pagamento é totalmente seguro, garantido pela UOL.
Para se inscrever, acesse nosso site: www.gpeconline.com.br e localize o curso em nossa página.
Você encontrará um banner do Pag Seguro. Clique no banner: Pagar com Pag Seguro. Abrirá uma janela de formulário.
Após digitar o Cep, clique em ok, pois automaticamente aparecerá o seu endereço e as opções de pagamento para realizar a sua inscrição.
A sua inscrição será efetivada e o código de acesso enviado por e-mail , junto com o manual do aluno.
Os seus dados serão mantidos em sigilo absoluto e não ficarão à disposição da nossa empresa, apenas da PagSeguro.
O pagamento realizado pelo PagSeguro é rápido, simples e super-seguro. Assim que efetuar o pagamento você receberá o comprovante da ordem de serviço por e-mail).
3 - Envio por e-mail de Boleto Bancário da Caixa Econômica em até duas vezes sem juros com seus dados para pagamento.
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Equipe GPEC
Tel/Fax. 11 - 3782-0635 e 8603-710
sexta-feira, 26 de março de 2010
Palestra em Queluz


Mês de fevereiro: volta Às aulas, semana de planejamento, capacitações e palestras, acontecimentos que estão na agenda de professores que atuam nas Redes Municipais de Educação. Apesar de não ter atualizado o meu blog com as recentes novidades, aproveito, agora, para registrar aqui sobre uma palestra que ministrei na cidade de Queluz, no dia 08 de fevereiro de 2010, a convite da Secretaria Municipal de Educação. Falei aproximadamente por duas horas para cerca de 100 profissionais da Educação que, atentos e participativos, ouviram sobre como conduzir uma aula para deficientes visuais, prátcas de sala de aula, o recurso da áudio-descrição, noções básicas sobre como relacionar-se com deficientes visuais, as formas de leitura: Braille, digital e áudio e, também, contaram com uma exposição de materiais utilizados em processo de alfabetização Braille. Após a palestra um momento para perguntas e respostas, encerrando nosso encontro com a fala da Secretária de Educação e agradecimentos finais. Fico muito feliz em poder plantar mais uma "sementinha" para a construção de uma escola inclusiva e, principalmente por saber que esses profissionais e a equipe técnica desta secretaria estão empenhados para a construção de uma educação de qualidade. Na saída da escola concedi entrevista para o Assessor de Imprensa da cidade, contando sobre o trabalho que realizo na área da Educação inclusiva.
Recebi as fotos hoje e compartilho com vocês, leitores do blog.
Legenda de imagens: Eu falando ao microfone; platéia assistindo à apresentação.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Homenagem Ao Dia Internacional da Mulher: 8 de março
Hoje, no dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de prestar minha homenagem. Ao ler o texto que se segue, senti que deveria compartilhar com todos vocês, leitores deste blog e, acima de tudo, dedicá-lo às mulheres "comuns" incluindo as com deficiência, afinal, somos "mulheres" e este é o nosso maior TALENTO.
Parabéns pelo nosso dia...
COMO HOMENAGEAR A TODAS AS MULHERES COMUNS, INCLUINDO AS MULHERES COM DEFICIÊNCIA?
Impressão de uma mulher comum
Por: Naira Rodrigues*
"Este artigo se propõem explicitar as impressões e pensamentos de um mulher comum, daquelas que não tem nada de especial, sem habilidades fantásticas ou talentos extraordinários.
Nos últimos tempos tenho me deparado com um crescente número de matérias, programas de televisão e documentários, tratando da temática da pessoa com deficiência do ponto de vista do dia-a-dia de pessoas extraordinárias. Só homens e mulheres, que fazem de sua vida algo fantástico, escalando prédios, cantando divinamente, escrevendo poesias, entre outros tantos talentos. Faz algum tempo que venho me perguntando com seria, na verdade a vida de cada uma dessas pessoas, com que "cara" acordam, como se sustentam verdadeiramente, quando choram ou riem. Confesso que sinto-me excluída desse hall de pessoas fabulosas e, para piorar, fui chamada para um desses documentários, uma proposta envaidecedora, uma vez que seria um filme sobre a vida de algumas poucas pessoas cegas escolhidas e eu, uma pessoa tão comum, fui escolhida!
