Por Marli Dias de Oliveira - quinta, 22 julho 2010
duração do video 33 segundos.
1ª cena - aparece, rapidamente, alguns porta retratos. Em seguida, uma avó na cozinha prepara um lanche. de repente aparece uma criança na janela, pega uma fatia de presunto e come.
2ª cena - aparece o avô, que chama o neto para uma pescaria. Eles se despedem da avó e da irmã. Ambas aparecem na janela da cozinha comendo um sanduiche.
3ª cena - mostra os dois, avô e neto, pescando. Logo em seguida deliciam um sanduiche com presunto Sadia.
4ª cena - mostra os dois indo embora de mãos dadas. Ao chegar no sítio encontram sua família reunida.
5ª cena - aparecem os produtos Sadia e o mascote da marca, que é um frango.
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Roteiro - Audiodescrição do comercial Defendendo a Inclusão de Deficientes Físicos AACD
Por Maysa Freire de Almeida - domingo, 22 agosto 2010
Duração do comercial: 31 segundos
Um garoto com idade aproximada de 12 ou 13 anos, deficiente físico, utilizando bengalas para locomoção atravessa a praça e entra na Biblioteca. Vai em direção à prateleira e com a ajuda da bengala tenta capiturar um livro que está bem no alto. Uma garota da mesma idade vê e o ajuda, ela utiliza a escada que está próxima pra alcançar o livro, mas está usando uma mini saia. Enquanto isso o garoto acompanha ela subindo a escada e sorri... A bibliotecária sorri detrás do computador e a garota entrega o livro sorrindo pra ele. Num outro ângulo da biblioteca têm outra garota usando mini saia, ele a avista e aparece uma legenda: GAROTOS SÃO TODOS IGUAIS. O garoto tenta alcançar novamente outro livro próximo a garota... A cena acaba e aparece o slogan da AACD (associação de assistência da criança deficiente) e a legenda: AS DIFERENÇAS ACABAM AQUI.
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
Duração do comercial: 31 segundos
Um garoto com idade aproximada de 12 ou 13 anos, deficiente físico, utilizando bengalas para locomoção atravessa a praça e entra na Biblioteca. Vai em direção à prateleira e com a ajuda da bengala tenta capiturar um livro que está bem no alto. Uma garota da mesma idade vê e o ajuda, ela utiliza a escada que está próxima pra alcançar o livro, mas está usando uma mini saia. Enquanto isso o garoto acompanha ela subindo a escada e sorri... A bibliotecária sorri detrás do computador e a garota entrega o livro sorrindo pra ele. Num outro ângulo da biblioteca têm outra garota usando mini saia, ele a avista e aparece uma legenda: GAROTOS SÃO TODOS IGUAIS. O garoto tenta alcançar novamente outro livro próximo a garota... A cena acaba e aparece o slogan da AACD (associação de assistência da criança deficiente) e a legenda: AS DIFERENÇAS ACABAM AQUI.
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Roteiro - Audiodescrição do comercial das Havaianas
Por SHIRLEY ALVES GODOY - quarta, 20 outubro 2010 Nome: A troca Tempo: 31s Cena I Uma moça descendente de japoneses, trajando um vestido preto, abre a gaveta de um armário em seu closed, esta gaveta esta repleta de sandálias Havaianas de diversas cores. Ela procura uma para usar, decide pela cor laranja, calça a sandália, pega uma bolsa e sai. CenaII Um rapaz em traje social, com uma blusa meia estação em seus ombros,está encostado na porta de um carro conversível. A moça da cena anterior vem de encontro ao rapaz. Cumprimentam-se, então ele pergunta se ela está pronta. Ela responde que sim e o convida para sair, ao que o rapaz responde se ela vai sair daquele jeito, referindo-se as sandálias. A moça responde que sim, pois ela está de Havaianas e todo mundo usa Havaianas. Então ele sugere que ela troque de calçado. CenaIII Ela concorda, solicita um tempo, pedindo para que ele esperasse por ela, ele concorda. Cena IV A moça aparece em sua sala telefonando para outra pessoa. Diz que está descendo e despede-se com um beijo. Cena V O rapaz encostado no carro ajeita as mangas da blusa que se encontra sobre seus ombros. A moça retorna, calçando as mesmas sandálias, neste momento surge um rapaz dirigindo um jipe. A moça olha parao primeito rapaz e diz que está pronto feito a troca, embarca no jipe e sai com o outro rapaz, o primeiro fica de boca aberta. "Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
Roteiro - Audiodescrição Comercial da Kombi anos 90
Por Lúcia Filomena Pauli Bettiol - terça, 13 julho 2010 A propaganda tem aproximadamente 45 segundos, mostrando duas crianças que compartilham suas aspirações para o futuro. Logo após que o primeiro fala sua vontade, que é ter um carro conversível, temos a imagem dele dentro de um conversível, com uma bela mulher ao seu lado. Já o outro garoto, conta que gostaria de ter uma Kombi, para surpresa do primeiro. Logo depois, temos ele dentro de uma Kombi, mas ao invés do primeiro menino, que tinha apenas uma mulher ao seu lado, o garoto da Kombi tinha várias. Por fim, é mostrada a nova linha de Kombi, com novas cores e design. - Roteiro de como seria a áudio-descrição dessa propaganda: 1- Câmera subindo dos pés de duas crianças, e uma está com uma bola nos pés. 2- Ao continuar subindo, aparecem cadernos em seus colos e os uniformes escolares que estão vestindo. 3- O primeiro garoto fala que seu sonho quando crescer é ter um carro conversível. 4- Em seguida, temos seu pensamento, em que ele imagina que está dentro de um carro conversível, com uma moça ao seu lado. 5- A moça segura uma canga nas mãos, que balança por causa do vento, e coloca a mão em seu braço. 6- Logo depois, a segunda criança fala que seu sonho é ter uma Kombi, e o primeiro menino fica com cara de espanto. 7- Depois, temos o pensamento dele, que se imagina dentro de uma Kombi, só que com várias moças. 8- Todos fazem barulho e batem palmas. 9- Até que uma das moças dá um beijo em seu rosto. 10- Por fim, temos a imagem de três Kombis, e o símbolo da Volkswagen, com a frase embaixo: "Você conhece, você confia". "Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
Roteiro - Audiodescrição do Comercial da Pepsi
Por Gizele Evangelista de Oliveira Alves - quarta, 20 outubro 2010
Um rapaz coloca uma moeda em máquina de refrigerante da Pepsi;
Uma moça de vestido, muito bonita, anda pelo corredor;
O rapaz aperta o botão que libera uma lata de refrigerante Pepsi;
A moça balança seus cabelos, andando na direção do rapaz;
A moça beija a boca do rapaz, que tem a expressão facial de surpreso;
A moça retira a lata de Pepsi da mão do rapaz e bebe;
A moça se vira e vai embora pelo corredor;
O rapaz sorri; O rapaz chama a moça pelas costas, ela se vira para ele, que mostra uma garrafa de 2 litros de Pepsi para ela;
O rapaz sorri. Uma garrafa de vidro de Pepsi com aparência bem gelada se abre e jorra o refrigerante em uma cascata.
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
Um rapaz coloca uma moeda em máquina de refrigerante da Pepsi;
Uma moça de vestido, muito bonita, anda pelo corredor;
O rapaz aperta o botão que libera uma lata de refrigerante Pepsi;
A moça balança seus cabelos, andando na direção do rapaz;
A moça beija a boca do rapaz, que tem a expressão facial de surpreso;
A moça retira a lata de Pepsi da mão do rapaz e bebe;
A moça se vira e vai embora pelo corredor;
O rapaz sorri; O rapaz chama a moça pelas costas, ela se vira para ele, que mostra uma garrafa de 2 litros de Pepsi para ela;
O rapaz sorri. Uma garrafa de vidro de Pepsi com aparência bem gelada se abre e jorra o refrigerante em uma cascata.
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
Imagens que Falam: A Audiodescrição para os Deficientes Visuais
O QUE É?
É um recurso de acessibilidade que consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela;
É a arte de transformar aquilo que é visto no que pode ser ouvido, permitindo que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, musicais, apresentações, aulas, palestras, entre outros. A audiodescrição implica em oferecer aos usuários desse serviço as condições de igualdade e oportunidade de acesso ao mundo das imagens, garantindo-lhes o direito de concluírem por si mesmos o que tais imagens significam, a partir de suas experiências, de seu conhecimento de mundo e de sua cognição.
O QUE ELA PERMITE?
Permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que ela aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
COMO ACONTECE?
As descrições acontecem no espaço entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante;
A informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme ou espetáculo.
TIPOS MAIS COMUNS
Audiodescrição gravada
Audiodescrição ao vivo ensaiada
Audiodescrição simultânea
AUDIODESCRIÇÃO INFORMAL:
Audiodescrição traz a formalidade para algo que era, anteriormente, feito informalmente e acontecia quando as pessoas com deficiência visual, mais curiosas, começavam a fazer perguntas tirar dúvidas sobre os acontecimentos "sem áudio" suficiente para o pleno entendimento;
Não é desconhecido, por exemplo, a linda, poética e significativa audiodescrição feita pelo cosmonauta Iuri Gagarin, em que, ao ver a terra de onde ninguém jamais vira antes, descreveu nosso planeta como: “A Terra é azul!”, trazendo aos que a terra não podiam ver a informação de que cor ela era. E quantos mundos azuis deixam de ser acessíveis às pessoas com deficiência visual pela ausência da audiodescrição, em particular, e pelas demais barreiras comunicacionais em geral?
Durante os cursos que ministro para capacitar professores em Grafia Braille e Dosvox e, até mesmo em palestras que realizo, dedico um momento especial para divulgar o recurso da audiodescrição. Nesses encontros, é visível o desconhecimento desta técnica pelos profissionais da educação e pelo público, em geral que, a partir do momento em que começam conhecer a AD e todas as possibilidades ficam encantados e atentos para o quanto poderão contribuir, daqui pra frente, para que uma imagem se torne acessível a um deficiente visual. É por meio de filmes, comerciais com e sem audiodescrição e roteiros escritos que passamos a divulgar os "sons" das imagens. Compartilho com vocês, leitores deste blog, alguns roteiros escritos de audiodescrição de comerciais feitos por alunas do curso "Grafia Braille - Semeando Leitores e Escritores Competentes".
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
É um recurso de acessibilidade que consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela;
É a arte de transformar aquilo que é visto no que pode ser ouvido, permitindo que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, musicais, apresentações, aulas, palestras, entre outros. A audiodescrição implica em oferecer aos usuários desse serviço as condições de igualdade e oportunidade de acesso ao mundo das imagens, garantindo-lhes o direito de concluírem por si mesmos o que tais imagens significam, a partir de suas experiências, de seu conhecimento de mundo e de sua cognição.
O QUE ELA PERMITE?
Permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que ela aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
COMO ACONTECE?
As descrições acontecem no espaço entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante;
A informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme ou espetáculo.
TIPOS MAIS COMUNS
Audiodescrição gravada
Audiodescrição ao vivo ensaiada
Audiodescrição simultânea
AUDIODESCRIÇÃO INFORMAL:
Audiodescrição traz a formalidade para algo que era, anteriormente, feito informalmente e acontecia quando as pessoas com deficiência visual, mais curiosas, começavam a fazer perguntas tirar dúvidas sobre os acontecimentos "sem áudio" suficiente para o pleno entendimento;
Não é desconhecido, por exemplo, a linda, poética e significativa audiodescrição feita pelo cosmonauta Iuri Gagarin, em que, ao ver a terra de onde ninguém jamais vira antes, descreveu nosso planeta como: “A Terra é azul!”, trazendo aos que a terra não podiam ver a informação de que cor ela era. E quantos mundos azuis deixam de ser acessíveis às pessoas com deficiência visual pela ausência da audiodescrição, em particular, e pelas demais barreiras comunicacionais em geral?
Durante os cursos que ministro para capacitar professores em Grafia Braille e Dosvox e, até mesmo em palestras que realizo, dedico um momento especial para divulgar o recurso da audiodescrição. Nesses encontros, é visível o desconhecimento desta técnica pelos profissionais da educação e pelo público, em geral que, a partir do momento em que começam conhecer a AD e todas as possibilidades ficam encantados e atentos para o quanto poderão contribuir, daqui pra frente, para que uma imagem se torne acessível a um deficiente visual. É por meio de filmes, comerciais com e sem audiodescrição e roteiros escritos que passamos a divulgar os "sons" das imagens. Compartilho com vocês, leitores deste blog, alguns roteiros escritos de audiodescrição de comerciais feitos por alunas do curso "Grafia Braille - Semeando Leitores e Escritores Competentes".
"Divulgação: Espaço Braille com apoio do Blog da Audiodescrição."
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
MATEMÁTICA PARA DEFICIENTES VISUAIS: Nossa Habilidade em Resolver “Problemas”
O tempo passa e o homem tenta buscar soluções ainda mais precisas para os problemas... Não me refiro aqui aos problemas do dia-a-dia, como organizar a agenda, enfrentar um congestionamento, arrumar a casa, cuidar dos filhos, negociar dívidas ou cronometrar o tempo para dar conta de realizar todas as tarefas pendentes ou rotineiras. O fato, no entanto, seria resolver de forma mais simplificada aqueles problemas absurdos, os quais fazem parte dos dias letivos de qualquer escola. Talvez a falta de objetividade do ensino da matemática que a torna tão fantasmagórica entre a maioria dos estudantes. Por isso, mesmo não sendo nenhuma especialista em ciências exatas, decidi abordar a matemática, sobretudo como tal disciplina pode ser encarada de forma mais suave, principalmente no trabalho com deficientes visuais.
Sabemos que na falta da visão, quem entra em ação são os sentidos latentes, que precisam ser estimulados e valorizados no momento do aprendizado, buscando suprir tais defasagens. Muitas vezes não é possível fazer abstrações de imediato. A princípio elas não têm um significado, já que só podemos abstrair daquilo que já representa um conceito formulado, dispondo de referências e interpretações próprias às experiências. Utilizar jogos em relevo, materiais concretos, referências e associação a outras situações de relevância pode ser uma boa saída para que a matemática surja como um momento de descobertas prazerosas para o deficiente visual. Importante lembrar que, durante todo o processo de ensino/aprendizagem da matemática o uso do soroban é essencial, não apenas como registros mas, acima de tudo, para dar igualdade de oportunidades a todos os alunos, sem que para isso, o cálculo mental seja a única alternativa. Antes do uso do soroban para o ensino da matemática entre os deficientes visuais, suas ações eram restritas a memorização, cuja estratégia de cálculo mental os excluía as possibilidades de resolução dos problemas em provas, concursos, vestibulares. Hoje a utilização dessa técnica, aliada ao sistema Braille merece grande destaque quanto sua funcionalidade e aplicação, o que resultou na publicação de uma portaria nº. 1.010, do Ministério da Educação, de 11/05/2006, instituindo o soroban, contador mecânico adaptado para pessoas com deficiência visual, nos sistemas de ensino do País em todos os níveis.
O soroban, aparelho de cálculos usado há muitos anos no Japão, pode ser considerado uma máquina de calcular de grande rapidez, permitindo registros e operações de forma mais simples. Sua principal vantagem está na escrita de números, sendo um dos métodos ideais para o ensino da matemática aos deficientes visuais. Com ele os alunos aprendem concretamente os fundamentos da matemática, as quatro operações, as ordens decimais e seus valores, e até cálculos mais complexos. Este recurso favorece a integração e interação entre os alunos cegos e de visão normal, pela possibilidade de acompanhar o ritmo das atividades desenvolvidas em classes comuns e no dia-a-dia.
Ao contrário das calculadoras, cujos resultados são automatizados, o soroban permite um cálculo mecânico, em que os resultados dependem, exclusivamente, de todo o processo. Sendo assim, qualquer falha durante a execução resultaria em erros. Por outro lado, o soroban por si só não resolveria todas as pendências de uma matemática mal conduzida. Para tornar-se um método eficaz, sua utilização precisa aliar-se ao código Braille e suas particularidades.
O Código Braille criado em 1825, na França, por Louis Braille, veio quebrar a barreira da acessibilidade do deficiente visual a escrita convencional e, desde então tem sofrido alterações a fim de aprimorá-lo e abranger cada vez mais representações. Assim em 1997 surgiu o código unificado de matemática, cujas últimas alterações feitas em 2003 trouxeram ainda mais possibilidades, inclusive representações para geometria, e cálculos mais elaborados.
Uma atitude muito comum entre os profissionais, na tentativa de ensino da matemática para os deficientes visuais seria, as exigências da semelhança entre o que se escreve em tinta para o Braille, como por exemplo, os algoritmos... Como montar e realizar uma operação em Braille? Essa semelhança só afastaria as possibilidades de uma resolução bem sucedida e, justamente para suprir essa lacuna, as estratégias alternativas entram em ação. As atividades podem e devem ser anotadas em Braille, obedecendo a suas especificidades: as expressões sempre na horizontal, pois a movimentação das mãos, a disposição da informação no papel, tanto na escrita quanto na leitura influenciam, de forma significativa, a compreensão e execução da atividade proposta. Acompanhar as anotações para executá-las em outro plano, utilizando soroban, jogos em relevo, materiais adaptados, é a garantia da qualidade do processo.
Uma das melhores alternativas de trabalho que pode ser realizada paralelamente ao uso do Braille e do soroban tem sido o material dourado, por permitir uma compreensão mais concreta das operações, quantidade, trocas, e, por proporcionar um contato mais direto e uma mobilidade entre as peças. Desenhos com contornos em relevo, peças de dominó, dados, cartelas de bingo, lousas magnéticas, e até mesmo formas que representam a “cela” Braille são possibilidades ricas a serem exploradas, reforçando o fato de estarem todas em relevo ou com cores contrastantes, no caso de baixa visão. Assim podemos fazer da matemática um momento para explorar não apenas seus “problemas”, mas oferecer uma solução muito mais harmoniosa e compatível a cada realidade, partindo das adaptações para cada necessidade e situação.
Texto: Luciane Molina
Sabemos que na falta da visão, quem entra em ação são os sentidos latentes, que precisam ser estimulados e valorizados no momento do aprendizado, buscando suprir tais defasagens. Muitas vezes não é possível fazer abstrações de imediato. A princípio elas não têm um significado, já que só podemos abstrair daquilo que já representa um conceito formulado, dispondo de referências e interpretações próprias às experiências. Utilizar jogos em relevo, materiais concretos, referências e associação a outras situações de relevância pode ser uma boa saída para que a matemática surja como um momento de descobertas prazerosas para o deficiente visual. Importante lembrar que, durante todo o processo de ensino/aprendizagem da matemática o uso do soroban é essencial, não apenas como registros mas, acima de tudo, para dar igualdade de oportunidades a todos os alunos, sem que para isso, o cálculo mental seja a única alternativa. Antes do uso do soroban para o ensino da matemática entre os deficientes visuais, suas ações eram restritas a memorização, cuja estratégia de cálculo mental os excluía as possibilidades de resolução dos problemas em provas, concursos, vestibulares. Hoje a utilização dessa técnica, aliada ao sistema Braille merece grande destaque quanto sua funcionalidade e aplicação, o que resultou na publicação de uma portaria nº. 1.010, do Ministério da Educação, de 11/05/2006, instituindo o soroban, contador mecânico adaptado para pessoas com deficiência visual, nos sistemas de ensino do País em todos os níveis.
O soroban, aparelho de cálculos usado há muitos anos no Japão, pode ser considerado uma máquina de calcular de grande rapidez, permitindo registros e operações de forma mais simples. Sua principal vantagem está na escrita de números, sendo um dos métodos ideais para o ensino da matemática aos deficientes visuais. Com ele os alunos aprendem concretamente os fundamentos da matemática, as quatro operações, as ordens decimais e seus valores, e até cálculos mais complexos. Este recurso favorece a integração e interação entre os alunos cegos e de visão normal, pela possibilidade de acompanhar o ritmo das atividades desenvolvidas em classes comuns e no dia-a-dia.
Ao contrário das calculadoras, cujos resultados são automatizados, o soroban permite um cálculo mecânico, em que os resultados dependem, exclusivamente, de todo o processo. Sendo assim, qualquer falha durante a execução resultaria em erros. Por outro lado, o soroban por si só não resolveria todas as pendências de uma matemática mal conduzida. Para tornar-se um método eficaz, sua utilização precisa aliar-se ao código Braille e suas particularidades.
O Código Braille criado em 1825, na França, por Louis Braille, veio quebrar a barreira da acessibilidade do deficiente visual a escrita convencional e, desde então tem sofrido alterações a fim de aprimorá-lo e abranger cada vez mais representações. Assim em 1997 surgiu o código unificado de matemática, cujas últimas alterações feitas em 2003 trouxeram ainda mais possibilidades, inclusive representações para geometria, e cálculos mais elaborados.
Uma atitude muito comum entre os profissionais, na tentativa de ensino da matemática para os deficientes visuais seria, as exigências da semelhança entre o que se escreve em tinta para o Braille, como por exemplo, os algoritmos... Como montar e realizar uma operação em Braille? Essa semelhança só afastaria as possibilidades de uma resolução bem sucedida e, justamente para suprir essa lacuna, as estratégias alternativas entram em ação. As atividades podem e devem ser anotadas em Braille, obedecendo a suas especificidades: as expressões sempre na horizontal, pois a movimentação das mãos, a disposição da informação no papel, tanto na escrita quanto na leitura influenciam, de forma significativa, a compreensão e execução da atividade proposta. Acompanhar as anotações para executá-las em outro plano, utilizando soroban, jogos em relevo, materiais adaptados, é a garantia da qualidade do processo.
Uma das melhores alternativas de trabalho que pode ser realizada paralelamente ao uso do Braille e do soroban tem sido o material dourado, por permitir uma compreensão mais concreta das operações, quantidade, trocas, e, por proporcionar um contato mais direto e uma mobilidade entre as peças. Desenhos com contornos em relevo, peças de dominó, dados, cartelas de bingo, lousas magnéticas, e até mesmo formas que representam a “cela” Braille são possibilidades ricas a serem exploradas, reforçando o fato de estarem todas em relevo ou com cores contrastantes, no caso de baixa visão. Assim podemos fazer da matemática um momento para explorar não apenas seus “problemas”, mas oferecer uma solução muito mais harmoniosa e compatível a cada realidade, partindo das adaptações para cada necessidade e situação.
Texto: Luciane Molina
Conhecimento do Soroban

