sábado, 27 de agosto de 2011

Fotos da Palestra no Fórum de Educação Inclusiva em Itaquaquecetuba


Composição da mesa com integrantes da D. E. de Itaquaquecetuba.


Palestrante Luciane falando no microfone. Ela explica o slide no palco.


Palestrante Luciane no Palco acompanhando o slide.


Palestrante Luciane mostrando reglete junto com Juliana Panissa no palco.


Palestrante Luciane Mostrando Cela Braille. No fundo aparece o palco.


Homenagem a palestrante Luciane. No palco dirigente D. E. Itaquá, Juliana Panissa e Luciane recebendo flores.


Platéia.


Equipe D. E. Itaquá e palestrantes da manhã do dia 24/08: Maria Christina e Luciane Molina

Matéria com minha participação no programa ET cétera da TV Aparecida

O Programa ET Cétera veiculado pela TV Aparecida foi exibido no dia 15 de agosto com o tema Mudança. Reproduzo aqui a reportagem feita para este programa, cuja minha entrevista está dentre os participantes.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Áudio entrevista na Rádio Cultura

Programa exibido dia 06 de agosto de 2011 que trata sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência visuais
Este programa conta com a presença da Pedagoga Luciane Molina Barbosa, do Técnico de Informática André Luís e também com a Programadora Leila Mathias. Falamos sobre a acessibilidade e as dificuldades, narradas por André Luís com sua maneira divertida de abordar a questão. A experiência de Luciane Molina com diversos trabalhos voltados ao assunto e inclusive divulgados no seu site: www.braillu.com . A atitude de Leila Mathias em instalar em sua Lanhouse, softwares para cegos em Lorena. Não percam este programa, pois foi conciderado um dos melhores já feitos neste espaço.
Fonte:
Blog Fernando Romeiro Até Você

Clique nos links abaixo para ouvir a matéria.
Parte 1

Parte 2





segunda-feira, 8 de agosto de 2011

II Fórum de Educação Especial e Inclusiva - Um Mundo de Diversidades


II Fórum de Educação Especial e Inclusiva - Um Mundo de Diversidades
Realização:
Governo do Estado de São Paulo
Diretoria de Ensino — Região Itaquaquecetuba

Parceiros:
Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba
Secretaria Municipal de Educação
Prefeitura Municipal de Poá
Secretaria Municipal de Educação
Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado
NAPES

Programação:
1º Dia: 24/ 08/ 2011
08h — CREDENCIAMENTO.
08h30 — Coffee Break.
09h — Composição da Mesa.
09h15 — Apresentação do Hino Nacional Brasileiro (Alunos da E. E. Maurício Alves Brás).
09h30 — Retrato da Educação Especial em nossa Região (Prof. Rosania Morales Morroni, Prof. Vera Lúcia Martins Garcia

e Prof. Humberto Martins Duarte)
10h — Grafia Braille: A Visão dos dedos (Prof. Luciane Maria Molina Barbosa).
11h — O aluno com deficiência visual e o cotidiano escolar no contexto da diversidade (Prof. Maria Christina Nassif

— LARAMARA)
12h — Interação.
12h30 — ALMOÇO.
14h — Apresentação dos alunos da APAE Itaquaquecetuba
14h15 — A Escola da AACD e as Contribuições no Processo de Inclusão (Aparecida de Lourdes Benatti — AACD)
15h15 — Projetos Esportivos Segregados como Ferramenta Inclusiva na Escola (Prof. Mateus Nascimento)
16h15 — Política de Atendimento aos alunos com altas habilidades/superdotação na rede estadual (Prof. Denise Rocha

Belfort Arantes — CAPE)
17h15 – Interação
17h30 — SORTEIOS / ENCERRAMENTO.

2º Dia: 25/ 08/ 2011
08h — ACOLHIMENTO.
08h30 — Coffee Break.
09h — Composição da Mesa.
09h15 — Apresentação dos alunos da APAE Poá
09h30— Retrato da Educação Especial na Diretoria de Ensino Região Itaquaquecetuba (Prof. Cintia Souza Borges de

Carvalho)
10h — A Inclusão das Pessoas com Deficiências Múltiplas e Suas Necessidades (Prof. Ms. Shirley Rodrigues Maia e

Prof. Ms. Sandra Regina Mesquita — AHIMSA)
11h — Preparo Profissional do Aluno com Deficiência Intelectual (Prof. Ms. Viviane Vivaldini — AVAPE)
12h — Interação.
12h30 — ALMOÇO.
14h — Apresentação dos alunos da E. E. Cícero Antonio Sá Ramalho
14h15 — Linguagem e Cognição na Criança Surda (Prof. Ms. Sibelle Traldi — Instituto SELI)
15h15 — Proposta de Educação Inclusiva Bilingue para Alunos Surdos (Prof. Dra. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda)
16h15 — Interação
16h45 — Homenagens
17h — SORTEIOS / ENCERRAMENTO.

INSCREVA-SE!
SITE DA DIRETORIA DE ENSINO
REGIÃO ITAQUAQUECETUBA
Aqui
LOCAL: Faculdade de Tecnologia — FATEC
ENDEREÇO: Avenida Itaquaquecetuba, 711
Vila Monte Belo—Itaquaquecetuba—SP
(Próximo a Estação de Trem Manoel Feio)

Para baixar o Folder do evento
Clique Aqui


sábado, 6 de agosto de 2011

Entrevista na Rádio Cultura em Lorena



Neste sábado, 06 de agosto, estive nos estúdios da Rádio Cultura em Lorena, juntamente com minha amiga Leila, idealizadora do site Olhar Real . Fomos entrevistadas pelo radialista Fernando Romeiro, num programa ao vivo, que foi ao ar das 11:00H às 12:00H.

Durante a entrevista falei sobre meu trabalho na equipe de educação especial do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional da Secretaria Municipal de Lorena e do serviço de Atendimento Educacional Especializado oferecido neste município. Além disso, outros assuntos referentes à pessoa com deficiência visual fizeram parte da palta, tais como acessibilidade, informática e informações sobre minha trajetória pessoal e profissional.

Um espaço foi dedicado a divulgação do trabalho de acessibilidade realizado por Leila em sua Lan House, adaptando todas as máquinas desse estabelecimento para o uso pelas pessoas com deficiência visual por meio de um software de síntese de voz. Na ocasião ela relatou sobre a criação do Espaço "Olhar Real" e de de seus objetivos com relação a inclusão por meio da informática.

Numa entrevista muito descontraida foi possível esclarecer um pouco mais sobre a realidade da pessoa com deficiência visual, incluindo a participação de André Luis, pessoa com deficiência visual. Essa entrevista foi gravada em São Paulo e levada ao ar durante o programa.

Aos ouvintes que telefonarem, foi disponibilizado para sorteio uma camiseta bordada com a mensagem "amizade" em Braille e quatro horas de internet na Lan House de Leila.

Assim que eu tiver acesso ao áudio, publiquei aqui a entrevista para os visitantes deste blog.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AEE de Lorena é destaque no Guia Inclusivo

Atendimento Educacional Especializado em Lorena - 13 de julho de 2011
por Luis Daniel

Um dos processos mais importantes na vida de um ser humano é a aprendizagem, que geralmente se inicia na fase da infância. Mas nem todos conseguem acompanhar a metodologia padrão de ensino e precisam de recursos que estimulam a capacidade de cada um. Entre elas, estão as pessoas com deficiência, seja ela visual, auditiva, motora (física) ou intelectual.

Para se desenvolver o potencial delas, o Ministério da Educação (MEC) determina que os municípios tenham espaços com recursos que supram as necessidades desses alunos. Este programa é chamado de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Aqui no Vale do Paraíba, uma das cidades que possuem este trabalho é Lorena.



Atualmente, a rede municipal conta com sete locais de atendimento especializado. A colaboradora do Guia Inclusivo, a pedagoga Luciane Molina, que trabalha neste programa em Lorena, explica que o atendimento é realizado em horário inverso às aulas regulares e tem o objetivo de complementar o que foi ensinado anteriormente, não as substituindo.

Sala de recursos multifuncionais

O atendimento do AEE é realizado dentro da própria escola, em salas que possuem recursos como moveis acessíveis, materiais didáticos, entre outros recursos pedagógicos voltados a cada tipo de deficiência.