Pois a coisa não era bem como eu imaginava, no dia da gravação, tudo pronto, um aparato enorme, todos prontos? Eu estava lá ansiosa esperando o que iria acontecer naquele dia.
Durante a filmagem me deparei com um diretor que estava montando um cenário que não parecia muito semelhante ao que representava meu dia-a-dia, enfim, coisas do cinema. Durante a entrevista para o filme, após algumas horas de exaustiva filmagem de movimentos e cenas, para mim, sem nexo, o diretor me faz a pergunta: E você quais seus talentos especiais? Como é sua rotina?
Parei por um instante, pensei no que deveria responder e disse: Meu talento especial? Minha rotina é como a de tantas mulheres que criam seus filhos sozinhas, acordo muito cedo, arrumo meus filhos para a escola, tomo meu café correndo, os levo pra a escola e sigo para o trabalho de metrô.
Ele insistiu: Uma mulher como você ativa, bonita, certamente tem algum talento especial, seus sentidos devem ser muito mais apurados. Você escreve? Canta? Faz algum esporte radical?
Bem, não vou ficar aqui relatando a situação na integra, mas foi isso, ele queria descobrir qual meu "super-poder" e, então quando eu contei detalhadamente minha rotina fui cortada do filme, não tinha o perfil que eles buscavam para aquele documentário.
Tenho a impressão que ainda queremos ver mulheres super poderosas, o mito do super-herói existe em toda a sociedade, mais dentro de nós, das pessoas que precisam mostrar seus poderes para sentir-se gente.
Onde ficam as mulheres, aquelas que tem suas vidas repletas de riscos, alegrias, tristezas, emoções, cansadas e com energia para recomeçar a cada dia.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência traz um artigo exclusivo para as mulheres com deficiência, afirmando que os estados partes devem promover a proteção pra todas as mulheres com deficiência em igualdade de condições com as demais mulheres do mesmo estado. Pessoalmente, sinto-me contemplada pela Convenção nesse artigo, uma vez que trabalho todos os dias em busca de ser mais uma na multidão, de estar em igualdade de condições, sem mitos especiais, sem compensações quase divinas por ser alguém que com uma deficiência, simplesmente teima em viver.
Talvez, esteja parecendo amarga nesse momento, mas, de verdade, fico pensando porque pessoas comuns, que cuidam de seus filhos, trabalham, pagam suas contas com dificuldades, utilizam transporte público, tentam estar bem com seu corpo, sua imagem, seus parceiros e, tudo isso, incluindo a deficiência, porque essas pessoas não estão na mídia, não fazem parte da representação social que estamos construindo a partir do modelo de uma sociedade para todos.
Bem, estamos em 08 de março de 2010, dia internacional da mulher, de qualquer mulher, da mulher comum, da mulher com ou sem deficiência, da mulher que ama e deseja ser amada, da mulher que vive intensamente cada minuto, daquela que é livre em seu pequeno mundo, daquela que sente-se presa em suas fantásticas vidas de heroínas?."
Parabéns pelo nosso dia...
COMO HOMENAGEAR A TODAS AS MULHERES COMUNS, INCLUINDO AS MULHERES COM DEFICIÊNCIA?
Impressão de uma mulher comum
Por: Naira Rodrigues*
"Este artigo se propõem explicitar as impressões e pensamentos de um mulher comum, daquelas que não tem nada de especial, sem habilidades fantásticas ou talentos extraordinários.
Nos últimos tempos tenho me deparado com um crescente número de matérias, programas de televisão e documentários, tratando da temática da pessoa com deficiência do ponto de vista do dia-a-dia de pessoas extraordinárias. Só homens e mulheres, que fazem de sua vida algo fantástico, escalando prédios, cantando divinamente, escrevendo poesias, entre outros tantos talentos. Faz algum tempo que venho me perguntando com seria, na verdade a vida de cada uma dessas pessoas, com que "cara" acordam, como se sustentam verdadeiramente, quando choram ou riem. Confesso que sinto-me excluída desse hall de pessoas fabulosas e, para piorar, fui chamada para um desses documentários, uma proposta envaidecedora, uma vez que seria um filme sobre a vida de algumas poucas pessoas cegas escolhidas e eu, uma pessoa tão comum, fui escolhida!