A origem do soroban é tão antiga quanto a história da humanidade. O certo é que se originou da tábua de calcular, o mais antigo dos ábacos, diante da necessidade da humanidade de negociar.
Os povos antigos, sem saberem uns dos outros, foram cdando forma os princípios de contagem que inspiraram a criação dos ábacos modernos, por meio de alternativas de calcular. Temos o exemplo de como tribos guerreiras faziam para recensearem seus soldados. Essas tribos iam colocando pedras em um fosso, cada pedra correspondendo a um guerreiro. Ao chegar à décima pedra, correspondente ao décimo homem, essas eram substituídas por apenas uma pedra, que era depositada em um segundo fosso.
Este processo de contagem e substituição era repetido até se atingir a passagem de cem guerreiros. As dez pedras que simbolizavam os cem guerreiros eram então representadas por apenas uma pedra, agora colocada em um terceiro fosso.
Porém, nessa época ainda não havia a nomenclatura "cem", nem sua idéia , sendo apenas uma contagem elementar, obtida pela relação de pedras e quantidade.
Percebe-se então, que foram as pedras os primeiros objetos que permitiram a iniciação das pessoas na arte de calcular e estão presentes na origem dos ábacos, por meio de uma contagem sem memorização nem conhecimento dos números. Daí surge a expressão cálculo ou calcular, por causa das pedras que faziam a correspondência de quantidade. A palavra ábaco é romana e deriva do grego abax ou abakon, que significa superfície plana ou tábua. O ábaco recebeu outros nomes em outros países tais como: China, Suan Pan; Japão, Soroban; Coréia, Tschu Pan; Vietnam, Ban Tuan ou Ban Tien; Rússia, Schoty, Turquia, Coulba; Armênia, Choreb. No Japão, o ábaco recebeu o nome e características especiais: Soroban. O ábaco chegou ao Japão através da civilização chinesa. Lá chamado de “Suan-Pan”, em 1622.
O Soroban no Brasil
Os primeiros sorobans introduzidos no Brasil vieram nas malas dos primeiros imigrantes japoneses em 1908 a bordo de navios. Esses imigrantes não tinham o intuito claro de divulgação, usando o soroban apenas nas suas atividades pessoais e profissionais, com o qual calculavam a sobrevivência das suas famílias. Já em 1954, o Brasil começou a receber a leva de imigrantes pós-guerra, que desembarcaram trazendo na bagagem o soroban denominado “moderno”. O principal divulgador do soroban no Brasil, a partir de 1956, foi o professor Fukutaro Kato, que começou a ensinar e provomer campeonatos de cálculo utilizando este instrumento.
Soroban para deficientes visuais
O primeiro brasileiro a se preocupar com as ferramentas de que os cegos dispunham para efetuar cálculos em nosso país foi o professor Joaquim Lima de Moraes. Adaptou o soroban para que as contas não se deslizassem com tanta facilidade e com apenas um toque desmanchasse toda a representação, porém com mobilidade suficiente para serem movimentadas durante as operações. E o ano de 1949 foi decisivo para as adaptações do soroban para pessoas cegas e de baixa visão. Em janeiro daquele ano, juntamente com seu aluno e amigo José Valesin, procedeu a modificação, que consistiu na introdução da borracha compressora, solucionando a dificuldade dos cegos em manipular esse aparelho. A inserção da borracha permitiu finalmente que os cegos pudessem empurrar as contas com mais segurança e autonomia para representar os valores numéricos conforme as operações a serem efetuadas. Criava-se, assim, o Soroban Moraes, ou sorobã, termo abrasileirado do soroban. Com o objetivo de divulgar o uso e ensino do Soroban para pessoas cegas, Moraes publicou em Braille a primeira edição do seu Manual de Soroban, com o apoio da Fundação para o Livro do Cego no Brasil (hoje Fundação Dorina Nowill para Cegos). Moraes não restringiu seus conhecimentos apenas dentro do nosso país, ele repartiu essas informações com diversos países não só da América Latina, mas dos Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Movido por um espírito inquietante e instigador de todos os cientistas, revolucionou o ensino da matemática para pessoas com deficiência visual em muitos países por meio de uma adaptação bastante original.
Texto: Luciane Molina
Descrição da imagem: foto de um soroban.
Aula em Lorena: a audiodescrição e a criação de um roteiro escrito
Ontem, dia 27/10 aconteceu mais uma aula em Lorena. Desta vez o tema audiodescrição trouxe um conhecimento ainda não explorado e, por vezes, desconhecido entre os profissionais desta rede municipal. Apresentei algumas noções teóricas sobre a audiodescrição no teatro, cinema e, principalmente, na educação. Em seguida fizemos vários exercícios, tais como: - assistir a um comercial sem o recurso AD e anotar seus detalhes visuais; - Assistir ao mesmo comercial, com AD, comparando e analisando os detalhes observados e os narrados; - assistir a um comercial sem AD de olhos fechados; - Assistir ao mesmo comercial, com AD, com os olhos abertos e comparar as experiências; - Assistir a vários comerciais com AD, de olhos fechados, imaginando o que estava sendo narrado (relato de experiência); - Novamente, assistir aos comerciais com AD, agora de olhos abertos, contando sobre os detalhes imaginados e os detalhes reais; - Ler um roteiro de AD escrito e assistir ao filme, observando o que estava escrito e o que estava visível; - Realizar a AD de um comercial, sem ensaio e oralmente; - Dentre outras atividades... Para finalizar, a proposta foi criar um roteiro escrito do Comercial da Embratel, compartilhando as criações com toda a turma. Até a próxima!!! Comercial da Embratel: Tem oportunidade que não dá pra perder! Numa esquina um cachorrinho observa, entusiasmado, uma máquina de assar frangos e lambe os beiços. O dono do estabelecimento retira de dentro dela um dos frangos e deixa a máquina aberta. Aproveitando a oportunidade, o cãozinho pega um frango e sai correndo pelas ruas. Várias cenas da cidade se intercalam enquanto ele corre. Uma senhora observa pela janela. O logo da Embratel aparece junto a imagem do cãozinho que para em uma calçada e coloca o frango entre as patas. OBS: Uma música de fundo é reproduzida enquanto as cenas acontecem. Também há mensagem falada pelo locutor.
Segunda turma Grafia Braille a distância: Depoimento da cursista Juliana