É importante ressaltar, mais uma vez, que a atuação do atendimento educacional especializado é apenas um complemento do ensino regular e não deve segregar quem possui alguma deficiência como acontecia até bem pouco tempo atrás, que depois eram colocados em salas regulares sem o mínimo suporte pedagógico e de acessibilidade necessário.

Os esforços para a concretização da inclusão no ambiente escolar parecem estar surtindo os primeiros efeitos, mas é preciso que os professores estejam capacitados para saber trabalhar com o potencial e a dificuldade de cada aluno.


Fonte:
Guia Inclusivo

Leia também:
Trabalhos desenvolvidos pelo CIAE no Programa “AEE” ganha destaque no portal Guia Inclusivo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Depoimento da aluna Thaís: curso Gpeconline

há aproximadamente um ano e meio, ministro cursos na modalidade à distância pela GPECONLINE . Como autora e professora dos cursos já caminhamos para a sexta turma de formandos com excelentes resultados e grandes índices de participação. Atingimos, com esta formação, profissionais de todo o país que, por motivos diversos, não podem frequentar um curso presencial ou não encontram nada relacionado a essa área na localidade onde vivem e atuam. Realmente cursos de Grafia Braille são raros e, por vezes, pouco divulgados. Nosso objetivo é democratizar o uso desse sistema e desmitificar o código Braille como sendo algo inatingível. A cada turma que passa por mim fica a certeza de que pude contribuir para formar outros multiplicadores; a certeza que pelas mãos desses profissionais tantas outras pessoas com deficiência visual terão oportunidade de acesso à informação e ao conhecimento. A inclusão só será possível por meio do acesso a educação de qualidade. Cada turma tem sua "cara", sua "identidade" e quem passou por ali sempre deixará sua história registrada, como a da cursista que reproduzo abaixo. Destaco que o curso tem, nas suas três semanas iniciais, uma abordagem mais teórica. Entre a semana 4 e a semana 8 temos a prática de escrita e leitura. Na semana 9 a abordagem é sobre o recurso da audiodescrição e, por fim, na semana 10, o destaque são os livros sonoros. Fiquem com o depoimento e a história da cursista Thaís, da sexta turma de formandas do curso Grafia Braille: "Semeando Leitores e Escritores Competentes".


"Quando no módulo 4 cheguei no momento que esperava com ansiedade: Conhecer o incrível método de escrita e leitura utilizado pelos deficientes visuais. Daí para frente o curso passou para um segundo nível de aprendizado, sobre o qual trabalharia até o final do curso. O primeiro contato foi muito mágico, pois através do Alfabraille pude conhecer a estrutura de cada letra, símbolo, número, permitindo que construísse em minha mente um aprendizado sólido e único. Pois, a disposição dos pontos segue não só uma estrutura lógica, mas também toda uma forma de organização que faz com que criemos associações e armazenemos de modo tranqüilo todo aprendizado. A formação das primeiras palavras foi emocionante, pois o que antes parecia algo inalcançável tornou-se algo totalmente acessível, mas tenho a certeza e a convicção de que isto tudo só foi possível devido à forma como tudo foi transmitido através dos vários módulos. No primeiro momento montei quebra-cabeças com nível de dificuldade fácil, depois foi acrescentado mais conhecimento e fui para o nível médio, e por fim cheguei no nível difícil através da leitura de um texto inteiro. Nesta etapa senti o quanto todo esforço tinha valido a pena, senti que realmente o que eu pensava ser “impossível” realmente tornou-se possível e totalmente implantado em minha mente. Tenho plena convicção de que todo esse aprendizado só foi possível devido ao modo como todo o conteúdo nos foi apresentado em cada módulo. Sempre que surgia e surge um módulo novo sei que sempre vai haver um acréscimo importante aos estudos e que virá na hora exata, como em um relógio britânico. Por fim, gostaria de agradecer a professora Luciane por toda sua dedicação e amor doado a todos nós, pois a cada módulo consultado sinto quanto carinho e preocupação existe no preparo de cada um deles para que nada falte ao aprendizado, e tudo seja assimilado da melhor forma possível.
Interessei-me pelo curso, porque tenho a certeza que a inclusão tem a obrigação de sair do papel, e invadir todos os lares preenchendo uma lacuna que antes parecia irreparável. Fico feliz quando vejo as pessoas com deficiência seja ela visual, motora ... atingindo grandes conquistas e indo muito mais além do que a própria família poderia imaginar. Antes eu queria fazer parte dessas conquistas através dos meus ensinamentos, mas hoje posso dizer que faço parte, devido aos aprendizados consistentes e porque não sábios da professora Luciane.E mais ainda me sinto extremamente lisongeada em aprender com ela de forma única e com uma dedicação e um respeito que só profissionais competentes como ela podem transmitir de uma forma responsável e encantadora."

Thaís Araujo da Silva - João Pessoa/PB

Thaís Araujo da Silva Cursa Engenharia Civil e Estatística. Está sempre buscando adquirir novos conhecimentos. Ministra aulas particulares na área de disciplinas exatas para todos os níveis de escolaridade.

Confiram o Guia Inclusivo

Durante essa semana fui destaque, como colaboradora, de dois artigos publicados no Guia Inclusivo . Acessem os links abaixo para conferir as matérias:

Festa junina: todos podem participar
24 de junho de 2011
Postado por:Rodrigo Almeida

Lan houses podem ser obrigadas a oferecer acessibilidade em computadores
23 de junho de 2011
Postado por:Luis Daniel

Trabalho de Conclusão de Curso dá origem ao site Olhar Real

Os leitores deste blog devem se lembrar da
Palestra sobre Dosvox na ETEC em Lorena ministrada por mim no dia 7 de outubro do ano passado. Na ocasião participei, a convite de cinco alunos do curso Técnico de informática, os quais tinham em mente a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) enfatizando o uso da tecnologia pelas pessoas com deficiência visual. De lá pra cá sempre estive reunida com Leila, uma das integrantes desse grupo a fim de orientá-la quanto a construção de um site que pudesse ser facilmente acessado por meio do navegador Webvox. Fizemos alguns testes até os resultados finais. Na última segunda-feira, dia 20/06, o grupo e eu estivemos reunidos novamente em Lorena para as instruções práticas a respeito de como acessar o site construído por eles utilizando o navegador do Dosvox. Com o Título "Olhar Real" o site foi elaborado usando os conceittos de acessibilidade e desenvolvido para dar suporte ao usuário com deficiência visual. Dentre seus objetivos destaco o de disponibilizar maior acessibilidade a sites gratuítos e possibilitar uma maior interação com o mundo virtual. O grupo apresentou o Trabalho na terça-feira, dia 21/06, com resultados super positivos. Confiram o site construido por eles e que foi objeto de estudo para a elaboração do TCC e, que segundo o grupo terá continuidade mesmo após o término deste curso.

Clique aqui para acessar o Site "Olhar Real"

Por e-mail, recebi no dia seguinte da apresentação do trabalho, uma linda mensagem da Leila, que compartilho com vocês:

AGRADECIMENTO TCC
"Obrigada por fazer do aprendizado não um trabalho, mas um contentamento. Por fazer com que nos sentíssemos pessoas de valor; por nos ajudar a descobrir o que fazer de melhor e, assim, fazê-lo cada vez melhor. Obrigada por afastar o medo das coisas que pudéssemos não compreender; levando-nos, por fim, a compreendê-las...Por resolver o que achávamos complicados... Por ser pessoa digna de nossa total confiança e a quem podemos recorrer quando a vida se mostrar difícil...Obrigada por nos convencer de que éramos melhores do que suspeitávamos. Com sua ajuda conquistamos nosso objetivo, agradecemos por compartilhar todos os momentos conosco. Parabens pela sua pessoa , que seu caminhar seja de sucesso e que o autor da vida continue te abençoando ricamente.
Grande abraço
amiga, leyla"

Eu quem sinto-me privilegiada por encontrar pessoas dedicadas em construir um mundo mais "inclusivo". Obrigada Grupo!