Pois a coisa não era bem como eu imaginava, no dia da gravação, tudo pronto, um aparato enorme, todos prontos? Eu estava lá ansiosa esperando o que iria acontecer naquele dia.
Durante a filmagem me deparei com um diretor que estava montando um cenário que não parecia muito semelhante ao que representava meu dia-a-dia, enfim, coisas do cinema. Durante a entrevista para o filme, após algumas horas de exaustiva filmagem de movimentos e cenas, para mim, sem nexo, o diretor me faz a pergunta: E você quais seus talentos especiais? Como é sua rotina?
Parei por um instante, pensei no que deveria responder e disse: Meu talento especial? Minha rotina é como a de tantas mulheres que criam seus filhos sozinhas, acordo muito cedo, arrumo meus filhos para a escola, tomo meu café correndo, os levo pra a escola e sigo para o trabalho de metrô.
Ele insistiu: Uma mulher como você ativa, bonita, certamente tem algum talento especial, seus sentidos devem ser muito mais apurados. Você escreve? Canta? Faz algum esporte radical?
Bem, não vou ficar aqui relatando a situação na integra, mas foi isso, ele queria descobrir qual meu "super-poder" e, então quando eu contei detalhadamente minha rotina fui cortada do filme, não tinha o perfil que eles buscavam para aquele documentário.
Tenho a impressão que ainda queremos ver mulheres super poderosas, o mito do super-herói existe em toda a sociedade, mais dentro de nós, das pessoas que precisam mostrar seus poderes para sentir-se gente.
Onde ficam as mulheres, aquelas que tem suas vidas repletas de riscos, alegrias, tristezas, emoções, cansadas e com energia para recomeçar a cada dia.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência traz um artigo exclusivo para as mulheres com deficiência, afirmando que os estados partes devem promover a proteção pra todas as mulheres com deficiência em igualdade de condições com as demais mulheres do mesmo estado. Pessoalmente, sinto-me contemplada pela Convenção nesse artigo, uma vez que trabalho todos os dias em busca de ser mais uma na multidão, de estar em igualdade de condições, sem mitos especiais, sem compensações quase divinas por ser alguém que com uma deficiência, simplesmente teima em viver.
Talvez, esteja parecendo amarga nesse momento, mas, de verdade, fico pensando porque pessoas comuns, que cuidam de seus filhos, trabalham, pagam suas contas com dificuldades, utilizam transporte público, tentam estar bem com seu corpo, sua imagem, seus parceiros e, tudo isso, incluindo a deficiência, porque essas pessoas não estão na mídia, não fazem parte da representação social que estamos construindo a partir do modelo de uma sociedade para todos.
Bem, estamos em 08 de março de 2010, dia internacional da mulher, de qualquer mulher, da mulher comum, da mulher com ou sem deficiência, da mulher que ama e deseja ser amada, da mulher que vive intensamente cada minuto, daquela que é livre em seu pequeno mundo, daquela que sente-se presa em suas fantásticas vidas de heroínas?."
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Inscrições Abertas para Curso de Grafia Braille em Guaratinguetá
Amigos(as):
Venho informar que as inscrições para o Curso de "Grafia Braille" estão abertas.
OBJETIVO: Capacitar professores/multiplicadores do Sistema Braille e a utilização de recursos básicos para leitura e escrita, discutindo sua utilização por pessoas com deficiência visual, bem como os benefícios na sua Inclusão sócio-educacional.
PÚBLICO ALVO: Professores, Coordenadores pedagógicos, Graduandos e profissionais da educação, em geral.
CARGA HORÁRIA: 180 horas.
INÍCIO: 16/03/2010
(Inscrições abertas até dia 12/03/2010)
VAGAS: 20 vagas.