A satisfação é imensa de ter semeado tantos outros pontinhos Braille pelos quatro cantos deste país. Mais uma turma de multiplicadores está formada. Agradeço a todos que fizeram parte e construiram momentos plenos de conquistas e descobertas, rumo a uma educação inclusiva de qualidade. Abaixo, depoimento da cursista Juliana Panissa.
Um grande abraço e que o gostinho da saudade seja saboreado com as ações inclusivas que brotarão de cada um de vocês. Continuem em contato, estarei sempre a disposição de vocês.
Profª. Luciane
"Penso no que dizer sobre aprender Braille... Acho que aprendi a ler agora!
Sou professora de ciências e descobri que um deficiente não tinha acesso as minhas aulas. Fala-se tanto em dar condições a todos, discursos lindos... Inclusão... e...nada.
Resolvi então, mesmo não tendo nenhum aluno deficiente no momento, aprender sozinha como deixar minha aula aberta a todos. Iniciei minha saga em busca do Braille, libras e todo método que pudesse me ajudar. Ilusão a minha em pensar que podia aprender tudo sozinha né, então por movimentação do universo, destino,ou “seja lá o que for”, encontrei o blog: Espaço Braille - Acessibilidade, Informática e Educação Inclusiva, onde me foi indicado o curso da gpec: Curso à distância Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes" - Com a Prof.ª Luciane Maria Molina Barbosa.
Braille sempre foi pra mim algo incrível e desde criança eu pensava um dia aprender. Confesso que procurei o método pra buscar um pouco mais de sentido e utilidade nessa minha “saga” pela educação; uma vez que acredito não ter nascido pra se professora.
Esse curso abriu minha mente pra um mundo novo, diferente e muito agradável que eu não conhecia, era sentir-se útil na educação. Eu podia então trilhar este caminho e me reencontrar nessa carreira tão importante de ser professora. Hoje, após o termino do curso, ajudo professores a transcrever suas aulas para o Braille... E não há como descrever a satisfação em sentir a alegria de um aluno em perceber a atenção que é dada a ele.
Faço questão de deixar registrado aqui é meu agradecimento a Prof.ª Luciane... A paciência e carinho que ela dedica a esse curso faz dele muito mais presente do que a distância!"
Juliana Panissa
Descrição da imagem: Juliana abraçada ao reglete. De fundo uma página escrita em Braille, com pontinhos azuis.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Inscrições abertas para 3ª turma do curso à distância Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes"

É com enorme satisfação que venho informar aos visitantes e leitores deste blog que as inscrições para a terceira turma do curso Grafia Braille - "Semeando Leitores e Escritores Competentes" estão abertas.
Durante as duas primeiras edições deste curso, realizadas neste ano, formamos cerca de 120 profissionais, espalhados por todas as regiões do país. Com este curso pretendemos contribuir para o processo de inclusão do deficiente visual, construindo e implantando ações nos âmbitos escolar, social e familiar.
O curso é totalmente à distância e conta com carga horária de 120 horas, entre trabalhos online e estudo dirigido.
Autoria e tutoria: profª. Luciane Maria Molina Barbosa
Conheça, detalhadamente, nossa proposta e o conteúdo deste curso clicando
AQUI
Ou visite o
Site da GPEC
Contamos com sua presença!
sábado, 23 de outubro de 2010
Curso de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Educação para o Trânsito