domingo, 22 de maio de 2011

Participação na X REATECH - placa


Descrição da imagem: Placa retangular. Moldura prateada. No centro uma placa metálica com bordas pretas em sua volta. Aparece acima o logo da Reatech: um coração azul. Dentro os símbolos de acessibilidade. Por trás do coração aparece uma faixa amarela com a palavra REATECH X Feira Internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade. Logo abaixo a mensagem: Certificamos que BRAILLUMAIS Jogos Acessíveis participou como expositora na X REATECH - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade realizada de 14 a 17 de abril de 2011, na cidade de São Paulo, SP. Na sequência aparecem os logos dos apoiadores do evento: Fundação Selma, Grupo Cipa e Feira Milano. A direita, abaixo do logo, o que se vê é a imagem de um bolo de aniversário com velinhas para comemorar os 10 anos da feira. No canto inferior direito da placa, aparecem os mesmos símbolos de acessibilidade mostrados dentro do coração. Agora da direita para a esquerda são: idoso, obeso, cego, surdo e cadeira de rodas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Esculpindo Imagens com Palavras: A Audiodescrição como Recurso de Acessibilidade Às Pessoas com Deficiência Visual

Assim como as esculturas vão tomando forma pelas mãos de quem as exculpe, as imagens, para quem não vê, se materializam pelo som das palavras. O que elas representam vão além de um simples significado ou descrição. Elas possibilitam, a essas pessoas, acessibilidade, por meio da atribuição de sentido e de significados ao que não pode ser tocado ou experimentado pela visão e, que passa a ser imaginado, interpretado e visto pelos ouvidos.

A técnica consiste no recurso da audiodescrição, que traduz imagens em palavras, expressões faciais e corporais em sentimentos e emoções. Os cenários, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e paisagens ou qualquer outra informação relevante, ganham movimento, contorno e cor por meio das percepções imagéticas na mente do expectador com deficiência visual.

A audiodescrição como recurso de acessibilidade é mais um serviço de tecnologia assistiva que vem contribuir para a independência e autonomia da pessoa com deficiência visual.

Consiste na narração clara e objetiva de todas as informações que aparecem visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos. A técnica traz a formalidade para algo que, antes, era praticado de maneira informal, quando a descrição era solicitada mediante a ausência de pistas sonoras para o entendimento das cenas. Não destina-se apenas a obras cinematográficas, estendendo-se a comerciais, programas de televisão, teatro, musicais, shows e apresentações em geral. Também é uma poderosa aliada do professor no espaço educativo, pois utilizando-se de tais técnicas o profissional da educação poderá tornar suas aulas muito mais atrativas e acessíveis, sem a necessidade de elaborar conteúdo diferenciado apenas para os alunos com deficiência visual. A descrição sonora do ambiente e de cenários estáticos _sem movimentos_ também constitui o foco da audiodescrição, em museus e exposições.
Algumas diretrizes precisam ser consideradas para se efetivar o processo de tradução de imagens, começando pela objetividade. Nesse item deve-se evitar qualquer análise ou interpretação de emoções, devendo-se portanto, permitir que o expectador chegue Às suas próprias conclusões. Em muitos casos a referência à emoção deve estar implícita na descrição. Para que a audiodescrição cumpra seu caráter objetivo, ela deve ser breve e concisa, evitando expressões com significados semelhantes ou afirmações óbvias. Percebe-se que o uso da expressão correta e, quando empregada na medida certa, propicia contornos mais nítidos e coerentes às imagens.

Além da objetividade, uma obra audiodescrita deve utilizar-se de vocabulários amplos para descrever as múltiplas características do que se pretende visualizar, tendo clareza quanto formas, textura, tamanho, posição com relação a um ponto de referência, cor _não evitá-las-, composição ou disposição no cenário, ângulo de visão, posição do narrador e do expectador frente a obra, entre outros.

Para haver uma maior harmonia entre expectador e obra, a audiodescrição precisa seguir uma lógica. A produção tem início com uma descrição ordenada, segundo um ponto referencial. Começa por características mais amplas ou genéricas, até chegar numa referência de suas partes, de forma mais detalhada, sempre procurando posicionar os elementos conforme relação com outros elementos. A audiodescrição não é meramente a descrição de um objeto independente, mas de objetos, situações, gravuras, imagens, cenários e, por isso, precisa ser estruturada partindo de diferentes ângulos de observação em relação simultânea e intermitente.

No Brasil, a primeira peça comercial a contar com o recurso da audiodescrição foi "O Andaime", no Teatro Vivo, em março de 2007. O primeiro filme, "Irmãos de Fé", do Padre Marcelo Rossi em 2005. E a Natura marcou presença como sendo a primeira empresa a veicular um comercial com audiodescrição na Tevê aberta, em 2006. Apesar dessas tentativas isoladas e que tem ganhado força ao longo dos anos, a audiodescrição na programação já é prevista desde 2004, por força do decreto Nº. 5296, que regulamenta a lei que estabelece as normas de acessibilidade. Em 2006, as medidas para disponibilização da audiodescrição foi regulamentada pela portaria nº. 310 do Ministério das Comunicações. Essas regras foram suspensas em 2008 e retomadas a partir de 2010 com a Portaria nº. 188/2010 que determina a veiculação de duas horas por semana de programação com audiodescrição a partir de 1º de julho de 2011 e ampliando esse tempo de exibição, gradativamente. Estamos em contagem regressiva para tal efetivação.

Em ambientes educativos a audiodescrição como ferramenta pedagógica, tem por finalidades, o acesso a materiais bibliográficos, ao currículo e conteúdos escolares, ao mesmo tempo que o restante da turma. Informar disposição do mobiliário, da planta baixa da escola, de objetos, dos espaços de recreação ou de uso comum. Atentar para o trabalho colaborativo em descrição de filmes, slides, mapas, tabelas, fotografias, gráficos, mostras, eventos e exposições no ambiente escolar, entre outros.

Desta forma podemos considerar que Áudio-descrição é recurso para a acessibilidade e que significa que “Se você não vê, poderá ouvir; Se você não ouve, poderá ler; e Se você não lê, poderá compreender. O audiodescritor, portanto, será a ponte entre a imagem não vista e a imagem construída por meio de referências sonoras, conduzidas e esculpidas na imaginação de quem as ouve.

Conheça abaixo um exemplo de comercial sem audiodescrição. Aprecie seu conteúdo e observe os detalhes visuais presentes na obra. Tente captar as informações relevantes e globais, obtidas por meio da visualização das imagens. Note que, nessa etapa, o “enxergar” se mostra determinante para o entendimento da obra e a visão atuará como sentido predominante na busca de pistas necessárias para a compreensão da mensagem transmitida. Se você “fechar” os olhos a interpretação fica prejudicada e a comunicação interrompida.

Campanha Iguais na Diferença – versão sem audiodescrição
Clicando Aqui

Após ter assistido ao comercial acima, o desafio está em assistir ao mesmo comercial com o recurso da audiodescrição.

Campanha Iguais na Diferença – versão com audiodescrição
Clicando Aqui

Note que, no segundo momento, as informações visuais são complementadas pelo som das imagens, produzidas por meio da audiodescrição. As cenas vão se mostrando ao longo da narrativa que, agora se tornou acessível e muito mais rica em detalhes. É possível, então, “fechar” os olhos e ver com palavras. Observe que muitos detalhes visuais podem ter passado por despercebido e, outros, ainda, não estarem contidos na audiodescrição. Isso acontece devido a riqueza de informações e a necessidade de compactação para sincronizar imagem e som. É preciso exercitar a habilidade de “ouvir” e deixar a imaginação e a criatividade construir sentidos e significados para as imagens mentais. Seja você também um amigo da audiodescrição, pois as palavras valem mais do que mil imagens! Luciane Molina, pedagoga e especialista em educação com foco na deficiência visual. Atua no ensino de pessoas com deficiência visual, capacitação de professores e palestrante. Também ministra oficinas de audiodescrição, com foco na tradução de imagens na educação. www.braillu.com
Fonte: Acessibilidade na Prática e Blog da Audiodescrição