MINISTRANTE: Profª Luciane Maria Molina Barbosa
CONTEÚDO:
Dados sobre cegueira e baixa visão - dados estatísticos;
Dicas de relacionamento com deficientes visuais - dinâmica;
Jogos e materiais adaptados;
Visão Histórica do Sistema Braille - Criação aos dias de hoje;
Código Braille - Simbologia, estrutura e aplicação;
Técnicas de escrita e leitura;
Transcrição Braille;
Adaptação de aulas e materiais;
Áudio-descrição na sala de aula - oficina e elaboração de roteiro escrito.
OBS: Materiais inclusos e fornecidos com o curso.
1. Apostila de prática de leitura e escrita: Elaborada pela profª Luciane especialmente para a capacitação (40 páginas totalmente impressas em Braille e encadernadas);
2. Apostila teórica e atividades: Elaboradas pela profª Luciane especialmente para a capacitação;
3. Reglete e Punção: materiais para a escrita Braille (uso mediante empréstimo pela professora);
4. Folhas gramatura 120: utilizadas para a escrita Braille e atividades.
Para realizar sua inscrição, imprima e preencha a ficha que está disponível no link abaixoe entregue na secretaria da Escola Mundo da Fantasia (Rua Flamínio Lessa, nº 63 - Centro - Guaratinguetá) ou para a profª Luciane. Maiores informações entre em contato pelo e-mail: braillu@uol.com.br.
Atenciosamente
Luciane Molina
Clique Aqui para ter acesso à Ficha de Inscrição
Venho informar que as inscrições para o Curso de "Grafia Braille" estão abertas.
OBJETIVO: Capacitar professores/multiplicadores do Sistema Braille e a utilização de recursos básicos para leitura e escrita, discutindo sua utilização por pessoas com deficiência visual, bem como os benefícios na sua Inclusão sócio-educacional.
PÚBLICO ALVO: Professores, Coordenadores pedagógicos, Graduandos e profissionais da educação, em geral.
CARGA HORÁRIA: 180 horas.
INÍCIO: 16/03/2010
(Inscrições abertas até dia 12/03/2010)
VAGAS: 20 vagas.
MINISTRANTE: Profª Luciane Maria Molina Barbosa
CONTEÚDO:
Dados sobre cegueira e baixa visão - dados estatísticos;
Dicas de relacionamento com deficientes visuais - dinâmica;
Jogos e materiais adaptados;
Visão Histórica do Sistema Braille - Criação aos dias de hoje;
Código Braille - Simbologia, estrutura e aplicação;
Técnicas de escrita e leitura;
Transcrição Braille;
Adaptação de aulas e materiais;
Áudio-descrição na sala de aula - oficina e elaboração de roteiro escrito.
OBS: Materiais inclusos e fornecidos com o curso.
1. Apostila de prática de leitura e escrita: Elaborada pela profª Luciane especialmente para a capacitação (40 páginas totalmente impressas em Braille e encadernadas);
2. Apostila teórica e atividades: Elaboradas pela profª Luciane especialmente para a capacitação;
3. Reglete e Punção: materiais para a escrita Braille (uso mediante empréstimo pela professora);
4. Folhas gramatura 120: utilizadas para a escrita Braille e atividades.
Para realizar sua inscrição, imprima e preencha a ficha que está disponível no link abaixoe entregue na secretaria da Escola Mundo da Fantasia (Rua Flamínio Lessa, nº 63 - Centro - Guaratinguetá) ou para a profª Luciane. Maiores informações entre em contato pelo e-mail: braillu@uol.com.br.
Atenciosamente
Luciane Molina
Clique Aqui para ter acesso à Ficha de Inscrição
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Hoje é dia Mundial do Braille

Um acontecimento histórico marcou o dia 4 de janeiro. Nascia, há 201 anos, na Françça, Louis Braille. Um ilustre cidadão que, poucos anos mais tarde, ainda na sua juventude, trouxe aos cegos a possibilidade de acesso ao conhecimento através das letras, por ele, grafadas a partir de um código em relevo. Seu invento, hoje conhecido como Sistema Braille, em sua homenagem, resiste Às tentativas de abandono e desvalorização, proporcionando, àqueles que não vêem, a libertação cultural de que precisam para ingressar no mundo letrado, seja no meio educacional seja no campo profissional e, assim, garantir-lhes a inclusão social com autonomia.