A Cia. Engenharia de Tráfego está lançando na modalidade a distância, o curso de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Educação para o Trânsito. O curso é direcionado para os professores, cuidadores e interessados em geral e objetiva promover a conscientização quanto à inclusão das pessoas com deficiência não apenas no trânsito, mas em todo o contexto da sociedade.
O curso é totalmente gratuito e para mais informações basta acessar o link AQUI
ou então no Site da CET , a pessoa entra no link Educação a Distância e se inscreve no curso que é totalmente gratuito.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Aula em Lorena: máquina Braille, soroban e Dosvox








Nesta quarta-feira, dia 20 de outubro, mais uma aula do curso de Braille foi realizada e teve início com uma homenagem ao dia dos professores. Entreguei para cada aluna uma lembrancinha com uma mensagem em Braille que, serviu de atividade de leitura, já que colocaram em prática todos os aprendizados conseguidos durante o curso.
Em seguida, levei para o conhecimento das alunas algumas informações a respeito do uso da máquina Braille (modelo Perkins e Tetrapoint). Demonstrei o uso de cada uma delas e sugeri atividades de escrita. Em grupos, cada aluna pode manusear as máquinas e ter a experiência da digitação mecânica. Escreveram seus nomes e uma frase curta, levando em conta as especificidades do manuseio deste material, como teclas, pressão para a digitação, apagar letras, retrocesso de janelas, mudança de linhas, colocação das folhas, posicionamento do cursor, etc...
Também apresentei outras informações e demonstrei o uso do soroban, instrumento de cálculo adaptado para o uso por deficientes visuais.
Por último, tiveram a oportunidade de conhecer o Sistema Dosvox, software com aplicativos e recursos de acessibilidade para tornar um computador acessível para os deficientes visuais.
É importante conhecer todas as possibilidades e diferentes ferramentas que contribui para a inclusão do deficiente visual.
Até a próxima semana!
Mensagem:
"Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma." (Bertold Brecht)
Parabéns Professor!
Descrição das imagens:
Foto 1: mensagem em Braille presa em um girassol de E.V.A., cujo miolo é um pão-de-mel;
Foto 2: Aluna lendo mensagem;
Foto 3: Professora Luciane demonstrando máquina Perkins;
Foto 4: Professora Luciane demonstrando máquina Tetrapoint;
Foto 5: Aluna escrevendo na máquina Perkins;
Foto 6: Aluna escrevendo na máquina Tetrapoint;
Foto 7: Alunas assistindo à demonstração do Sistema Dosvox;
Foto 8: Imagem da tela do notebook mostrando jogo da forca "forcavox".
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Aula em Lorena: Reportagem, Poesia e Código de Matemática




Dando continuidade aos relatos sobre o Curso de Braille em Lorena, tivemos para a última aula de setembro, realizada no dia 29/09/2010, uma atividade que consistiu na cópia de uma reportagem de jornal. A experiência real de transformar em Braille uma notícia em tinta faz com que a compreensão dos pontos se torne mais intensa, já que é preciso construir palavras e formar cada configuração imagética antes do registro no papel, utilizando reglete e punção. Verificou-se, também, o grande volume da escrita em Braille, que ocupa um espaço bem maior do que a escrita em tinta. Para essa atividade foi possível aplicar tudo o que foi aprendido anteriormente, incluindo alfabeto simples, letras acentuadas, sinais acessórios de letra maiúscula, sinais de pontuação, normas para escrita em Braille, como espaçamentos, parágrafos e títulos. Posteriormente, a notícia em Braille foi lida e transcrita, tendo como modelo a notícia em tinta para que os erros se tornassem visíveis.
Já para a primeira aula do mês de outubro, realizada no dia 06/10/2010, a atividade consistiu na escrita de uma poesia, levando em conta todas as especificidades da escrita de versos, recuos de linha e estrofes. Cada aluna fez a cópia, em Braille, da poesia "Paraíso", de José Paulo Paes e, seguindo as normas de transcrição para textos em formato poesia. A correção sugerida envolveu a leitura e a reescrita dos trechos confusos. Apresentei, também, o vídeo "Dudu da Breca", que mostra todo o processo para a edição, impressão e publicação de um livro no formato Braille e em tinta. O vídeo foi produzido na imprensa da Fundação Dorina.
Durante a nossa aula de ontem, dia 13/10/2010, cujo tema foi Código Unificado de Matemática, apresentei o esquema para escrita de numerais e sinais para as operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão. A partir da demonstração da escrita de números e operações, apresentei uma atividade totalmente em Braille, para que realizassem as operações e, por meio de uma tabela de valores, encontrassem os nomes dos bichos e países. As atividades foram realizadas, ora individualmente, ora em duplas.
Até a próxima semana!
Descrição das imagens: alunas fazendo atividades.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Palestra sobre Dosvox na ETEC em Lorena





Hoje, dia 07 de outubro, estive ministrando uma palestra na ETEC em lorena. Falei para cerca de 50 alunos sobre o uso da tecnologia da informática para deficientes visuais. O tema abordado foi Dosvox e suas ferramentas de acessibilidade. Contei um pouco da história do Sistema dosvox, desde sua criação aos dias de hoje, demonstrando seus aplicativos e fazendo dinâmicas que envolveu toda a turma. O convite partiu de uma aluna do curso técnico de informática, agregando conhecimento sobre o uso e aplicação de recursos de acessibilidade para deficientes visuais, projeto de pesquisa para um Trabalho de Conclusão de Curso. Estiveram presentes, também, os integrantes do grupo de pesquisa e professores da Unidade Escolar. No final, um momento dedicado Às perguntas e sorteios de brindes que levei, como calendários em Braille e CDs da Revista Veja Falada.
Agradeço pelo convite e pelo acolhimento. Aqui o meu "muito obrigada!" pelos momentos de compartilhar e de construções coletivas, divulgando ações inclusivas.
Conheça Aqui o Projeto Dosvox
Descrição de imagem:
Foto 1: Uma integrante do grupo de pesquisa e eu;
Foto 2: Eu, conversando sobre Dosvox - Tela do Dosvox ao fundo;
Fotos 3 e 4: Platéia;
Foto 5: Grupo de Pesquisa, professora do curso e eu.
domingo, 26 de setembro de 2010
Aula de Braille em Lorena: trabalho colaborativo - texto


O trabalho colaborativo sempre foi uma estratégia em meus cursos. Acredito que através da interação com outras pessoas podemos multiplicar e compartilhar conhecimentos e, assim, contribuímos não só para o crescimento dos nossos parceiros, mas também nos envolvemos com as tarefas e enriquecemos nossas ações com aquilo que os outros nos trás.
Foi assim nossa aula em Lorena do dia 22 de setembro. A idéia do trabalho colaborativo trouxe uma dinâmica diferente aos trabalhos que, até então, estavam mais direcionados ao individual, apesar das constantes trocas entre cursistas serem permitidas. Foi o momento de explorar técnicas de escrita e leitura, enfatizando as preferências de cada cursista que, agrupadas em duplas trabalharam a leitura e a escrita do texto "Folclore". Enquanto um membro da dupla lia o texto em Braille, sem transcrevê-lo, o outro membro o escrevia em Braille utilizando reglete e punção.
Exploramos tudo o que foi aprendido até então: alfabeto simples e formação de palavras, letra maiúscula, sinais de pontuação, formação de parágrafos, separação silábica e normas técnicas de escrita de texto, como títulos, por exemplo.
O destaque está na quantidade de informações a serem observadas por quem "ouve" e por quem "fala/dita" o texto. A precisão de informações é decisiva para que a escrita aconteça sem prejuízos. Assim o professor deve estar atento ao transmitir uma informação para o deficiente visual que, não está visualizando o que tem que copiar, recorrendo apenas ao que lhe é informado oralmente.
Nesta aula também assistimos ao filme Cão-Guia, com áudio-descrição. Apresentei e falei um pouco sobre este recurso e, em seguida, fizemos uma roda de conversa a respeito das mensagens transmitidas pelo filme.
Até a próxima semana com mais novidades!
Descrição de imagem
Foto 1: professora orientando aluna na escrita - imagem das mãos.
Foto 2: Dupla fazendo atividades - leitura e escrita de texto; atrás professora Luciane Molina.
sábado, 18 de setembro de 2010
Mês de Setembro: aula de Braille em Lorena


O mês de setembro ainda nem entrou em sua reta final, porém foi bastante produtivo e pudemos avançar muito no curso de Braille em Lorena. As alunas já começam a não mais sentir a necessidade do modelo das letras em Braille ou, como elas chamam, da "colinha". Conseguem formular, mentalmente, a imagem das letras e a grafia Braille torna-se cada vez mais familiar.
Até então as atividades, apesar das propostas alternarem entre transcrição, reescrita e cópia, todas estavam ligadas a percepção visual, em que a reprodução das letras dependiam, ora da construção do Braille a partir da escrita manual, ora da construção do Braille partindo do próprio Braille. Só quem acompanha o processo desde o início consegue compreender o passo a passo dessas descobertas, sobretudo porque aprender Braille não corresponde a uma mera decodificação de pontos, mas envolve esquemas complexos de elaboração do pensamento simbólico, da percepção imagética, entre outros.
Cabe lembrar que nas aulas o uso da "colinha" não é uma proibição, mas peço que evitem o uso quando este não for mais necessário. Essa observação precisa partir de cada cursista, não por uma imposição minha, mas, sobretudo, para que comecem o processo de "pensar em Braille" e isso é muito particular.
Dando continuidade Às atividades anteriores, nossa primeira aula do mês teve como tema um ditado. Com essa atividade pretendemos trabalhar os aspectos da escrita por meio da audição. Eles ouvem a informação (palavra ditada) e precisam escrever em Braille, incorporando esquemas da percepção mental dos pontos que compõem as letras. Isso é, registrar em Braille a informação captada pela audição.
Em seguida, entreguei uma folha com as mesmas palavras ditadas, escritas em Braille em negro para que conferissem e corrigissem as palavras que escreveram com erros.
Já para a aula seguinte apresentei os sinais de pontuação e oito frases para transcrição e cópia. Agora as alunas já puderam ter a noção da construção de sentenças, utilizando parágrafo, e agregando os aprendizados construídos anteriormente, como sinal de letra maiúscula, entre outros.
As frases copiadas em Braille foram trocadas para que outro colega fizesse a transcrição, experimentando a real experiência de um transcritor, obedecendo erros cometidos e próprios da escrita em Braille, diferentemente de erros ortográficos.
Nossa última aula, até agora, realizada no dia 15/08, apresentei a tabela com as letras acentuadas e alguns blocos de palavras para transcrição. A atividade consistiu no registro de palavras acentuadas.
Nesta mesma aula apresentei um vídeo veiculado na Globo News, mostrando o Instituto Benjamin Constant, as aulas de Braille, a imprensa Braille e produção de livros e as novas tecnologias incorporadas ao uso do Braille.
Nos encontramos na próxima semana!
Descrição de imagem:
Foto 1: Aluna transcrevendo Braille em negro.
Foto 2: Aluna escrevendo Braille, utilizando reglete e punção.
Projeto Braille Acessível