Profissional do CIAE é uma das Expositoras da X REATECH, em São Paulo





Tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade voltadas Às pessoas com deficiência foram atração de uma feira em São paulo, a segunda maior do mundo voltada a esse público. A REATECH, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de abril, chega a sua décima edição com muitas novidades. Contou com a presença de mais de 250 expositores de empresas especializadas em vários segmentos, um deles foi BrailluMais, um stand com produtos voltados às pessoas com deficiência visual. São jogos pedagógicos e brinquedos adaptados, construídos artesanalmente e sob a perspectiva do desenho universal, para que todos possam participar e se envolver na brincadeira. A responsável por esse projeto, "Multiplicando Ações Inclusivas", é Luciane Molina, pedagoga do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE).
A criação dessa linha de produtos visa trazer uma nova visão para o ensino da Grafia Braille, e estimulação tátil, por meio do uso lúdico e pedagógico desses materiais, que foram desenvolvidos conforme suas necessidades enquanto pessoa com deficiência visual e profissional que atua na área da alfabetização e capacitação de professores. "Foi uma oportunidade grandiosa para divulgar o quanto podemos contribuir para que a inclusão da pessoa com deficiência visual seja encarada com naturalidade e ela possa participar de atividades em grupos diversos, envolvendo pessoas com e sem deficiência", revela Luciane Molina.
Estiveram visitando o stand pessoas vindas de todo país, incluindo professores, dirigentes de ensino, fisioterapêutas, psicólogos, profissionais da saúde, educação, reabilitação, familiares de pessoas com deficiência, representantes de várias instituições e, as próprias pessoas com deficiência.
Entre os visitantes, o Stand BrailluMais recebeu, na sexta-feira, dia 15/04, a ilustre presença dos profissionais da cidade de Lorena, a coordenadora do CIAE, Elisabet Ferreira, a psicóloga Dênia Gomes e a especialista em educação Débora Rodrigues, ambas também do CIAE e mais 7 professoras das salas de recursos multifuncionais do município. "Ficamos muito felizes de ter uma representante nossa aqui na feira e viemos prestigiar seu stand, um espaço com muitas novidades na área da deficiência visual", diz Elisabet. Para Débora Rodrigues, a feira é um espaço para contatos e interação com pessoas de diferentes lugares e com um objetivo em comum, que é a inclusão das pessoas com deficiência. "já fizemos muitos contatos e pretendemos levar novidades pro nosso município, como palestras e eventos", continua.

Confira, em breve, outras novidades BrailluMais no site: www.braillu.com. Para entrar em contato com Luciane Molina, escreva para braillu@uol.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brinquedos Inclusivos são Lançados em Feira

Brinquedos inclusivos são lançados em feira

Por Luis Daniel


Foto Tancy Costa

A Reatech, todos os anos, traz novidades tecnológicas para pessoas com as mais diversas deficiências. Esta edição lança uma linha de brinquedos inclusivos. A iniciativa surgiu aqui no Vale do Paraíba, na cidade de Guaratinguetá.

Com o nome de BrailluMais, o estande apresenta produtos educativos que põem em contato pessoas que não têm deficiências ou que não conhecem os conceitos de acessibilidade.

Os produtos têm cores fortes e com descrições em Braille para quem temdeficiência visual ou baixa visão possam utilizá-los sem nenhum problema.

A pedagoga Luciane Molina, idealizadora dos brinquedos, ressalta que os brinquedos não são somente para quem tem de deficiência visual. “Os brinquedos foram desenvolvidos com os parâmetros do Desenho Universal, assim todas as pessoas podem usar, promovendo realmente a inclusão”, conta.

Luciane diz ainda que é importante estimular as pessoas com deficiência com as características de se comunicar de forma diferente sem levar em consideração determinada limitação.

Na visita do Guia Inclusivo ao estande, Molina revelou que a ideia dos brinquedos surgiu quando ela ainda era criança. A pedagoga tem deficiência visual desde a infância e sempre pedia para sua mãe, que trabalha com artes, fazer os brinquedos com características que pudesse brincar.

Depois de formada, Molina passou usar esses brinquedos em suas aulas e palestras de educação inclusiva. Ela conta que a produção em maior escala se iniciou após o interesse e convite da organização da Reatech para participar da feira há mais ou menos dois meses.

Além dos brinquedos, outros produtos também estão expostos, como camisetas com dizeres em Braille e em altorrelevo.


Fonte:
Guia Inclusivo

domingo, 3 de abril de 2011

Depoimento do aluno Altair - Curso Grafia Braille


Hoje, trago aos leitores deste blog o depoimento de um aluno da 4ª turma do curso Grafia Braille: "Semeando Leitores e Escritores Competentes", ministrado por mim na modalidade EaD.
Emocionada fiquei, com tantas novas conquistas dos alunos, que Altair Sebastião de Souza sintetiza com muita propriedade em seu depoimento, registrado abaixo.

"AS RARAS VEZES QUE TIVE CONTATO COM ALGUM MATERIAL EM BRAILLE, ANTES DE INICIAR ESSE NOSSO MARAVILHOSO CURSO "GRAFIA BRAILLE: SEMEANDO LEITORES E ESCRITORES COMPETENTES" FICAVA IMAGINANDO COMO SERIA POSSÍVEL DESVENDAR AQUELES "EMARANHADOS EMBARALHADOS AMONTOADOS DE PONTINHOS"?!!! CHEGUEI ATÉ A AUDÁCIA LAMENTÁVEL DE TER "PENA" DA PESSOA CEGA, POIS COITADOS, COMO DEVERIA SER DIFÍCIL LER AQUELA CONFUSÃO DE PONTINHOS!!!! QUASE UM VIDENTE, MAS AQUI VIDENTE NO SENTIDO DE ADIVINHAÇÃO... MAS TÃO LOGO INICIEI O CURSO E LENDO TODA A PARTE TEÓRICA COMECEI A TER A EXATA NOÇÃO DO QUÃO MARAVILHOSO SÃO OS FUNDAMENTOS DA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA CEGA. MUITO INTERESSANTE PERCEBER QUE O CEGO POSSUI CAMINHOS MUITO ESPECÍFICOS PARA SE CHEGAR A APRENDIZAGEM, OS SENTIDOS UTILIZADOS SÃO OUTROS, NO CASO O TOQUE... E DO TOQUE TODOS OS OUTROS SENTIDOS SÃO ESTIMULADOS. MAS O MAIS FANTÁSTICO É PERCEBER QUE APRENDEM, ASSIM COMO QUALQUER OUTRA CRIANÇA, SÓ NECESSITAM DE ESTÍMULOS ESPECÍFICOS. EMOCIONEI-ME MUITO QUANDO TIVE A EXATA CERTEZA DE QUE O BRAILLE ASSUME PAPEL ESSENCIAL, FUNDAMENTAL NA VIDA DA PESSOA CEGA. POIS O BRAILLE É A POSSIBILIDADE MAIS ENCANTADORA DE INSERÇÃO DESSAS PESSOAS NA SOCIEDADE, DANDO-LHES SUBSÍDIOS PARA ESTAREM DISCUTINDO POLÍTICA, CULTURA, ÉTICA E OUTROS. OU SEJA, O BRAILLE É INCLUSÃO EFICIENTE DA PESSOA CEGA. DEDIQUEI-ME E E AO CONSEGUIR LER AS PRIMEIRAS PALAVRAS TIVE A SENSAÇÃO MAIS MARAVILHOSA DA DESCOBERTA, DA VITÓRIA. VOLTEI-ME AOS MEUS PRIMEIROS ANOS DE ALFABETIZAÇÃO, SÓ QUE AGORA MAIS CONSCIENTE. MAS A EMOÇÃO NÃO PAROU, POIS AGORA CONSEGUINDO LER FRASES E TEXTOS , SENTI-ME O MENINO QUE OUTRORA SE EXTASIAVA COM CADA LIVRO QUE CONSEGUIA LER. LER O TEXTO GRAFADO EM BRAILLE PARA MIM TEM O GOSTINHO DO LER POESIA... DO CONTAR HISTÓRIA... DO LER UM ROMANCE... DO OBSERVAR UMA TELA DE VAN GOGH E DESVENDAR SEUS SEGREDOS E BELEZAS. LER BRAILLE É TER A POSSIBILIDADE DE LER O MUNDO POR OUTROS PRISMAS... É PRIVILÉGIO. CLARO QUE SINTO UM FRIO NA BARRIGA... MAS SÃO AS BORBOLETAS QUE INSISTEM...."

ALTAIR SEBASTIÃO DE SOUSA , É DE PIEDADE DO RIO GRANDE -MG. PROFESSOR DE PORTUGUÊS , INGLÊS , LITERATURA E CONTADOR DE HISTÓRIAS . ALUNO DA 4ª TURMA DO CURSO GRAFIA BRAILLE: "SEMEANDO LEITORES E ESCRITORES COMPETENTES", PELA GPEC.