Com a noção de que as mãos não servem apenas para executar uma tarefa, o usuário do Código Braille vê suas possibilidades ampliadas. Ele compreende que, por meio das mesmas mãos que executam uma tarefa, ele pode perceber e analisar criteriosamente aquilo que está ao seu alcance. As partes se unem e, juntas, como um emaranhado de pontos combinados entre si, as informações são organizadas, descobertas e recriadas em cada nova possibilidade de conhecimento que se abre.
Parabéns aos profissionais que atuam ensinando o Braille. Parabéns aos usuários deste maravilhoso código em relevo. Parabéns a nós, que multiplicamos esses pontinhos, construindo e reconstruindo muitas histórias.
Descrição da Imagem: O nome Luciane escrito em caracteres convencionais e em Braille, na cor amarelo.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Projeto UNESP: Confraternização

Ano letivo chegando ao final e com ele, mais uma etapa concretizada. Foi um grande prazer ter feito parte do projeto “Incluindo Novos Desafios às Práticas Docentes: A Participação do Deficiente Visual na Escola, na Cultura e no Mundo Digital”, desenvolvido durante o ano de 2009, nas dependências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus Guaratinguetá. Este projeto que contemplou três módulos, dentre eles um especialmente voltado à informática com uso do DOSVOX, teve seu encerramento hoje, dia 14/12, com uma confraternização entre a turma. Aqui meu agradecimento aos multiplicadores que, a partir desses conhecimentos reconhecerão, em cada aluno, um potencial ilimitado de descobertas para a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva.
domingo, 29 de novembro de 2009
Finalizando o curso em Lorena: o último encontro, Confraternização e formatura
Despedidas são sempre emocionantes e, ter convivido durante 6 meses com as cursistas, sempre vai deixar um sentimento de saudade. Apesar da tristeza da "despedida", o que fica será sempre o sentimento de amizade, de ter realizado algo maior e, principalmente, de ter semeado tantas "sementes de luz" que, com certeza serão e deverão se multiplicar a cada dia. É por isso e, por tudo que vivenciamos juntas, durante esses 6 meses, que deixo aqui registrado o meu muito "obrigada! pelo empenho, dedicação e carinho de vocês. Estou muito feliz por mais essa etapa que vencemos juntas!
Como este foi o último dia do Curso de Braille, a programação foi dividida em 3 partes. Inicialmente fiz a correção da última atividade da apostila, que consistia na transcrição de um texto. Fizemos uma leitura coletiva e compartilhada para que todos acompanhassem e, enfim, experimentassem a sensação de ter "finalizado" a apostila, a mesma apostila que, no início dos nossos trabalhos trouxe tanto "medo" e "receio". Conseguiram perceber que são capazes e que, todas aquelas atividades "brancas" ganharam um "colorido" especial: o da realização. Numa segunda etapa foi o momento das homenagens. juntamente com a devolutiva da avaliação, entreguei para cada cursista uma lembrancinha: um chaveiro representando uma "cela" Braille e a frase de Helen Keller, frase que demos início ao nosso curso e que, também, finalizamos com essa mensagem: "Os pontos Braille são sementes de luz levadas ao cérebro pelos dedos, para germinação do saber".
Com relação a devolutiva da avaliação, esta ocorreu da seguinte maneira: fiz uma reescrita de cada texto em Braille, digitando-o no computador, obedecendo fielmente o que foi escrito. Nesta devolutiva, que por sinal foi nota 10 pra todos, entreguei o texto digitado em tinta, fiz alguns comentários e solicitei, se houvesse interesse, para que fizessem a leitura, compartilhando suas impressões com toda a turma, o que ocorreu com muita naturalidade, já que puderam ler suas produções em voz alta. Assim como ficou registrado nas avaliações, as dificuldades foram superadas, cada qual no seu tempo e o gosto pelo Braille abrirá caminhos para uma escola inclusiva e de qualidade. Não posso deixar de registrar, aqui, a homenagem que recebi das duas turmas que, com muito carinho me presentearam e agradeceram por estarmos ali, juntas. Num terceiro e último momento, foi hora de comemorar! Com uma confraternização encerramos estas duas turmas do Curso Grafia Braille, em Lorena!