O município de Gurupi, em Tocantins, recebe a partir do dia 17 de setembro o Projeto Braille Acessível. Com o objetivo de fomentar a inclusão dos deficientes visuais com o meio social, o curso de Braille será oferecido gratuitamente para professores da rede pública municipal e conta com carga horária de 80 horas, sendo 50 horas na modalidade presencial e 30 horas, à distância. A professora responsável pelo projeto e ministrante das aulas é Franqueslane Ferreira de Lima (ver foto), que também atua neste município como professora de Atendimento Educacional Especializado.
Franqueslane despertou para esse projeto a partir da observação das dificuldades que os educandos com deficiência visual inclusos no ensino fundamental enfrentam no processo de leitura e escrita. "Surgiu, então, a necessidade de criarmos um projeto de divulgação desse sistema, o qual tem o intuito de melhorar o ou sanar essa problemática que norteia os envolvidos neste processo", afirma. ela, que foi uma das cursistas da primeira turma do Curso à distância Grafia Braille - "semeando leitores e escritores competentes", ministrado pela pedagoga Luciane Molina, pelo GRUPO DE PRODUÇÃO EM EDUCAÇÃO & CULTURA (Fpec), teve contato com às técnicas de leitura e escrita em Braille, praticando, por meio de atividades programadas durante todo o curso e se envolvendo com as peculiaridades desta escrita e de como se processa o aprendizado do Braille. Tornou-se multiplicadora dessas informações que, a partir daí, ganham o mundo por diversas mãos.
O projeto Braille Acessível conta com a consultoria da pedagoga Luciane Molina que, continua em contato com Franqueslane para sanar dúvidas, orientar construções e fornecer informações para os encontros e, formar mais multiplicadores do Código Braille. Assim estamos caminhando rumo a inclusão do aluno com deficiência visual, não só no espaço escolar, mas, sobretudo, no meio social.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Aula em Lorena: Sinal de letra maiúscula
Mais uma aula de Braille foi realizada, nesta quarta-feira, em Lorena. Iniciamos Às atividades com a entrega da cópia das palavras em Braille, feita pelas alunas na aula anterior e corrigida por mim. Destaquei os erros mais comuns e peculiares à escrita Braille, com demonstrações no braillete e leitura do texto.
Em seguida, um novo conteúdo foi apresentado: o Sinal de Maiúsculo, também com exemplos e demonstrações no braillete. Trata-se de um símbolo acessório e exclusivo do código Braille.
Sabemos que para a escrita e aplicação do código Braille à Língua Portuguesa, quase todos os sinais conservam sua significação original. Porém em alguns casos essas representações utilizam-se de símbolos exclusivos do código Braille, como é o caso da representação de letra maiúscula. Assim, para que uma determinada letra seja compreendida num dado contexto, como início de frases, substantivos próprios, entre outros, que necessite utilizar letras grafadas em maiúsculo, temos um sinal acessório que será acrescentado antes da letra, sem qualquer equivalência com algum sinal grafado em tinta.
Em seguida entreguei a cada aluna uma lista de palavras solicitando para que fossem transcritas apenas aquelas, cuja primeira letra estivesse representada em maiúscula. Para as demais palavras da seqüência, sugeri a leitura silenciosa. Encerramos essa atividade com a cópia em Braille das palavras transcritas, utilizando reglete e punção.
Para finalizar os trabalhos, distribui três caça-palavras em Braille. O desafio era encontrar as palavras, divididas por temas nos tabuleiros, e que estariam dispostas em diferentes posições.
Até quarta-feira que vem!
TEXTO REPUBLICADO - Erros Mais Comuns em Textos Braille:
* Pontos a mais ou a menos em letras, o que não caracteriza erros ortográficos;
* Palavras juntas, sem intervalo de "celas" vazias;
* Palavras separadas por dois ou mais espaços;
* Espaços no meio de palavras, que ficam interrompidas;
* Troca de posição de letras na mesma palavra;
* Letras em espelho, ou seja, inversão dos pontos que compõe o símbolo;
* Repetição ou letras a mais em uma mesma palavra;
* Falta de letras em uma palavra;
* Existência de letras ou sinais estranhos em uma palavra;
* Empastelamento de linhas (quando se escreve uma linha por cima da outra);
* Pontos danificados ou rasgados devido a força empregada para marcá-los;
* Pontos mal apagados.
Em seguida, um novo conteúdo foi apresentado: o Sinal de Maiúsculo, também com exemplos e demonstrações no braillete. Trata-se de um símbolo acessório e exclusivo do código Braille.
Sabemos que para a escrita e aplicação do código Braille à Língua Portuguesa, quase todos os sinais conservam sua significação original. Porém em alguns casos essas representações utilizam-se de símbolos exclusivos do código Braille, como é o caso da representação de letra maiúscula. Assim, para que uma determinada letra seja compreendida num dado contexto, como início de frases, substantivos próprios, entre outros, que necessite utilizar letras grafadas em maiúsculo, temos um sinal acessório que será acrescentado antes da letra, sem qualquer equivalência com algum sinal grafado em tinta.
Em seguida entreguei a cada aluna uma lista de palavras solicitando para que fossem transcritas apenas aquelas, cuja primeira letra estivesse representada em maiúscula. Para as demais palavras da seqüência, sugeri a leitura silenciosa. Encerramos essa atividade com a cópia em Braille das palavras transcritas, utilizando reglete e punção.
Para finalizar os trabalhos, distribui três caça-palavras em Braille. O desafio era encontrar as palavras, divididas por temas nos tabuleiros, e que estariam dispostas em diferentes posições.
Até quarta-feira que vem!
TEXTO REPUBLICADO - Erros Mais Comuns em Textos Braille:
* Pontos a mais ou a menos em letras, o que não caracteriza erros ortográficos;
* Palavras juntas, sem intervalo de "celas" vazias;
* Palavras separadas por dois ou mais espaços;
* Espaços no meio de palavras, que ficam interrompidas;
* Troca de posição de letras na mesma palavra;
* Letras em espelho, ou seja, inversão dos pontos que compõe o símbolo;
* Repetição ou letras a mais em uma mesma palavra;
* Falta de letras em uma palavra;
* Existência de letras ou sinais estranhos em uma palavra;
* Empastelamento de linhas (quando se escreve uma linha por cima da outra);
* Pontos danificados ou rasgados devido a força empregada para marcá-los;
* Pontos mal apagados.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Aula em Lorena: cópia de palavras - uma nova experiência
Nesta semana, as atividades do curso de Braille em Lorena exigiram muita concentração e, por isso, não foi possível publicar, em tempo real, o que estávamos produzindo. Venho, então, relatar quais foram as propostas da semana.
Para cada atividade pretendemos atingir um determinado objetivo e, desta forma, o foco tende a seguir diferentes direções, apesar da semelhança e relação entre as tarefas. Num primeiro momento a abordagem estava direcionada a reescrita que, significa "ler" cada palavra e escrevê-la por meio da grafia convencional. Essa ação de reescrita é realizada, geralmente, em um espaço determinado ou em uma folha a parte. Para a reescrita utilizamos modelos, aqueles já conseguidos por meio da observação e análise das letras, das construções dos esquemas associativos e perceptivos, atribuindo significados visuais às combinações. A reescrita pretende levar o "leitor" a uma compreensão das formas e agrupar letras conforme for descobrindo as palavras. Quando se faz a "reescrita" e em seguida é solicitada a escrita dessas mesmas palavras em Braille, utilizando reglete e punção, a ação se mostra mais facilitada, porque, nesse momento, a tendência é fazer o processo inverso, isto é, "ler" a palavra grafada em tinta e decodifica-la para o Braille, com uso de modelos em uma tabela de letras.
Já num segundo momento, o foco foi a "transcrição" de um grupo com muitas palavras. A quantidade de palavras e de variações de letras de diferentes séries de sinais é fator decisivo para a continuidade do processo. Durante a transcrição precisamos demonstrar suas peculiaridades como, por exemplo, realiza-la acima de cada palavra, seguindo fielmente a escrita em Braille e utilizando letra cursiva, entre outras dicas já citadas neste blog. Ao solicitar a "escrita" dessas mesmas palavras em Braille, torna-se possível a visualização, tanto da grafia em tinta quanto da grafia em Braille, o que amplia muito as possibilidades de interpretação. Neste caso, o modelo é a própria palavra em Braille, cujas letras já estão agrupadas, cabendo ao aluno apenas a noção de reversibilidade.
Durante nossa última aula, realizada quarta-feira, dia 18/08, o foco foi a cópia de palavras. Apresentei uma lista de palavras em Braille e solicitei que copiassem essa lista de palavras, utilizando reglete e punção, porém sem transcrevê-las nem reescrevê-las. Assim, deveriam olhar e reproduzir fielmente , mediante o modelo, o que estava escrito.
Para quem imagina que a tarefa é fácil... posso afirmar que não é nada fácil fazer cópias sem valer-se de qualquer recurso da grafia em tinta, seja ela transcrição ou reescrita. Começamos aí a etapa da valorização do que chamamos "pensar em Braille". Não consiste em um simples ato mecânico de cópia, mas antes de qualquer coisa, é preciso compreender e ler o que está escrito para não cometer erros comuns, como espelhar letras, ausência e excesso de letras em uma mesma palavras, falta ou presença de espaços desnecessários...
Foi uma experiência que exigiu bastante dedicação e concentração, mas que encerrou um ciclo muito importante para darmos continuidade ao processo.
Até quarta-feira, com mais desafios...
Abraços
Descrição de imagem: Folha branca com palavras em Braille (escritas com fonte em negro).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Postagem em tempo Real: Aula em Lorena