Exposição fotográfica "Olhares" com audiodescrição no MIDIACE


A Midiace, Mídia Acessível dedica-se ao estudo e implementação da acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, por meio da audiodescrição para cegos e legendagem para surdos. Tem promovido exposições de fotografias audiodescritas em seu site e, neste mês de abril, a convidada foi a fotógrafa e bióloga Ju Panissa. Suas fotografias proporcionam a expressão dos sentimentos para quem veja com os olhos e a quem veja com as palavras. Ju Panissa também possui um blog, onde publica suas fotografias e a descrição de cada uma delas, sendo uma das pioneiras em fotos audiodescritas.

Confira a exposição "OLHARES", com imagem e áudio das fotografias Clicando aqui

Para visitar o blog de Ju Panissa, intitulado "Foto Audiodescrita" Clique aqui

Descrição da Imagem: foto vertical, Ju Panissa com a máquina fotográfica na posição do próximo click mirando a máquina que a fotografou.

terça-feira, 29 de março de 2011

Acessibilidade na Prática - Deficiência Visual: formas de leitura e acessibilidade à informação

28/03/2011 - Deficiência visual: formas de leitura e acessibilidade à informação
Por Luciane Molina

A prática do desenvolvimento de sistemas, produtos e serviços para serem utilizados com segurança e autonomia por pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida constitui o conceito atual de acessibilidade. Essa condição deve, não apenas permitir que essas pessoas participem de atividades que incluam o uso de produtos, serviços e comunicação, mas também a inclusão e o uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população, ou seja, é a possibilidade de qualquer pessoa usufruir de todos os benefícios da vida em sociedade.


Segundo o Decreto nº. 5.296 de 2 de dezembro de 2004, acessibilidade está relacionada em fornecer condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Ainda neste decreto, encontramos que esses impedimentos são denominados "barreiras", quando existir qualquer entrave ou obstáculo que limite ou empeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou ter acesso à informação.


Dentre os dispositivos legais, temos ainda a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que ganhou status constitucional a partir da promulgação do decreto nº. 6949/2009 e, prevê também o direito à acessibilidade no sentido de promover, proteger e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente.


Nesse sentido, a deficiência não é apenas entendida sob a perspectiva médica ou "da falta" de algo, precisando se adaptar para o convívio em sociedade. Hoje a deficiência é vista sob a ótica social, já que o que impede a plena participação são as barreiras encontradas na sociedade. Sendo assim, quanto menor for a barreira, quanto maior a possibilidade e a facilitação do acesso, menor será o impacto da deficiência na interação com o meio.


Deficiência visual

O termo cegueira não significa, necessariamente, total incapacidade para ver. Na verdade, sob cegueira poderemos encontrar pessoas com vários graus de visão residual. Engloba prejuízos dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras (visão corrigida do melhor dos seus olhos permite enxergar há 6 metros o que uma pessoa de visão normal enxerga há 60 metros). Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que tem somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisa aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão; e como possuidor de baixa visão aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.


Segundo o Censo do IBGE 2000,da população brasileira (169 milhões de habitantes), 14,5% (24,5 milhões) são pessoas que têm deficiência (visual, motora, auditiva, mental, física). Desses, 48,1%, mais de 16 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência visual no Brasil e, dentre elas, 159.824 se declararam incapazes de enxergar.


Considerando que o sistema visual recebe e interpreta, de forma instantânea e imediata, mais de 80% dos estímulos do ambiente, as pessoas com deficiência visual necessitam fazer uso dos demais sentidos para interagir com o mundo a sua volta e, por isso, precisam estar inseridas num ambiente estimulador, contar com a mediação e condições favoráveis para a exploração de seu referencial perceptivo. Isso não implica o desenvolvimento compensatório dos outros sentidos, levando à crença de que cegos têm uma maior audição ou possuem sexto-sentido.


Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. O fato é que para as pessoas com deficiência visual, o canal de informação não será visual, e o referencial perceptivo passará pelo desenvolvimento dos sentidos remanescentes, ou seja, elas recorrem às informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa com mais freqüência para guardar na memória os esquemas de que precisam para construir suas pistas e interagir com o mundo.


A ativação contínua desses sentidos faz com que o deficiente visual crie habilidades e desenvolva processos particulares de codificação que formam imagens mentais, que será ampliada conforme o grau e a pluralidade de experiências ao longo da vida. São as experiências significativas, contextualizadas, vividas e internalizadas pelo deficiente visual que formam a imagem mental de que ele necessita.


Sistema Braille

O Braille é um sistema de leitura tátil e escrita para pessoas com deficiência visual, inventado pelo francês Louis Braille (1809-52). Ainda jovem, quando freqüentava o Instituto de Cegos de Paris, ele adaptou um método de comunicação militar, desenvolvido por Charles Barbier, que utilizava um sistema fonético de pontos, traços e buracos e possibilitava a comunicação noturna entre oficiais do exército francês. Esse novo sistema, adaptado por L. Braille, passou a utilizar pontos em relevo, possibilitando o manuseio pelas pessoas cegas, tanto na escrita como na leitura. As dificuldades para a implementação deste sistema passou, sobretudo, por uma forte negação de que seria verdadeiramente eficiente para a comunicação, até o impedimento do uso desse código entre os alunos dessa instituição. O reconhecimento veio após sua morte e o sistema Braille começa a ganhar o mundo. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotá-lo como forma oficial de escrita entre os cegos, em 1854, no Instituto Benjamin Constant - RJ.


O Sistema Braille é a representação do alfabeto convencional através de pontos em relevo, que o cego distingue por meio do tato. Utilizando seis pontos salientes, podem-se fazer 64 combinações que representam letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais de matemática, e notas musicais. Os símbolos Braille são formados por unidades de espaço conhecidas como células ou celas. Uma célula Braille completa consiste de seis pontos dispostos em duas colunas paralelas contendo três pontos cada. A posição do ponto é identificada por números de um a seis, da esquerda para a direita e de cima para baixo.


Através do sistema Braille o deficiente visual vê suas possibilidades ampliadas, de acesso à informação e comunicação. O mundo passa a ter sentido e construir significados por meio daquilo que, até então, estava oculto pela falta de acesso. São múltiplas possibilidades de atribuir sentidos e construir imagens para representar o mundo que se amplia e se desvenda na ponta dos dedos. Ao tocar o papel sabe-se que aqueles pontos ganham um contorno próprio, que vão além das palavras para ganhar vida na imaginação do seu interlocutor.


Sendo assim, não basta apenas decodificar letras em palavras. O ensino do Braille demanda técnicas que vão desde a etapa da estimulação sensorial até o uso de equipamentos específicos para a produção dos pontos. Necessita ser acompanhado por um profissional especializado que, além das letras, lhe ensinará a criar significados e construir esquemas perceptivos peculiares a cada etapa do aprendizado do Braille. São habilidades motoras, táteis e imagéticas que compreendem o processo como um todo, garantindo futuras aquisições e qualidade de uso.


A acessibilidade à informação por meio do código Braille passa por um criterioso processo de adaptação do conteúdo. Isso porque converter uma informação impressa para uma informação tátil demanda conhecer as especificidades desse código, tais como:



1. Um conteúdo impresso quando transcrito para o Braille tem seu volume ampliado, ou seja, cada página em tinta pode resultar em até 5 páginas em Braille;
2. O custo alto da impressão, pois demanda o uso de equipamentos específicos, folhas com gramatura superior às convencionais e tempo de trabalho para adaptação;
3. Armazenar as obras e transportá-las é algo bastante complexo pelo grande volume dos materiais;
4. Inexistência de obras suficientes para toda demanda.


Além dos livros em Braille, o uso desse código seria muito útil em rótulos de produtos, medicamentos, bem como para outras identificações e sinalizações, em geral. A vantagem reside no fato do contato direto com as palavras, notando-as de sentido ao tocar. Permite conhecer a ortografia, estrutura gramatical e distribuição do texto no papel.


Como nem todos os deficientes visuais são usuários do sistema Braille, temos também outras ferramentas que garantem a acessibilidade à informação, como os livros falados e softwares de síntese de voz para computadores.