Aqui, também, minha alegria em ter, entre nós, um aluno que manifestou um interesse imenso pelo Braille e participou de todas as aulas, realizando atividades e acompanhando o ritmo da turma. Seu desempenho surpreendeu a todos e, uma homenagem super especial ao JV, que com apenas 10 anos, conosco vivenciou todos os momentos de descobertas e construções. JV mesmo não sendo "professor" nos ensinou muito sobre a importância de aprender para ser útil ao próximo!
No dia 27/11 foi nossa formatura oficial. Realizada no Espaço Educacional, a partir das 19:00 H, a cerimônia contou com a presença da Equipe do CIAE, de representantes da Secretaria da Educação e dos cursistas, que receberam, na solenidade, o certificado do curso.
Temos orgulho de fazer parte e escrever mais uma página da História da Educação Inclusiva em Lorena! Obrigada!
Abaixo algumas fotos da nossa confraternização. Ainda não consegui as fotos da Formatura oficial, porém, em breve estarão aqui!
Como este foi o último dia do Curso de Braille, a programação foi dividida em 3 partes. Inicialmente fiz a correção da última atividade da apostila, que consistia na transcrição de um texto. Fizemos uma leitura coletiva e compartilhada para que todos acompanhassem e, enfim, experimentassem a sensação de ter "finalizado" a apostila, a mesma apostila que, no início dos nossos trabalhos trouxe tanto "medo" e "receio". Conseguiram perceber que são capazes e que, todas aquelas atividades "brancas" ganharam um "colorido" especial: o da realização. Numa segunda etapa foi o momento das homenagens. juntamente com a devolutiva da avaliação, entreguei para cada cursista uma lembrancinha: um chaveiro representando uma "cela" Braille e a frase de Helen Keller, frase que demos início ao nosso curso e que, também, finalizamos com essa mensagem: "Os pontos Braille são sementes de luz levadas ao cérebro pelos dedos, para germinação do saber".
Com relação a devolutiva da avaliação, esta ocorreu da seguinte maneira: fiz uma reescrita de cada texto em Braille, digitando-o no computador, obedecendo fielmente o que foi escrito. Nesta devolutiva, que por sinal foi nota 10 pra todos, entreguei o texto digitado em tinta, fiz alguns comentários e solicitei, se houvesse interesse, para que fizessem a leitura, compartilhando suas impressões com toda a turma, o que ocorreu com muita naturalidade, já que puderam ler suas produções em voz alta. Assim como ficou registrado nas avaliações, as dificuldades foram superadas, cada qual no seu tempo e o gosto pelo Braille abrirá caminhos para uma escola inclusiva e de qualidade. Não posso deixar de registrar, aqui, a homenagem que recebi das duas turmas que, com muito carinho me presentearam e agradeceram por estarmos ali, juntas. Num terceiro e último momento, foi hora de comemorar! Com uma confraternização encerramos estas duas turmas do Curso Grafia Braille, em Lorena!
Aqui, também, minha alegria em ter, entre nós, um aluno que manifestou um interesse imenso pelo Braille e participou de todas as aulas, realizando atividades e acompanhando o ritmo da turma. Seu desempenho surpreendeu a todos e, uma homenagem super especial ao JV, que com apenas 10 anos, conosco vivenciou todos os momentos de descobertas e construções. JV mesmo não sendo "professor" nos ensinou muito sobre a importância de aprender para ser útil ao próximo!
No dia 27/11 foi nossa formatura oficial. Realizada no Espaço Educacional, a partir das 19:00 H, a cerimônia contou com a presença da Equipe do CIAE, de representantes da Secretaria da Educação e dos cursistas, que receberam, na solenidade, o certificado do curso.
Temos orgulho de fazer parte e escrever mais uma página da História da Educação Inclusiva em Lorena! Obrigada!
Abaixo algumas fotos da nossa confraternização. Ainda não consegui as fotos da Formatura oficial, porém, em breve estarão aqui!
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