Hoje tem postagem em tempo real no meu blog. Enquanto alunas realizam atividades durante o curso de Braille, publico nossa aula de hoje. Após entregar atividade já corrigida e explicar quais os critérios utilizados para sinalizar os erros na escrita, nossos trabalhos tem como foco principal a 2ª série de sinais, cujas letras foram apresentadas por meio de uma tabela e, identificando uma a uma por meio de construções no Braillete, o que permitiu uma leitura compartilhada e o entendimento da lógica desse código. A partir da 2ª série de sinais é possível compreender melhor cada combinação, pois o desenho dos sinais que, são mais definidos, tomam forma e significado. Sempre tendo como matriz às dez primeiras letras do alfabeto, às palavras da atividade apresentada contemplou, agora, as duas séries de sinais estudadas, com ressalva para duas letras da 3ª série de sinais. A atividade consiste em transcrever um grupo de palavras reproduzidas pela fonte Braille, ou seja, Braille em negro. Após essa transcrição, algumas perguntas foram respondidas e, na seqüência, escreveram palavras utilizando reglete e punção.
Parabéns às meninas que estão vencendo cada etapa. Interessante as falas iniciais de que "não vão conseguir" e que, depois de concluirem as tarefas, percebem os avanços no processo.
E hoje tivemos visita de uma aluna que se formou na turma de Grafia Braille 2009. Conversando com as meninas, ela descreveu quais foram as sensações ao iniciar o curso e, depois, quando concluiu às atividades, incentivando-as em suas descobertas.
Parabéns!
Nos encontramos na próxima semana...
Descrição de Imagem: Mão das alunas fazendo a transcrição do Braille em negro.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Curso de Braille em Lorena: braillete e reglete X escrita e leitura




Nesta quarta-feira, dia 04 de agosto, retomamos às atividades do curso Grafia Braille em Lorena. Foi a hora de revisar conteúdos abordados, como a 1ª série de sinais e a estrutura da "cela" Braille. Em seguida o trabalho foi desenvolvido em duplas ou trios. Estes receberam brailletes e pinos para reproduzirem o alfabeto e algumas palavras. As brailletes foram trocadas para que os outros grupos pudessem fazer a leitura. Na segunda rodada, os grupos escreveram e a leitura foi compartilhada, feita coletivamente por todas as alunas. Essa interação revela a importância que tal atividade exerce no processo de construção das noções de leitura em Braille. É importante oferecer diferentes materiais e ir, aos poucos, aumentando o grau de dificuldade. Trabalhar os movimentos de encaixe/desencaixe faz com que habilidades próprias desta escrita sejam desenvolvidas no seu tempo.
Após essa familiaridade com as letras e suas representações imagéticas, partimos para um trabalho com o foco na leitura e reescrita, realizado individualmente, porém podendo contar com a ajuda compartilhada do colega de grupo. Apresentei 3 atividades com palavras formadas a partir das letras "a b c d e f g h i j". Em cada uma das atividades, deveriam cumprir o roteiro indicado pelo enunciado e fazer a reescrita das palavras que foram apresentadas pelo Braille em negro, para tinta. Logo em seguida, a correção foi feita pela professora e a parte mais "emocionante" da aula estaria por vir: momento da escrita com reglete e punção.
Apresentei os instrumentos, fornecendo dicas sobre o seu uso correto, encaixe da folha, pressão para marcar os pontos e, principalmente, destacando o conceito de reversibilidade, já que a escrita manual é feita da direita para a esquerda.
Solicitei algumas atividades, orientando para a realização das mesmas.
Os resultados foram muito positivos. Acabo de corrigir todas as produções e observei que há um envolvimento de todas as alunas nessas construções.
Semana que vem tem mais!
Descrição de imagem:
Foto 1: Imagem de braillete de madeira; palavras escritas com pinos, representando letras do código Braille.
Foto : Imagem da professora orientando quanto ao uso do reglete.
Fotos 3 e 4: Alunas escrevendo com reglete e punção.
"TECNOVISÃO" Conectando você ao mundo!!!
A Tecnovisão é uma empresa web criada para oferecer produtos para maior acessibilidade aos deficientes visuais, como leitores de ecrã para computadores e celulares, medidores de temperatura falantes, relógio falantes entre outros. Além de comercializarmos essa linha de produtos, ainda disponibilizamos alguns parceiros como cursos da Luciane Molina e a Editora Escala com sua revista Sentidos em áudio.
Venha conhecer nosso site e nossos produtos:
Ou envie um email para tecnovisao@tecnovisao.net, Você também pode nos seguir pelo twitter :
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Inscrições abertas para curso Grafia Braille à distância

Gpec - Educação a distância
Pouco a pouco.....transformando a educação
Associada a ABED
(Associação Brasileira de Educação à Distância)
Formação Continuada: Grafia Braille "Semeando Leitores e Escritores Competentes" - 120hs
Autora e Professora: Luciane Maria Molina Barbosa
Vídeo de Apresentação do Curso
Inscrições Abertas – Início em 16 de Agosto
GPEC - GRUPO DE PRODUÇÃO EM EDUCAÇÃO & CULTURA LTDA
Tel/Fax. 11 - 3782-0635
sábado, 24 de julho de 2010
Curso Grafia Braille à distância: relato de um aluno
É com muita alegria que trago o texto abaixo, escrito por Ariovaldo Vieira, um aluno do curso Grafia Braille que ministro à distância. Ontem foi nossa última interação por meio de um chat. As sensações se fundem, num misto de alegria e tristeza, de felicidade e saudade... Mais uma turma de multiplicadores entra em “campo”! A 1ª turma do curso de Grafia Braille "Semeando Leitores e Escritores Competentes" à distância foi um sucesso e está sendo muito gratificante viver esse momento. O curso chegou ao final, porém digo que ele não acaba por aqui. Este momento será apenas o início de um novo ciclo, de uma nova jornada rumo à inclusão. São os multiplicadores que colocarão em prática todos os conhecimentos adquiridos até aqui e outros, muitos ainda, que conquistarão pelo caminho... É gratificante saber que durante toda nossa trajetória, pudemos ensinar, aprender, compartilhar, construir e reconstruir significados tão reais e, ao mesmo tempo, tão essenciais para a qualidade da educação. Agradeço a Gpeconline, agradeço aos alunos e alunas que estiveram conosco desde abril e continuarão pra sempre em nossos corações. Um grande abraço: profª. Luciane Molina
“Se o tempo não para, na voz e na poesia do poeta Cazuza, na vida real é assim também e o nosso curso chegou ao fim. Claro que o curso acabou, no entanto, seus ensinamentos iremos carregar até o fim de nossas vidas.
Quando Louis Braille criou o sistema de leitura, que doravante recebeu seu nome, abriu caminho entre o mundo das incertezas e a era das conquistas. Anjos enviados por Deus, ele foi um desses anjos que Deus envia para a Terra apenas para mostrar às pessoas que não importa a limitação de cada um, o que realmente importa é a nossa vontade e fé em superar obstáculos e acreditar num mundo cada vez melhor.
Durante as lições do nosso curso em muitas oportunidades me emocionei, chorei e me enchi de alegria, isso porque a cada nova descoberta, a cada novo entendimento, pude perceber que aqueles pequenos pontinhos perdidos no Universo têm vida e representam letras, frases, histórias, números e poesias. Que emoção eu senti quando li minha primeira frase em Braille! Voltei no tempo, voltei, voltei e me lembrei da primeira frase que li na Cartilha Caminho Suave. Para mim, uma criança na ocasião, isso em 1967 e numa cadeira de rodas, num mundo excludente, foi uma vitória que para sempre ficará guardado em minha memória.
Agora leio artigos em Braille, os pontinhos ganharam vida e formas para mim, tudo ficou claro. Meu anjo nessa descoberta foi a professora Luciane, que com sua paciência, carinho e alguns puxões de orelha, me fez persistir e acreditar que eu poderia superar mais esse obstáculo, e eu consegui, ou melhor, todos nós conseguimos!
E os amigos do curso? A Rosa ficou como minha amiga para sempre, ela e todos os outros. Era uma simbiose, todos ajudando todos. O mundo seria tão melhor assim... quantas histórias dos amigos do curso, mães de crianças cegas, professores, educadores... cada um com sua trajetória de vida, de conquistas e algumas derrotas, assim é a vida. Ninguém ganha o tempo todo e ninguém perde a vida inteira, o que fica para sempre em nossos corações são as conquistas. E a conquista do conhecimento é o bem maior que Deus nos dá.
Agora fica a saudade da professora, da espera da abertura de um novo conhecimento, dos chats, da professora brava, dos amigos... enfim, a vida segue seu curso.
Obrigado professora Luciane pela oportunidade que a senhora nos deu para entender e ver com clareza os pontinhos, obrigado a todos os amigos do curso e que Deus continue nos dando força e coragem para continuarmos trabalhando em inclusão, assim poderemos construir um mundo melhor onde a diversidade humana esteja sempre presente.
A poesia é a forma de expressão mais linda do ser humano, através dela expressamos nosso amor, nossa vida, nossas ternuras, amarguras e tudo que queremos, assim a poesia Utopia do escritor uruguaio Eduardo Galeano sempre me acompanha, principalmente quando algum obstáculo se mostra quase intransponível para mim, leiam um trecho abaixo dessa linda poesia:
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".
Um beijo a todos e um beijo especial na minha professora Luciane Molina.
Ari Vieira”
ATENÇÃO: Inscrições abertas para 2ª turma do curso Grafia Braille: “Semeando leitores e escritores competentes”, 120 horas. Início em 16 de agosto de 2010. Maiores informações no site: www.gpeconline.com.br
Ou pelos e-mails: gpeconline@gpeconline.com.br; braillu@uol.com.br.
DESCRIÇÃO DE IMAGEM: Foto do aluno Ariovaldo Vieira, autor deste texto.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A "Cela" Braille

Cela ou Célula Braille - Espaço retangular onde se produz um símbolo braille. De uma "cela" damos origem a todos os símbolos possíveis para representar letras do alfabeto, códigos matemáticos, numerais, sinais de pontuação, simbologia química, musical e informática, totalizando 64 combinações.
Os pontos são dispostos em duas colunas verticais, com três pontos cada. De cima para baixo podemos fazer a contagem dos pontos nº. 1, nº. 2, nº. 3, nº. 4, nº. 5 e nº. 6.
Descrição de imagem: uma "cela" Braille preenchida com os 6 círculos numerados conforme organização dos pontos.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Aula em Lorena: o Alfabraille