Livros falados

São obras que se propõe a ser uma versão falada do livro impresso, sendo um livro auxiliar do livro em Braille. O "ledor", pessoa que grava as obras lendo-as em voz alta, precisa ser fiel ao conteúdo, respeitando pontuação e fazendo pausas, se houver a necessidade da soletração. A leitura sem efeitos sonoros ou sonoplastia, parte do princípio de que o cego precisa construir sozinho o sentido do que está sendo lido, sem interferências externas. Tem como ponto forte a questão da facilidade de transporte e armazenamento dos livros, bem como a rápida produção. O ponto negativo reside no fato da impossibilidade da interação com a grafia das palavras, o que faz com que muitos deficientes visuais, usuários somente de livros falados, possuam dificuldades para a escrita, grafando as palavras com o mesmo som que ouvem.


Informática para cegos

Deficientes visuais talvez tenham sido os mais beneficiados pela tecnologia, em especial de computação. Hoje, com a ajuda de computadores, scanners, impressoras e outros equipamentos, um cego é capaz de “escrever e ser lido, e ler o que os outros escreveram". O uso do computador pelo deficiente visual tornou-se possível graças ao desenvolvimento de leitores de tela e sintetizadores de voz capazes de transmitir oralmente toda a informação visual disponível no monitor. Com o uso desses recursos de áudio essas pessoas podem desempenhar, desde tarefas mais simples até as mais complexas e, que exigem um maior conhecimento das funções de informática. A grande vantagem, porém, está na economia de tempo e de recursos financeiros como por exemplo: com o uso de um scanner podemos digitalizar livros para serem lidos através de um editor de texto com voz sintetizadas ou, utilizando uma impressora Braille, adaptar rapidamente a obra e imprimi-la para o uso imediato. Existem vários softwares gratuitos ou comercializados para o uso de deficientes visuais, bem como a possibilidade de configurações diversas quanto ao idioma, tonalidade de voz, entonação, velocidade de leitura e tipo de fala sintetizada. Encontra-se nesse grupo o Sistema Dosvox, com possibilidades de trabalho por meio do lúdico e jogos de interação.


Porém, somente os recursos tecnológicos se tornam insuficientes se não considerarmos requisitos básicos de acessibilidade web. Podemos citar como exemplo construções de sites seguindo as diretrizes da W3C. Se os requisitos de acessibilidade não estiverem disponíveis nos aplicativos e serviços, os leitores de tela esbarram nas barreiras comunicacionais e nos deixam no escuro.


O acesso à informação pelos computadores traz como ponto positivo a facilidade de juntar a audição do texto com a possibilidade de fazer-se a soletrarem, a verificação da grafia das palavras. Por meio dos softwares leitores de tela as pessoas cegas acessam de maneira completa os textos e a informação de maneira muito rápida e precisa, acompanhando a velocidade com que são produzidas e distribuídas na rede.


Luciane Molina é pedagoga. Deficiente visual, atua na capacitação de professores e ensino de recursos de acessibilidade à deficientes visuais. Palestrante e consultora sobre temas que envolvem inclusão, sistema Braille, informática adaptada, soroban e audiodescrição. Mantém um blog: www.braillu.com e desenvolve projetos voltados a inclusão escolar do deficiente visual. Para contato: braillu@uol.com.br



Postado por Frederico Rios às 21:30

Fonte:
www.acessibilidadenapratica.com

domingo, 27 de março de 2011

Multiplicando Ações Inclusivas no Amaieski's Blog

Multiplicando Ações Inclusivas - Braillu MAIS

Por Angela Maieski


foto 1

Sou uma otimista incorrigível e continuo acreditando que pessoas podem desenvolver uma consciência crítica e ética através da reflexão. Há vários anos venho montando uma oficina de sensibilização na qual os alunos são convidados a participar colocando-se no lugar de uma pessoa com deficiência. A simulação é realizada com uso de vendas, protetores auriculares e eventualmente, com cadeiras de rodas. Difícil era encontrar brinquedos e jogos para deficientes visuais e solicitei que algumas turmas da EJA – Educação de Jovens e Adultos colocassem sua criatividade em ação. Criaram alguns jogos em EVA (Etil, Vinil e Acetato) e outros em madeira. O jogo de damas apresenta inconformidade (foto1), para ser adequado teria que ser refeito, colocando-se pinos em todas as peças e ranhuras na metade delas, mas o jogo da velha (foto2) permite jogar sem entraves.


foto 2

Agora a boa notícia: através do Projeto Multiplicando Ações Inclusivas foram criados jogos pedagógicos e brinquedos adaptados para deficientes visuais, suprindo assim uma lacuna relativa ao processo de alfabetização Braille e estimulação tátil.

A pedagoga Luciane Maria Molina Barbosa que atua no ensino de deficientes visuais, ela própria deficiente visual, vem realizando trabalhos voltados à alfabetização Braille, reabilitação, apoio escolar e informática com softwares de voz integrado, lançou o projeto BRAILLU MAIS – “Multiplicando Ações Inclusivas”- www.braillu.com e estará participando entre 14 e 17 de abril da REATECH 2011, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade em São Paulo.

São ações assim que permitem uma melhor qualidade de vida, para aqueles que por problemas congênitos ou adquiridos, precisam aprender ou reaprender a perceber, reconhecer e se locomover no espaço que nos cerca.

Fonte:
http://amaieski.wordpress.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Divulgando Produtos para Deficientes Visuais: Braillu MAIS


Descrição do folder:
Fundo alaranjado. No canto superior direito encontra-se o logo "Braillu MAIS". à esquerda, texto de divulgação reproduzido a seguir. Embaixo, alguns modelos ilustrativos de jogos e acessórios: chaveiro personalizado, dado com palavras no formato bastão e Braille, alfabraille, alfabeto Braille vazado e jogo de memória/quantidade.

BRAILLU MAIS - JOGOS ACESSÍVEIS

Com o tema "Multiplicando Ações Inclusivas" pretende-se colocar no mercado uma grande variedade de produtos voltados aos deficientes visuais, tendo como base a inclusão, a educação e o lazer. Construídos artesanalmente e sob a perspectiva do "desenho universal" os jogos e brinquedos acessíveis trazem uma nova visão para o ensino da Grafia Braille e estimulação tátil, por meio do uso lúdico e pedagógico desses materiais. Também adaptamos jogos diversos e comercializamos acessórios, tais como camisetas, chaveiros e lembranças personalizadas em Braille.

Consulte-nos para conhecer nosso catálogo de produtos.

BRAILLU MAIS - "Multiplicando Ações Inclusivas"
e-mail: braillu@uol.com.br
www.braillu.com

Nos dias 14, 15, 16 e 17 de abril estaremos na REATECH 2011, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - Estande nº: E 104 - Rua: 100 - Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, São Paulo.

Aguardamos sua visita!

Descrição do logo: figura circular, nos tons que vão do amarelo ao laranja. No canto superior esquerdo a marca "Braillu MAIS, contorna o círculo. Ao centro, as palavras Multiplicando Ações Inclusivas sobre um spiral que termina com a mensagem no canto inferior direito: jogos acessíveis.

terça-feira, 8 de março de 2011

A "inclusão" cabe no seu Twitter?

Quem ainda não ouviu falar em Twitter? Nos dias de hoje essa rede social se popularizou e passou do entretenimento à informação, um espaço compartilhado onde nem tudo é permitido, porém, possível dentro dos 140 caracteres. Tamanha sua popularidade que o verbo "tuitar" já faz parte dos verbetes da nossa língua. Passamos a conviver também com os termos próprios que o twitter nos ofereceu __ e digo que o cardápio é farto __, os triviais follow/unfollow (seguir/largar), retuitar, responder e enviar uma dm, conhecida como direct message, entre outros.

Além disso, o twitter também se tornou popular entre deficientes visuais, cujas possibilidades de inclusão vão além dos 140 caracteres para conquistar o mundo. As diferenças são minimizadas e imperceptíveis, diante da diversidade humana e todas as formas de expressão que ela nos oferece.

A grande maioria dos deficientes visuais acessa o microblog twitter através do cliente QWITTER que, além de outras aplicações, foi desenvolvido para oferecer mais conforto e acessibilidade a esse público. Acessar o Twitter, então, se tornou muito mais prático. Podemos gerenciar uma ou mais contas e através de comandos específicos do aplicativo, controlar as diversas guias. O programa não é visual, sendo que todas as aplicações e mensagens são faladas, conforme a voz sintetizada que está sendo executada em seu sistema operacional. Sendo assim, o que você ouve não aparece na tela, a menos que você abra alguma janela popup para digitar um tweet, uma dm, retuitar, entre outras operações controláveis pelos comandos do manual de instruções.

Para conhecer mais sobre o QWITTER visite o
Site Oficial do QWITTER

Multiplique os 140 caracteres em 1000 oportunidades de informação, entretenimento, conhecimento e inclusão. Para me seguir e saber mais: www.twitter.com/braillu

domingo, 6 de março de 2011

"Braillu MAIS" na REATECH 2011



"Braillu MAIS" - Multiplicando Ações Inclusivas

Os jogos e brinquedos acessíveis para deficientes visuais foram desenvolvidos utilizando diversos tipos de texturas, relevos e materiais. São construídos, artesanalmente, sob a perspectiva do "desenho universal", podendo ser destinados tanto para deficientes visuais ou pessoas que enxergam no ensino do Braille, em atividades escolares e entretenimento. Também possuem cores em contraste para quem tem baixa visão.

Os produtos "Braillu MAIS" estarão na X REATECH, de 14/04 a 17/04. Venham conferir nossos lançamentos!

Em 2011, a REATECH aguarda sua visita!



Entre os dias 14 a 17 de abril de 2011, acontecerá em São Paulo, pelo décimo ano consecutivo, a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (REATECH). O evento, com entrada franca, tem o objetivo de desenvolver negócios e trazer novidades para o mundo dos deficientes de uma forma geral, visando promover a inclusão da pessoa com deficiência por meio da exposição de produtos com acessibilidade, palestras e debates, Apresentar as novas tecnologias, lançamentos de equipamentos e serviços do Brasil e do exterior, adaptações diversas e seminários com especialistas renomados.

No ano passado, a feira reuniu cerca de 230 expositores de todo o Brasil e recebeu por volta de 45 mil pessoas, incluindo profissionais da educação, saúde, reabilitação e pessoas com deficiência que, encontram nesse espaço uma oportunidade de estabelecer novas amizades, rompendo as barreiras de suas limitações físicas ou sensoriais para descobrir novas possibilidades de inclusão.

Em 2011, a REATECH aguarda sua visita!

10ª REATECH - 2011
Data: 14/04/11 até 17/04/11
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Cidade: São Paulo - SP
Informações: www.reatechvirtual.com.br/

sábado, 5 de março de 2011

Tecnologia Inclusiva para Pessoas com Deficiência Visual

Tecnologia inclusiva para pessoas com deficiência visual

2 de março de 2011 | Postado por:Luis Daniel

Muitos pensam que as pessoas com deficiência visual não podem usar o computador por não enxergarem a tela, mas essa realidade mudou faz tempo. Softwares que interpretam as informações contidas nas telas e as transformam em vozes sintéticas para que sejam ouvidas.

O Brasil desenvolveu seu próprio software gratuito de acessibilidade, o Dosvox, em 1993, dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com um ambiente próprio e aplicativos específicos, ele pode ser usado em vários idiomas.

Há vários leitores de tela que são compatíveis com o sistema operacional Windows, entre eles estão o Jaws, Virtual Vision, Windoweyes. Todos são comercializados.

Carlos Alberto Peres da Silva trabalha na gráfica Pró-Braille, do Provisão, em São José dos Campos. O computador faz parte do seu dia-a-dia há cinco anos. Atualmente ele utiliza o programa Virtual Vision como leitor de tela.

Silva, que está no último ano do curso de Letras na Univap, costuma estudar e ler os clássicos da Literatura no computador, por meio de livros virtuais (e-books). Entretanto, ele encontra dificuldade quando o arquivo não é em Word. “Quando o arquivo está em formato PDF, o Virtual Vision não consegue ler e em alguns casos peço ajuda a minha esposa para transferir para o Word”, afirma.

A pedagoga Luciane Molina ressalta que não bastam apenas os leitores de tela, segundo ela, é preciso que as aplicações sejam desenvolvidas seguindo critérios básicos de acessibilidade. “Caso contrário, o leitor esbarra em obstáculos e, nem mesmo eles serão capazes de ler a tela, um exemplo são as animações em Flash”, diz Luciane.

Apesar de não ser comercializadas na mesma quantidade que o Windows da Microsoft, a Apple tem incorporado a seus produtos de software e hardware conceitos de desenho universal, como, por exemplo, o leitor de tela Voiceover integrado na plataforma iOS (Sistema Operacional Móvel da Apple). Produtos também como Iphone, Ipad ou Ipod Touch podem sair da loja com conceitos de acessibilidade.



Fonte: http://www.guiainclusivo.com.br/2011/03/tecnologia-inclusiva-para-pessoas-com-deficiencia-visual/

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sentidos possibilitam contato entre deficientes visuais e o mundo

10 de fevereiro de 2011

deficiente visual Victor Augstroze usa seus sentidos para tocar piano

por Rodrigo Almeida

O ser humano possui cinco sentidos: a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar. Na falta de um deles, os outros acabam sendo imprescindíveis no cotidiano de uma pessoa. É o caso das pessoas com deficiência visual, que, com a falta da visão, acabam buscando outras formas de interagir com o mundo.

O massoterapeuta Victor Augstroze, de 20 anos, perdeu totalmente a visão aos dez anos de idade. Ele ressalta a importância dos sentidos na vida dos deficientes visuais. “Os sentidos para nós cegos, são de extrema importância, já que é nossa forma de reconhecer nosso ambiente e, também, de nos locomovermos”, ressalta.

Entre os sentidos mais utilizados no cotidiano de Victor, está o tato (percepção por meio da pele), pois este é um importante instrumento para o seu trabalho, que é o de massoterapeuta. Ele afirma que o barulho existente nas ruas atrapalha o uso dos sentidos no cotidiano, mas que “são barulhos inevitáveis, e se aprendermos a lidar com eles, tudo ficará a mil maravilhas”.

Questionado sobre a vivência de uma situação diferente envolvendo o uso dos sentidos, Victor respondeu que isso aconteceu na primeira vez em que recebeu e também aplicou o reiki, um tipo de terapia feita através da imposição das mãos e que se baseia na canalização de energia.

Estímulos desde cedo

A pedagoga Luciane Molina, que possui deficiência visual, ressalta que a pessoa que não enxerga deve ser estimulada a utilizar os outros sentidos desde cedo, ou a partir do momento em que perde a visão. “Ela precisa aprender a desenvolver esses sentidos, criando esquemas ou mapas mentais que ajudem, por exemplo, a localizar uma padaria. São pistas que o indivíduo vai captando, tais como aroma, deslocamento do ar, barulhos e ruídos”. Luciane também destaca que outros fatores, como o calor do sol, podem auxiliar na localização de uma pessoa que não pode enxergar.

Luciane explica que algumas atividades podem ser realizadas para estimular o uso dos sentidos, como atividades psicomotoras – que valorizam o esquema corporal de movimentação e orientação – lúdicas, de memória sonora, jogos exploratórios de texturas, para trabalhar a iniciação ao sistema Braille e jogos de desafio, tais como dominós, dama, xadrez, entre outros.

Fonte: www.guiainclusivo.com.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Inclusão Digital que vai além do Método Braille - Reportagem canção Nova

A Minha participação na matéria sobre Inclusão Digital, veiculada no Jornal da Canção Nova, sexta-feira, dia 04/02, já encontra-se disponível no
Site da Canção Nova

Confiram clicando no link acima.

Inclusão digital que vai além do método braile
Tags: deficiência visual inclusão digital notícias
Categoria: Especial
Duração: 00:03:06
Data: 07/02/2011
Descrição: Atualmente, o Brasil possui em média três milhões de deficientes visuais, mas de que forma eles podem ser incluídos na era digital? Veja na reportagem de Filipe Chicarino.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Gravação para matéria na TV Canção Nova



Hoje estiveram em casa a equipe do jornalismo da Canção Nova com o Jornalista Filipe Chicarino para uma gravação comigo. A reportagem tem como tema a inclusão digital do deficiente visual e o uso das redes sociais. Também esteve presente na entrevista o músico Flávio Augusto, que relatou a importância do contato com a informática. A matéria vai ao ar amanhã, dia 04 de fevereiro, a partir das 19:30 H na TV Canção Nova.