Acabo de chegar da aula de grafia Braille que ministro em Lorena. Como não postei nada sobre a aula passada, sintetizarei aqui os acontecimentos das duas aulas.
Durante a aula ocorrida na semana passada, trabalhamos aspectos referentes a importância do ato da leitura e como "aprender" Braille contribui para o desenvolvimento do deficiente visual e sua leitura do mundo, já que toda e qualquer informação será captada pelos outros sentidos. Conhecer o mundo através das letras representa redescobrir e recriar novas possibilidades de ação e interação com o meio e com o outro. Múltiplos sentidos dão espaço a esse novo aprendizado, sobretudo quando utiliza-se as mãos para tocar e sentir, além das experiências de executar as tarefas e ler, o que antes só era possível com ajuda de ledores. Falamos também sobre a importância de se democratizar o conhecimento do Braille entre profissionais da educação e familiares da pessoa com deficiência, pois poderá ser compreendido em suas manifestações escritas e, compreender o que lhe chega por meio das palavras. É importante que o deficiente visual não se sinta isolado do mundo a sua volta, por utilizar um método de leitura tátil e escrita "desconhecido" de muitos a sua volta. Torna-se urgente incentivar o uso e aplicação deste método e promover o conhecimento e interação do deficiente visual com outras pessoas que venham a conhecer o método Braille. É pra isso que o curso veio formar os "multiplicadores" dessas informações.
Para demonstrar a importância de se estabelecer essa interação entre cegos e videntes por meio do código Braille, finalizei a aula com a leitura de um texto de reflexão e a proposta de uma atividade escrita para que, em grupo, registrassem suas opiniões. Foi um momento bastante rico para a reflexão sobre nosso papel enquanto profissionais e cidadãos para promover a inclusão do deficiente visual.
Já hoje, a proposta foi uma aula mais dinâmica. Apresentei alguns conceitos a respeito do código Braille, que envolveu conceituação básica sobre combinações de pontos, quantidade de sinais, estudo da "cela" Braille, compreendendo suas partes, posição, distribuição, numeração e contagem dos pontos. Durante a apresentação fizemos algumas atividades de reconhecimento de pontos e criação de esquemas associativos, já que utilizaremos a técnica de associar cada combinação a uma imagem mental. Para melhor representar as combinações e facilitar os estudos, cada aluna construiu um "alfabraille". A dinâmica envolveu a confecção do material utilizando E.V.A. e tampinhas de garrafa. Após a oficina realizamos atividades coletivas com esquemas associativos e reconhecimento de pontos, comparações e análise detalhada dos sinais, aprendizado das primeiras letras (matrizes do código: a b c d e f g h i j) e em grupo, escrita de algumas palavras utilizando essas 10 primeiras letras no alfabraille.
Estamos de férias. Agora os estudos continuam com atividades programadas para dar seqüência ao aprendizado. Nos encontramos em agosto. Até lá!!!!
Descrição de imagens: Fotos do alfabraille sendo confeccionado. Alunas recortando E.V.A.; colando as partes; alfabraille pronto, já com as tampinhas para representar os pontos na “cela” Braille.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Dicas de Relacionamento com Deficientes Visuais
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
Define-se, abaixo, em linhas gerais, um modo de tratamento "adequado" às interações entre deficientes visuais e sociedade. Mas não tenha receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
* Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar e, principalmente, no que está ocorrendo ao seu redor: descreva as cenas relevantes.
* Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.
* Não se dirija ao deficiente visual como "cego" ou "ceguinho e não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.
* O deficiente visual quer ser tratado com igualdade; não existe sexto-sentido ou compensação da natureza. o que existe é o desenvolvimento de recursos latentes e uso dos outros sentidos.
* Se encontrar algum deficiente visual que precise de ajuda, identifique-se, faça-o perceber que você está falando com ele e ofereça auxílio.
* Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Recomenda-se que o guia fique meio passo a frente, evitando os obstáculos. À medida que se encontrarem degraus, meios-fios, postes, floreiras, lixeiras e outros obstáculos, deve-se informar antecipadamente ao deficiente visual. Em passagem estreita, colocar o braço para trás, de modo que ele perceba seu movimento e possa segui-lo.
* Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da mesma, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
* Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias e posições: a sua esquerda, daqui mais ou menos 3 passos, uns 5 metros a sua frente...
* Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
* Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua identificação.
* Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, evitando que continue conversando sem a presença do interlocutor.
* Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.
* Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.
* Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito perigosos para ela.
* Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas. Recorrem a utilização de outros recursos e ferramentas que ofereçam-lhe a oportunidade de participação, como gravação das aulas, materiais ampliados, código Braille, lupas, entre outros.
* Caso o material não esteja disponível no formato adequado, o docente deverá fornecer elementos referentes ao conteúdo que irá ser trabalhado.
* Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
* Quando utilizar o quadro ou qualquer recurso visual, o docente deverá ler o que está escrito para que, o estudante, tenha noção do que está sendo apresentado.
* Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc.
* Atividades realizadas oralmente nem sempre atingem o resultado proposto. Lembre-se que o deficiente visual utiliza o Sistema Braille para o acesso ao conhecimento (leitura e escrita) e, por isso, não deve ser considerado analfabeto.
* Utilize sempre materiais diversos, como sucata, plástico, papel, isopor,, pinos, texturas, etc, para apresentar os conceitos. Na ausência da visão, todas as informações precisam do tato para serem interpretadas.
* Elabore sua aula de forma que todos possam participar das atividades, inclusive o aluno com deficiência visual: isso é "INCLUSÃO".
Define-se, abaixo, em linhas gerais, um modo de tratamento "adequado" às interações entre deficientes visuais e sociedade. Mas não tenha receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
* Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar e, principalmente, no que está ocorrendo ao seu redor: descreva as cenas relevantes.
* Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.
* Não se dirija ao deficiente visual como "cego" ou "ceguinho e não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.
* O deficiente visual quer ser tratado com igualdade; não existe sexto-sentido ou compensação da natureza. o que existe é o desenvolvimento de recursos latentes e uso dos outros sentidos.
* Se encontrar algum deficiente visual que precise de ajuda, identifique-se, faça-o perceber que você está falando com ele e ofereça auxílio.
* Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Recomenda-se que o guia fique meio passo a frente, evitando os obstáculos. À medida que se encontrarem degraus, meios-fios, postes, floreiras, lixeiras e outros obstáculos, deve-se informar antecipadamente ao deficiente visual. Em passagem estreita, colocar o braço para trás, de modo que ele perceba seu movimento e possa segui-lo.
* Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da mesma, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
* Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias e posições: a sua esquerda, daqui mais ou menos 3 passos, uns 5 metros a sua frente...
* Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
* Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua identificação.
* Quando for embora, avise sempre o deficiente visual, evitando que continue conversando sem a presença do interlocutor.
* Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.
* Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.
* Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito perigosos para ela.
* Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas. Recorrem a utilização de outros recursos e ferramentas que ofereçam-lhe a oportunidade de participação, como gravação das aulas, materiais ampliados, código Braille, lupas, entre outros.
* Caso o material não esteja disponível no formato adequado, o docente deverá fornecer elementos referentes ao conteúdo que irá ser trabalhado.
* Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
* Quando utilizar o quadro ou qualquer recurso visual, o docente deverá ler o que está escrito para que, o estudante, tenha noção do que está sendo apresentado.
* Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc.
* Atividades realizadas oralmente nem sempre atingem o resultado proposto. Lembre-se que o deficiente visual utiliza o Sistema Braille para o acesso ao conhecimento (leitura e escrita) e, por isso, não deve ser considerado analfabeto.
* Utilize sempre materiais diversos, como sucata, plástico, papel, isopor,, pinos, texturas, etc, para apresentar os conceitos. Na ausência da visão, todas as informações precisam do tato para serem interpretadas.
* Elabore sua aula de forma que todos possam participar das atividades, inclusive o aluno com deficiência visual: isso é "INCLUSÃO".
Orientação e Mobilidade para Deficientes Visuais
Orientação e Mobilidade é a área da educação especial voltada a educação e a reabilitação de pessoas com deficiência visual, sejam por problemas congênitos ou adquiridos. Utiliza-se para isto os sentidos remanescentes, tais como: tato, olfato, audição, visão residual, pontos de referência, pistas no decorrer do trajeto, bengala longa, cão guia, mapa braille, etc.
A visão atua como um importante estímulo a movimentação, facilitando a percepção do ambiente ao formar conceitos de posição, forma, cor, altura e peso dos objetos, bem como tomar consciência de si.
A ausência de visão aliada ao não conhecimento da organização dos objetos e pessoas no ambiente dificulta o deslocamento e a locomoção destas pessoas.
A educação dos deficientes visuais deve valer-se de técnicas e recursos de Orientação e Mobilidade, objetivando a exploração do mundo e facilitando sua mobilidade(que envolve aspectos intelectuais e perceptivos) e locomoção(envolvendo os fatores físicos).
Essa orientação refere-se à habilidade do indivíduo para reconhecer o ambiente e o relacionamento espacial que o leva de um lugar para o outro, numa interação indivíduo-ambiente, no qual ambos são influenciados.
A Orientação e Mobilidade tem o objetivo de proporcionar ao deficiente visual autonomia na locomoção, auto-confiança, aumento da auto-estima e independência, elementos estes, facilitadores na sua integração social.
As estratégias e recursos mais utilizados na Orientação e Mobilidade são o guia vidente, a auto-proteção, a bengala e o cão-guia.
A visão atua como um importante estímulo a movimentação, facilitando a percepção do ambiente ao formar conceitos de posição, forma, cor, altura e peso dos objetos, bem como tomar consciência de si.
A ausência de visão aliada ao não conhecimento da organização dos objetos e pessoas no ambiente dificulta o deslocamento e a locomoção destas pessoas.
A educação dos deficientes visuais deve valer-se de técnicas e recursos de Orientação e Mobilidade, objetivando a exploração do mundo e facilitando sua mobilidade(que envolve aspectos intelectuais e perceptivos) e locomoção(envolvendo os fatores físicos).
Essa orientação refere-se à habilidade do indivíduo para reconhecer o ambiente e o relacionamento espacial que o leva de um lugar para o outro, numa interação indivíduo-ambiente, no qual ambos são influenciados.
A Orientação e Mobilidade tem o objetivo de proporcionar ao deficiente visual autonomia na locomoção, auto-confiança, aumento da auto-estima e independência, elementos estes, facilitadores na sua integração social.
As estratégias e recursos mais utilizados na Orientação e Mobilidade são o guia vidente, a auto-proteção, a bengala e o cão-guia.
Informações Básicas
Considere-se que o sistema visual detecta e integra de forma instantânea e imediata mais de 80% dos estímulos no ambiente. As pessoas com deficiência visual necessitam de um ambiente estimulador, de mediadores e condições favoráveis à exploração de seu referencial perceptivo particular. No mais, não são diferentes de seus colegas que enxergam.
Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. As informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais freqüência para decodificar e guardar na memória as informações. Sem a visão, os outros sentidos passam a receber a informação de forma intermitente, fugidia e fragmentária.
O desenvolvimento aguçado da audição, do tato, do olfato e do paladar é resultante da ativação contínua desses sentidos por força da necessidade. Portanto, não é um fenômeno extraordinário ou um efeito compensatório. Os sentidos remanescentes funcionam de forma complementar e não isolada.
Cada pessoa desenvolve processos particulares de codificação que formam imagens mentais. A habilidade para compreender, interpretar e assimilar a informação será ampliada de acordo com a pluralidade das experiências, a variedade e qualidade do material, a clareza, a simplicidade e a forma como o comportamento exploratório é estimulado e desenvolvido.
Lembramos que a configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por pessoas cegas, tal como ocorre com os que enxergam. Por isso, é necessário possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. A coleta de informações se dará de forma processual e analítica, através da exploração do espaço concreto e do trajeto que irá fazer.
Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. As informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais freqüência para decodificar e guardar na memória as informações. Sem a visão, os outros sentidos passam a receber a informação de forma intermitente, fugidia e fragmentária.
O desenvolvimento aguçado da audição, do tato, do olfato e do paladar é resultante da ativação contínua desses sentidos por força da necessidade. Portanto, não é um fenômeno extraordinário ou um efeito compensatório. Os sentidos remanescentes funcionam de forma complementar e não isolada.
Cada pessoa desenvolve processos particulares de codificação que formam imagens mentais. A habilidade para compreender, interpretar e assimilar a informação será ampliada de acordo com a pluralidade das experiências, a variedade e qualidade do material, a clareza, a simplicidade e a forma como o comportamento exploratório é estimulado e desenvolvido.
Lembramos que a configuração do espaço físico não é percebida de forma imediata por pessoas cegas, tal como ocorre com os que enxergam. Por isso, é necessário possibilitar o conhecimento e o reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário. A coleta de informações se dará de forma processual e analítica, através da exploração do espaço concreto e do trajeto que irá fazer.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sancionada Lei que Institui Dia Nacional do Braille: LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010.
LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010.
Institui o Dia Nacional do Sistema Braille.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Sistema Braille, a ser celebrado, anualmente, em 8 de abril.
Art. 2o No Dia Nacional do Sistema Braille, as entidades públicas e privadas realizarão eventos destinados a reverenciar a memória de Louis Braille, divulgando e destacando a importância do seu sistema na educação, habilitação, reabilitação e profissionalização da pessoa cega, por meio de ações que:
I – fortaleçam o debate social acerca dos direitos da pessoa cega e a sua plena integração na sociedade;
II – promovam a inserção da pessoa cega no mercado de trabalho;
III – difundam orientações sobre a prevenção da cegueira;
IV – difundam informações sobre a acessibilidade material, à informação e à comunicação, pela aplicação de novas tecnologias;
V – incentivem a produção de textos em Braille;
VI – promovam a capacitação de profissionais para atuarem na educação, habilitação e reabilitação da pessoa cega, bem como na editoração de textos em Braille.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 21 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
José Gomes Temporão
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.6.2010
Institui o Dia Nacional do Sistema Braille.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Sistema Braille, a ser celebrado, anualmente, em 8 de abril.
Art. 2o No Dia Nacional do Sistema Braille, as entidades públicas e privadas realizarão eventos destinados a reverenciar a memória de Louis Braille, divulgando e destacando a importância do seu sistema na educação, habilitação, reabilitação e profissionalização da pessoa cega, por meio de ações que:
I – fortaleçam o debate social acerca dos direitos da pessoa cega e a sua plena integração na sociedade;
II – promovam a inserção da pessoa cega no mercado de trabalho;
III – difundam orientações sobre a prevenção da cegueira;
IV – difundam informações sobre a acessibilidade material, à informação e à comunicação, pela aplicação de novas tecnologias;
V – incentivem a produção de textos em Braille;
VI – promovam a capacitação de profissionais para atuarem na educação, habilitação e reabilitação da pessoa cega, bem como na editoração de textos em Braille.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 21 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
José Gomes Temporão
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.6.2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Curso de Grafia Braille em Lorena: turma 2010
Durante todo esse período que estive ausente do Blog, dediquei-me às atividades voltadas a formação de professores. O curso à distância de Grafia Braille e o contato com os cursistas tem criado oportunidades muito ricas de compartilhar experiências e conhecimentos levados para várias partes do país.
Ontem, dia 16/06, Após já ter tido um primeiro contato com as alunas num momento anterior, dei início à primeira aula de Grafia Braille em Lorena, curso presencial que ministro por meio do Centro Interdisciplinar de assistência Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Durante essa aula entreguei as pastas para cada aluna, contendo o material teórico para o curso. Conheci um pouco de cada "profissional" ali presente e suas expectativas com relação ao curso e, em seguida apresentei as propostas: objetivos, conteúdos, estratégias, recursos e processo de avaliação, bem como todo o cronograma dos encontros, que terminarão em novembro. Durante a exposição várias perguntas surgiram e, numa roda de conversas, tive a oportunidade de transmitir alguns conceitos e informações básicas a respeito da deficiência visual:
* Como relacionar-se com deficientes visuais: quebrar mitos e começar a enxergar o outro com foco na "diversidade" e não nas "diferenças";
* Terminologias apropriadas: deixar de utilizar "portador" e "necessidades especiais", passando a considerar como apropriado o termo Pessoa com deficiência a partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
* Definição: Quem são as pessoas com deficiência visual (cegueira e baixa visão), como identificar?;
* Censo sobre pessoas com deficiência: análise dos dados referentes às pessoas com deficiência visual;
* Informações básicas: formas adaptativas e alternativas para o contato com o mundo a partir dos sentidos remanescentes e a construção de esquemas mentais associativos e percepções;
* Sobre o Sistema Braille: diferença entre código e linguagem, processo de transcrição e importância da informação escrita para o deficiente visual;
* Dentre outras informações sobre direitos das pessoas com deficiência, tais como, vagas em concursos, provas, descrição de imagens, adaptação curricular, vagas de estacionamento reservadas, etc.
Importante destacar que o curso foi todo reformulado com conteúdos dinâmicos e atualizados para atender Às necessidades de uma formação, com o foco na "inclusão" escolar do aluno com deficiência visual, cujos profissionais serão capazes de compreender todo o processo de construção simbólica e conceitual, todo o processo de alfabetização em Braille. A novidade deste ano está no módulo de áudio-descrição, com proposta de construção de roteiro escrito e a mobilização para utilizar este recurso em sala de aula.
Até a próxima!
Ontem, dia 16/06, Após já ter tido um primeiro contato com as alunas num momento anterior, dei início à primeira aula de Grafia Braille em Lorena, curso presencial que ministro por meio do Centro Interdisciplinar de assistência Educacional, da Secretaria Municipal de Educação.
Durante essa aula entreguei as pastas para cada aluna, contendo o material teórico para o curso. Conheci um pouco de cada "profissional" ali presente e suas expectativas com relação ao curso e, em seguida apresentei as propostas: objetivos, conteúdos, estratégias, recursos e processo de avaliação, bem como todo o cronograma dos encontros, que terminarão em novembro. Durante a exposição várias perguntas surgiram e, numa roda de conversas, tive a oportunidade de transmitir alguns conceitos e informações básicas a respeito da deficiência visual:
* Como relacionar-se com deficientes visuais: quebrar mitos e começar a enxergar o outro com foco na "diversidade" e não nas "diferenças";
* Terminologias apropriadas: deixar de utilizar "portador" e "necessidades especiais", passando a considerar como apropriado o termo Pessoa com deficiência a partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
* Definição: Quem são as pessoas com deficiência visual (cegueira e baixa visão), como identificar?;
* Censo sobre pessoas com deficiência: análise dos dados referentes às pessoas com deficiência visual;
* Informações básicas: formas adaptativas e alternativas para o contato com o mundo a partir dos sentidos remanescentes e a construção de esquemas mentais associativos e percepções;
* Sobre o Sistema Braille: diferença entre código e linguagem, processo de transcrição e importância da informação escrita para o deficiente visual;
* Dentre outras informações sobre direitos das pessoas com deficiência, tais como, vagas em concursos, provas, descrição de imagens, adaptação curricular, vagas de estacionamento reservadas, etc.
Importante destacar que o curso foi todo reformulado com conteúdos dinâmicos e atualizados para atender Às necessidades de uma formação, com o foco na "inclusão" escolar do aluno com deficiência visual, cujos profissionais serão capazes de compreender todo o processo de construção simbólica e conceitual, todo o processo de alfabetização em Braille. A novidade deste ano está no módulo de áudio-descrição, com proposta de construção de roteiro escrito e a mobilização para utilizar este recurso em sala de aula.
Até a próxima!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Profissional do CIAE é entrevistada pela CIVIAM

05/05/2010 08h34m
Profissional do CIAE é entrevistada pela CIVIAM
Deficientes visuais, sem dúvida, foram os maiores beneficiados pelo surgimento do Sistema Braille, há quase 200 anos. Um código que permite o acesso à informação por meio da escrita e leitura dos caracteres em relevo, feita pelo tato da ponta dos dedos.
Para divulgar o Sistema Braille entre os profissionais da educação, familiares de pessoas com deficiência visual e demais interessados, a professora e, também usuária do Braille como seu meio natural de escrita e leitura, Luciane Maria Molina Barbosa, do Centro Interdisciplinar de Assistência Educacional (CIAE) tem executado algumas ações no sentido de promover essa acessibilidade à informação para quem “vê” com os dedos.
Neste ano foi uma das entrevistadas pela CIVIAM, uma empresa que dentre suas atribuições voltadas à pessoa com deficiência, possui uma Gráfica para a produção editorial de livros e impressos em Braille, visando incentivar a inclusão do deficiente.
A entrevista concedida por Luciane foi publicada em um panfleto de divulgação, em versão impressa em Braille e em caracteres convencionais, distribuído pela CIVIAM em seu stand na IX REATECH, feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, evento realizado entre os dias 15 e 18 de abril, em São Paulo.
A respeito do uso, aplicação e difusão da escrita em Braille, Luciane destaca em sua entrevista que “Os benefícios da escrita Braille vão além de uma mera alfabetização ou do aprendizado de um código. Seus benefícios passam, sobretudo pela aceitação e pelo preparo da sociedade em considerar que o deficiente visual também é capaz de ler e de ser lido por outros.” Continua, ainda, ressaltando a importância da democratização do Braille para que seja um instrumento conhecido amplamente, “É fato que quando existir um maior domínio deste código por um grande número de pessoas, familiares, profissionais e quando o uso e aplicação do Braille não for restrito apenas a uma minoria, os cegos terão mais respeitados seus direitos...”
Termina sua participação afirmando que, mesmo com o aparecimento das novas tecnologias, o Braille não pode ser substituído por meios digitalizados ou da leitura em áudio “Nem sempre a informação em áudio será suficiente para consultar a grafia das palavras, identificar regras ortográficas e gramaticais, elaborar um conceito e sua aprendizagem a partir do manuseio de tabelas e gráficos, verificar a disposição do texto no papel, fazer seus próprios registros.”
Com isso é possível afirmar que por meio do Braille o deficiente visual será capaz de tocar o mundo pela ponta dos dedos, viajar por lugares antes inatingíveis e, principalmente, escrever sua própria história de inclusão e participação social.
Fonte: http://www.lorena.sp.gov.br/noticia.php?idnoti=3823
Descrição da Imagem: foto da capa do panfleto de divulgação com o logo da CIVIAM; panfleto escrito em Braille e com caracteres convencionais em tinta.
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