Confiram as fotos dos bastidores da gravação.

Descrição da imagem:
Foto 1: Jornalista Filipe Chicarino e Luciane, a entrevistada.
Foto 2: Flávio Augusto, Filipe Chicarino e Luciane

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Matéria - Jornal Santuário: Acessibilidade e Informação




Pág. 08 11 A 17 DE DEZEMBRO DE 2010

Edição n. 5.518

Acessibilidade e informação

A tecnologia contribui para que os deficientes visuais possam se informar

FILIPE CHICARINO

A professora Luciane Maria Molina Barbosa (27) é de Guaratinguetá (SP). O jornalista Marcos Lima (27) é do Rio de Janeiro. Além da idade, os dois têm outras coisas em comum. Duas delas são: ambos são deficientes visuais e consumidores de informação.
A história de Luciane e Marcos é muito parecida. Tanto a professora como o jornalista nasceram com a visão debilitada e com o passar dos anos foram ficando cegos.
Entretanto, a deficiência visual não os impediu de continuarem vivendo, traçando metas e as cumprindo. Após concluir o ensino médio, Luciane tinha certeza que sua vocação era atuar na educação. Sendo assim, cursou o magistério e depois ingressou na universidade para estudar pedagogia.
Já Marcos tinha como desejo cursar jornalismo. Ele prestou vestibular na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e depois de quatro anos concluiu o curso.
E para que eles pudessem ter a boa formação que tem, ambos se transformaram em consumidores de informação.

Era da informação

Inúmeros pesquisadores insistem em seus artigos e pesquisas que vivemos na era da informação.
“Este século tem sido denominado como a era da informação. Associado a isso, temos testemunhado vários avanços tecnológicos em diversas áreas Dentre elas, duas que têm causado significativo impacto sobre o modo de vida das pessoas: computação e telecomunicações”, apontou Antônio Mendes da Silva Filho, Doutor pela Universidade Federal de Pernambuco.
Hoje em dia, grande parte dos cegos se informa por meio da internet, utilizando softwares específicos que fazem à leitura em voz alta do que está sendo reproduzido no monitor do computador.
“Com relação à internet, a informação pode ser acessada por meio dos sites de notícias ou pelo twitter, que tem sido uma excelente fonte de conhecimento”, explica Luciane.
Graças aos recursos provenientes da tecnologia, Marcos consegue ler conteúdos jornalísticos como jornais e revistas que antes da internet era praticamente improvável.
“Faço no computador tudo o que uma pessoa vidente (quem enxerga) faz. Quanto mais desenvolvidas as ferramentas, mais acessíveis elas se tornam. Elas também possuem capacidade para incluir um número maior de pessoas”, ressaltou o jornalista.
No que diz respeito a televisão e o rádio, Luciane diz que esses meios também trazem grandes possibilidades de interação com os acontecimentos. “Porém, a TV deixa a desejar quando não se tem recursos de audiodescrição para informar o que acontece nas cenas em que não há falas”, explicou.
Ainda falando de internet, os sites de conteúdos jornalísticos são muito utilizados pelos deficientes visuais para obter informação. Entretanto, quando esses sites são construídos fora dos padrões de acessibilidade, a tarefa de se informar torna-se difícil e complicada. São as chamadas barreiras comunicacionais.
Foi pensando nisso que Cristiely Lopes Carvalho (22), aluna do curso de comunicação social da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa em São Borja (RS) dedicou - se ao seu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.
Assim como Luciane e Marcos, Cristiely também é deficiente visual. Ela debruçou - se em uma pesquisa envolvendo a acessibilidade e usabilidade do site do Jornal Zero Hora, um dos maiores do Brasil.
“Acredito que hoje os problemas mais comuns nos sites jornalísticos são relacionados à estruturação das páginas, que nem sempre oferecem boa acessibilidade e usabilidade, o que dificulta a permanência do deficiente visual no site, tendo em vista os problemas no acesso aos conteúdos, causados pela estruturação da página”, explicou a universitária.
Depois da apresentação do trabalho, Cristiely quer dar prosseguimento à pesquisa. “Quanto mais a questão for abordada, mais se dá atenção à temática, e é isso que pretendo em relação a acessibilidade e a usabilidade na internet”.
Cristiely acredita que pesquisas semelhantes a que fez, poderão incentivar as empresas a estruturar seus sites, pensando na acessibilidade e usabilidade.

Falta fiscalização

Nem todos os veículos de comunicação estão preparados para abastecer de informação todos os públicos, inclusive os deficientes visuais.
“Embora hajam leis que regulem a forma de distribuição e publicação, por meio das principais mídias, dos conteúdos jornalísticos voltados para aqueles que tem necessidades especiais, praticamente nenhum veículo adapta o seu conteúdo visando contemplar o que é previsto em lei”, chama a atenção o mestre Marco Bonito, professor da UNIPAMPA.
O professor orientou o TCC de Cristiely, e o resultado final foi preocupante em relação as questões de acessibilidade e usabilidade.
“Ficamos com a impressão de que as leis existem, mas ‘não pegaram’. Também não há fiscalização e nem pressão da sociedade nesse sentido, bem como não há profissionais especializados nisso no mercado, embora isso não seja uma boa desculpa para o fato”.

Revista Falada

Os deficientes visuais também podem ter acesso a informação por meio de revistas faladas. É o caso da revista Veja, produzida em áudio pela Fundação Dorina Nowill para Cegos e distribuída para 750 deficientes visuais cadastrados.
“A revista é lida por ledores profissionais toda segunda-feira pela manhã. Ao meio-dia, ela já está editada e pronta para ser enviada pelos Correios. As pessoas com deficiência visual cadastradas recebem na quarta-feira, data de capa da revista impressa”, explicou Daniela Santos Coutelle, assessora de comunicação da fundação.

Legenda das imagens:

Legenda imagem 1: Luciane trabalha atualmente com a capacitação de professores

Legenda imagem 2: Além de jornalista Marcos também é atleta. Nesta foto ele está esquiando na Europa

Legenda imagem 3: A criação do sistema Braille, em 1825 foi um marco na história da inclusão dos cegos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Projeto Braille Acessível: os resultados da multiplicação do conhecimento







Vocês se lembram de Franqueslane? Ela foi aluna da 1ª turma do curso Grafia Braille: “semeando leitores e escritores competentes”, pela Gpeconline . Após concluir o curso, ela se tornou multiplicadora das informações sobre deficiência visual através do “Projeto Braille Acessível”, desenvolvido em Gurupi – TO.
Agora os resultados deste projeto ela compartilha conosco. Acompanhe:

“O Projeto Braille Acessível surgiu mediante as dificuldades que os educandos com deficiência visual inclusos no Ensino Fundamental enfrentam no processo de leitura e escrita, pois os demais à sua volta não conhecem o Sistema Braille de leitura para cegos. Essa dificuldade nos levou a criarmos esse projeto para divulgação desse sistema, o qual tem o intuito de melhorar a inserção desse aluno com deficiência visual na sala regular.
Por sermos conhecedores da importância que uma boa leitura tem que alavancar os conhecimentos educacionais e pessoais, é que ressaltamos a importância do aprendizado desse sistema de leitura e escrita para o deficiente visual. Pois qualquer aprendizagem só é possível por intermédio da língua, visto que é por meio dela que se toma contato com as representações construídas pelas várias áreas do conhecimento.
O nosso curso já está na metade e cada encontro tem sido um momento único de partilha e aquisição de novos conhecimentos, o grupo é bem integrado e tem sido muito promissor estamos na fase da descoberta da leitura e da escrita usando o alfabeto.”
O projeto Braille acessível conta com a consultoria online da pedagoga Luciane Molina, que continua em contato com Franqueslane para sugerir novas atividades e acompanhar os avanços, passo a passo no processo de letramento e alfabetização pelo método Braille.

Para ler a matéria sobre o Projeto Braille Acessível já publicado neste blog, acesse: http://www.braillu.com/2010/09/projeto-braille-acessivel.html




Descrição de imagem
Foto 1: Grupo de cursistas e professora Franqueslane;
Foto 2: Cursistas confeccionando um alfabraille;
Foto 3: Cursista apresentando um alfabraille confeccionado com cartela de ovos e bolas de desodorante rollon;
Foto 4: uma cursista mostrando um caderno com formas geométricas construidas com EVA para explorar formas e texturas.